Novo visual

Está complicado conseguir mudar o projeto visual do Blog, mas aos poucos chego lá. Peço desculpas pelos eventuais problemas na visualização, mas é porque gostaria de encontrar um formato que permitisse inserir imagens maiores sem comprometer a diagramação.
A solução foi incluir a seção "Foto do Dia" onde pretendo disponibilizar fotos tiradas no cotidiano, transformando esse blog também num fotoblog.
Como costumo dizer, muitas vezes o mais simples é mais bonito e mais sofisticado, não sou fã do rococó. Então essa atual versão foi a que mais me agradou. Se tiverem alguma sugestão, fiquem à vontade.

Enquete McLaren 2010

A Formula 1 2010 está noticia uma novidade a cada dia. Todo mundo esperava e a Mercedes GP confirmou as cores prata/preto na nova equipe de Schumacher. Todos que acompanham o mundo da velocidade passaram a se perguntar, como será as cores da McLaren em 2010?
Dê sua opinião na enquete ao lado.

Vanguarda TV em HD – São José e Taubaté

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Demorou, mas finalmente a Vanguarda TV divulgou o início das transmissões em HD para São José e Taubaté. Como esperado, oficialmente começam na Copa do Mundo, com testes a partir de maio.

Considerando que a previsão do governo é acabar com as transmissões analógicas em 2016, o início da TV digital no Vale do Paraíba é tardio, ainda mais que dificilmente os outros canais vão transmitir o sinal em HD tão cedo. Mas é um começo.

Os jogos de futebol ficarão bem mais interessantes, os noveleiros poderão conferir as rugas das atrizes, os seriados e filmes serão impressionantes e os grandes eventos esportivos, como a Formula 1, serão um espetáculo visual.

Não vejo a hora de começar.

Para conferir todas as explicações, incluindo datas e área de cobertura, siga o link:

http://www.vnews.com.br/hotsitetvdigital.php?id=531

Feliz 2010!

P1020458 Este ano promete! Carnaval, Copa do Mundo, Eleições… Quem sabe Vanguarda com sinal digital em São José dos Campos o que garantiria poder acompanhar a F1 em HDTV. Jogos aguardados como God of War III e Formula One.

Claro que também um ano de muito trabalho e ralação, mas nisso é melhor pensar quando acabar as férias.

O importante é fortalecer os laços de amizade, conhecer novas pessoas, viver a vida e ser feliz.

Comecei bem, com uma linda bacalhoada no forno, preparada por esse português que vos tecla. Juro que pensei em todos os amigos e em todas as pessoas que gosto.

Abração grandão a todos!!

Eau Rouge - Spa

shift Não é a toa que a pista preferida da maioria dos pilotos é a de Spa-Francorchamps, curvas alucinantes em alta velocidade. Para quem pode e não é piloto, há a possibilidade de fazer um curso de pilotagem no circuito, para mim, só se conseguir emplacar a sena do ano novo.

Para a minha realidade, consigo me contentar com os videogames, agora com Shift estou curtindo o antigo circuito, sem tantas áreas de escape e com a velha Bus Stop.

Mas a mais emocionante é a Eau Rouge, o desafio é mergulhar em alta velocidade, disputando lado a lado sem tirar o pé, ops, o dedo do botão do controle que faz acelerar.

Quem sabe um dia eu venha a conhecer essa curva de verdade, por enquanto, estou curtindo com Shift.

http://www.spa-francorchamps.be/en07/home/index.php

Marvel Ultimate Alliance 2 - Nosso presente

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Um dos meus presentes de Natal foi uma cópia de Marvel Ultimate Alliance 2 para o PS3, aliás, um presente que meu filho tratou logo de se apoderar, dizendo que era “nosso” game.

Não é um título que compraria para mim, mas certamente compraria para meu filho, já que o garoto é fã do universo Marvel. Tá bom, assumo minha culpa, afinal, acho que fui bem influente nisso, comprando revistas, levando-o ao cinema para curtir os heróis em ação e, claro, oferecendo vários games e bonecos, principalmente sobre Spiderman. Tá bom, também assumo que ofereci minha inestimável coleção de gibis para que ele também pudesse ver os traços do passado. Tá bom, assumo, sou fã do universo Marvel e quem me deu o presente me conhece desde criança, minha querida irmã.

A lembrança que trago no coração sobre o Natal é aquela tarde ensolarada, quando todos os adultos da casa dormem empanturrados com o almoço farto e as crianças vão para a rua desfilar seus brinquedos novos. Bicicletas reluzentes com rodinhas novas. O videogame diminuiu esse movimento infantil nas tardes de natal. Agora é comum ouvirmos crianças dusputando espaço com o Playstation na sala, a bicicleta perdeu o título de melhor presente. Sinal dos tempos.

Me livrei do celofane, abri a caixa, tirei o disco e coloquei direto no aparelho, uma atualização e a tela se abre com uma equipe de heróis correndo pelas ruas da Latvéria, Homem-Aranha, Wolverine, Homem de Ferro e Capitão América, uau, nada mal! Até quatro jogadores podem jogar ao mesmo tempo, num modo cooperativo. Perfeito para curtir com meu filho. As fases não oferecem grandes dificuldades, mas são interessantes, principalmente jogando em boa companhia como a minha, fica mais divertido poder assumir o papel do personagem preferido e poder ir para o pau, descarregando poderes especiais e com a novidade de poder combinar os poderes com os outros heróis, por exemplo, Wolverine pode refletir com suas garras de Adamantium os raios emitidos pelo Homem de Ferro e, assim, derrubar vários inimigos num único golpe. Bem legal! Depois, aos poucos, outros heróis vão aparecendo no menu de opções, até alguns conhecidos apenas pelos mais aficcionados, como Punho de Ferro.

O roteiro segue alguma série especial da Marvel, com certeza mais atual do que o tempo que lia gibis, mas tem algo a ver com uma guerra civil que dividiu os heróis. Um lado liderado pelo Homem de Ferro defende que todos os heróis devem ser registrados pelo governo , revelando suas identidades. Outro lado, liderado pelo Capitão América, não aceita essa imposição e se rebela. Claro que optei pelo lado rebelde.

Jogando no modo intermediário, as fases não são difíceis, mas não é um game para jogadores hardcore, mas um game para fãs e, visto assim, o melhor é relaxar e curtir as fases, descarregando todos os poderes possíveis a cada tela.

O resumo é que como todo bom game, Marvel Ultimate Alliance 2 é um acelerador de tempo. Com ele as horas passaram muito rápído e só não continuei porque outras coisas exigiam minha atenção. Mas ainda melhor foi poder curtir essas horas ao lado do meu filho, num momento inesquecível para os dois. Como ele disse, nosso presente de natal.

Shift!

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Quem adora videogame e automobilismo geralmente gosta de jogos de corrida. Mas o que geralmente as pessoas que estão fora desse universo não sabem é que os diferentes games de corrida são muito diferentes entre si. Ou seja, um game de corrida vai muito além da visão de um carrinho movimentando-se para as laterais e desviando de obstáculos trazidos por uma pista que se movimenta de cima para baixo, esquema popularizado pelo bom e velho Enduro no Atari.

Os games atuais têm recursos que atraem desde os pilotos que não saíram da fase “Enduro” até os que se acham profissionais, possibilitando ajustes finos que existem nas pistas reais como acertos de asas aerodinâmicas, cambagem de pneus, mudanças finas na relação de marchas, suspensão, freios, enfim, um paraíso para os entusiastas de engenharia mecânica, além, de perfumarias no visual do carro, como pinturas, rodas, faixas e outros itens importantes para os que adoram carros tunados.

Mas apesar de oferecer uma variedade enorme de recursos, cada título tem sua particularidade, alguns dedicam-se apenas a uma marca, outros trazem informações reais de vários fabricantes, com um preciosismo extremo da simulação da pilotagem real. Outros investem na diversão do jogador, oferecendo capotagens, saltos e batidas cinematográficas, torcendo o nariz dos fabricantes que odeiam ver seus carros destruídos, ainda que num videogame.

Gosto de me divertir, mas dentro desse universo prefiro os games mais técnicos, chego a lamentar quando num descuido arrebento a frente do meu carro virtual. Por isso estão entre os meus títulos preferidos Forza Motorsport, Toca (todas as versões), Grid e, claro, Gran Turismo. Mas nunca deixei de dar uma olhada nas diferentes versões de Need for Speed, série mais popular que apostou em grandes perseguições e batidas fantásticas na maioria das suas versões, aliás, cheguei a gastar muitas horas com Underground, lembrando muito Velozes e Furiosos.

O fato é que contrariando um amigo fã da série, nunca gostei muito do que NFS tinha a oferecer, até que conheci a última versão, Shift, primeiro no PSP e depois no PS3.

Shift foge do esquema polícia e ladrão e vai para as pistas, focando no realismo dos carros, num nível de simulação que beira à perfeição, chegando até a reproduzir as reações da visão do piloto, embaçando ou escurecendo a tela, de acordo com a velocidade ou batida, num detalhamento gráfico de abrir a boca e não fechar até escorrer a baba. A franquia, dessa vez, ficou a cargo do estúdio Slightly Mad Studios, trazendo no currículo grandes títulos como GTR2 e GT Legends.

Não precisei de muito tempo para virar fã. O game, além de tecnicamente perfeito, instiga o jogador a buscar sempre a melhor performance, repetir até atingir o melhor tempo, além de um ótimo esquema multiplayer que funciona muito bem na PSN. Premia a técnica dando pontuação para curvas e ultrapassagens perfeitas, mas também não deixa de considerar aqueles arrojados que saem detonando todo mundo com pancadas espetaculares, não podia ser diferente, afinal, ainda é um NFS.

Seguindo outros títulos da EA, NFS Shift também tem um site dedicado onde é possível postar fotos personalizadas do game e trocar informações com outros jogadores.

Enquanto Gran Turismo 5 não chega, Shift não sai da bandeja do meu PS3.

A volta do Alemão

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Tanto tempo que não posto alguma coisa nesse blog. Tantos motivos, falta de inspiração, enfim. Mas a notícia da volta do heptacampeão abalou tanto que até me tirou da inércia.

Talvez o retorno seja equivalente à volta de M. Jordan no basquete, atraia os patrocinadores, movimente o mercado e, finalmente, não mude muita coisa. O cara consegue ter alguma diversão às custas do grande movimento publicitário, mas no final acaba fazendo número.

Mas será que Schumacher sairia da aposentadoria sem estar competitivo? Duvido. Considerando que é um grande campeão e que adora vencer corridas, sua volta não é apenas um desfile midiático. Só para lembrar, no desafio das estrelas, competição de Kart patrocinada por Massa e vencida por ele, todos os relatos destacavam a forma cuidadosa com que Michael acertava seu equipamento, procurando sempre a evolução para conseguir o melhor tempo. O cara é assim, perfeccionista, tem prazer em ser o melhor.

Aliado à Mercedes Benz que jamais voltaria sem a certeza de reviver as vitórias da flecha de prata e ao Brawn, seu estrategista e parceiro, o alemão será o grande protagonista do campeonato. Sua primeira vítima já tem nome, Nico Rosberg, uma estrela interrompida que deverá se contentar com o papel de simples coadjuvante. A lista deverá aumentar, Alonso será o grande derrotado.

Jogos de PS3 - made in Brazil

Todos já sabiam que a Synergex passaria a produzir jogos de Playstation na zona franca de Manaus e que já estavam disponíveis nas lojas. Mas apesar de SJC estar praticamente colada a São Paulo, as novidades demoram um pouco pra chegar por aqui.

As mesmas lojas de games que costumo frequentar continuam com os preços de lançamentos importados de PS3 na faixa de R$200 a R$230, com alguns títulos mais batidos custando na faixa de R$150, alguns europeus. Levando em conta que um lançamento nos EUA não custa mais que 60 dólares, paga-se aqui o dobro por um mesmo produto.

Mas parando na vitrine de uma loja de PCs me surpreendi ao ver Tomb Raider: Underworld, Fear 2 e Lego Batman para PS3 a R$115, com um detalhe, capa e manual totalmente traduzidos para o português. De cara pensei que podia ser algum engano do vendedor ou alguma pegadinha, procurando letras miúdas que indicassem ser 2X de 115. Mas não, era esse preço mesmo.

Então, apesar dos títulos disponíveis não serem exatamente uma novidade, fiquei muito contente por ver que finalmente estão levando a sério o público consumidor de games no Brasil.

Claro que muitos vão dizer que ainda preferem a importação direta, mas esse esquema é para poucos. Entre optar pela importação direta e poder pegar vários títulos na loja, sem canseira e despesas com frete, parcelando no cartão em quantas vezes for possível, sou mais a 2ª opção.

Ah, tem sempre a turma que prefere a pirataria. Eu, sinceramente, sempre fiquei no maior impasse entre desembolsar uma fortuna com um original e encher meu saco com um pirata.

Quando tinha o X360, cada vez que trazia um jack pra casa, botava no leitor e dava pau antes de carregar a primeira tela, xingava muito, pior se travasse no meio de uma fase. O sujeito da loja trocava, mas e o tempo e o transporte de voltar até lá? A chateação e o risco de destruir meu aparelho? Cansei de dar dinheiro para esse cara, um criminoso que só tem lucro e nada devolve para a sociedade.

Agora, com suporte oficial e um preço relativamente justo, finalmente sinto-me respeitado. Sinceramente espero que a indústria de videogames consiga efetivamente chegar ao Brasil, apesar dos altos impostos e da cegueira do governo, vencendo a pirataria.

Envelhecer

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Estou nesse momento ouvindo o novo CD de Arnaldo Antunes, Iê Iê Ie.

Falar da genialidade do cara é desnecessário, legal é curtir e deixar suas palavras entrarem pelos ouvidos e não saírem mais. Adorei todas as faixas, mas coloquei Envelhecer para repetir até decorar a letra. Vale muito!

Para ouvir, clique na capa do álbum acima e dê play no link do Rádio UOL, não encontrei outro jeito mais fácil, ninguém colocou no YouTube.

A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer.

A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer.

Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer.

Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer.

Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer.

Eu quero é viver pra ver qual é e dizer bem a tu (?) o que vai acontecer.

Eu quero que o tapete voe no meio da sala de estar.

Eu quero que a panela de pressão pressione e que a pia comece a pingar.

Eu quero que a sirene soe e me faça levantar do sofá.

Eu quero por Rita Pavone no ringtone do meu celular.

Eu quero estar no meio de um ciclone pra poder aproveitar e quando eu esquecer meu próprio nome que me chamem de velho gagá.

Aa Aa Uu Uu Uu

Ser eternamente adolescente nada é mais demodê

Com os ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer

Não sei porque essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender.

Felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr

Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer…

A queda do capo

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Acaba de sair a notícia da queda de Flavio Briatore, após o escândalo da manipulação de resultados detonado pelos Piquet.

A princípio, uma empresa como a Renault nunca mancharia a reputação da sua marca com tramóias e armações, colocando em risco os valores que construiu durante décadas. Se está no esporte é para alavancar as vendas dos seus carros e para isso, precisa de resultados positivos, dentro e fora das pistas. Após tamanho escândalo, a demissão dos líderes da armação era a atitude mínima que poderia tomar. O prejuízo sofrido é tão grande que antes, sob a desculpa da crise financeira internacional e a falta de resultados, poderia sair da categoria sem grandes consequências para sua imagem, hoje, precisa garantir sua continuidade e investir ainda mais para que os futuros resultados positivos lavem até os últimos respingos da lama que Briatore deixou.

Apesar de nada justificar o que os comandados da Renault fizeram, incluindo Nelsinho Piquet, tão culpado quanto o arrogante italiano, penso que o brasileiro só ultrapassou o limite da ética por reconhecer sua incompetência diante da imensa pressão por um bom desempenho. Tentava convencer-se que não recebia o mesmo equipamento, mas no fundo sentia que não podia corresponder ao que se esperava de um piloto de fórmula 1. Envolver-se em tamanha maracutaia mostra o quanto estava abalado naquele momento.

Porém o abalo emocional não o livra da culpa. Alguns o defendem dizendo que precisou de coragem para fazer a denúncia e escancarar seu erro. Mas fazer isso somente depois de sua demissão não abona sua falta, ao contrário, só expõe ainda mais sua falta de inocência, sua fraqueza moral.

O principal mau caráter da história foi o Briatore. Contratou o piloto enquanto chefe da equipe e, ao mesmo tempo, era seu manager, funções que para mim são incompatíveis. Como um rolo compressor esmagou psicologicamente seu comandado e destruiu sua carreira para sempre, pôs em risco a vida do piloto a de todos os outros participantes (lembram o que uma mola fez com Felipe Massa? Imaginem o risco de todos os pedaços da Renault espalhados pela pista), só para conseguir um resultado positivo e aliviar a pressão sobre si mesmo. Quando descoberto, apelou para a mais baixa e ridícula defesa, acusando a homossexualidade do seu oponente, o que não interessa a ninguém.

Não deve ter sido a única atrocidade cometida na sua busca por resultados, um criminoso aprende sua arte aos poucos e aumenta suas apostas à medida do sucesso dos seus crimes. Muita coisa deve ter ficado para trás. Espero que seja a última.

Duro é saber que sua cela será um iate acompanhado de uma bela mulher e de uma taça de champanhe.

Peixinhos

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Frases prontas, ditados populares, muitos conservam a sabedoria coletiva, outros são grandes idiotices.

Um dos que sempre ouvi foi “Filho de peixe, peixinho é”. Esse, sem dúvida, se encaixa na segunda categoria, afinal é de um determinismo cruel. Muito triste uma criança sentir-se obrigada a seguir os passos do pai e, pior, ser comparada a ele.

A muito tempo vi uma entrevista com Emerson Fittipaldi na TV Bandeirantes, no auge do sucesso que o piloto experimentava na Fórmula Indy. Visivelmente constrangido, o campeão respondeu sobre seu filho mais velho, quase lamentando o fato do rapaz se desinteressar pelas pistas e ter optado por outra profissão, acho que designer, ou qualquer outra coisa que na época me pareceu boiolice, afinal, não podia aceitar o fato de um cara rejeitar uma carreira automobilística, sonho que ainda vivia, mas que só pude fingir alguma satisfação nos videogames. Hoje, penso que esse Fittipaldi Kid teve uma sábia decisão, deixando o peso do sobrenome para o primo Christian embaçar.

Apesar da crueldade da inevitável comparação, muitos filhos de famosos insistem em seguir seus papais. Se o sucesso fosse transmitido geneticamente, com alguma melhoria, seria ótimo, mas a realidade é bem diferente. Poucos são os exemplos de superação, agora, de cabeça, só consigo me lembrar da Débora Bloch. Fernanda Torres chega perto, mas não supera a mamãe.

No último domingo, durante a transmissão do GP da Bélgica, Reginaldo Leme solta a bombática notícia sobre a investigação do incidente do Piquet pimpolho em Cingapura. Se confirmadas as suspeitas, Nelson Angelo fez uma cagada gigantesca, participando de uma fraude que manchará para sempre sua trajetória no esporte. O velho Piquet jamais aceitaria isso, provavelmente mandaria o chefe enfiar o carro no rabo. Mostraria no asfalto, como mostrou, ser melhor que qualquer piloto que estivesse ao seu lado. Se o que dizem é verdade, deve ter sofrido com tanta decepção.

Hoje, ao abrir o UOL vejo Sean Lennon imitando a famosa pose dos pais. Talvez a melhor contribuição que o filho de  Lennon deu para a música foi a inspiração para a belíssima canção “Beautiful Boy (Darling Boy)”, involuntária. Agora, com a pose, teve pelo menos o bom senso de trocar de posição, expondo a namorada. Ainda bem.

Não esqueçam da gripe

Após o retorno das aulas a impressão que ficou para a maioria das pessoas é que o problema da gripe suína passou, como uma onda ou uma marolinha. Como se o fim de um problema pudesse ser decretado numa canetada.

Não é bem assim, aliás, muito pelo contrário. Agora é que o problema passou a se agravar. Qualquer escola pública tem recebido diariamente várias mães trazendo licenças médicas de crianças com gripe, identificado pelo CID J11.

A Vigilância Epidemiológica orientou os diretores a informar todos os casos, mas não esperava receber planilhas tão cheias. Apesar das quantidades informadas ultrapassarem muito o que é considerado pandemia, os responsáveis pela saúde insistem num discurso impreciso, afirmando que entrarão em contato com as famílias para fazer exames e comprovarem o problema. Então, considerando a morosidade do serviço público e a falta de vontade política para tomar alguma atitude que possa vir a prejudicar a economia da cidade, duvido que tomem uma atitude radical e necessária.

Para garantir as caixas registradoras dos lojistas, arriscam a vida de pessoas inocentes, escondendo-se como avestruz.

Windows 7

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Parece que dessa vez a Microsoft acertou a mão num novo Windows. O sétimo sistema Windows lançado pela empresa deverá apagar a decepção gerada por seu antecessor, Windows Vista, da mesma forma que o Windows XP deletou da memória de todos o ridículo Windows Me.

A versão RC (Release Candidate), disponível para quem se cadastra no site da empresa, mostra que a Microsoft se esforçou para construir um sistema leve e estável, mas com um visual bastante caprichado, cheio de transparências e efeitos, além de recursos bastante intuitivos que facilitam muito as operações a que todos estão acostumados. Só para citar um exemplo, agora é possível abrir toneladas de janelas, sem ficar perdido procurando-as depois na barra de ferramentas. Cada programa aberto gera um ícone na barra e, basta apontar o mouse em cada ícone para visualizar mini janelas das várias páginas do mesmo programa.

O novo Windows Media Player ganhou ainda mais destaque no novo sistema, agora ele concentra todos os arquivos de mídia (filmes, fotos, músicas, rádio e TV), com efeitos visuais atraentes, incluindo uma linda apresentação de fotos durante a execução das músicas.

O processo de instalação está bastante simplificado. No meu caso, instalei num segundo HD da máquina e nem precisei gastar neurônios, bastou selecionar o diretório de destino para o programa instalador fazer todo o resto, incluindo a instalação de um programinha inicial para escolher qual o sistema operacional desejado, da mesma forma como já funciona com as distribuidoras de Linux. Aliás, nesse HD, eu já tinha o Ubuntu instalado que foi respeitado pelo Windows 7, deixando-o disponível no menu de seleção de sistemas.

Depois de instalado, nenhuma dificuldade, uma rápida atualização deu conta dos drivers da máquina, além do suporte para português do Brasil.

Agora é só curtir enquanto o sistema estiver operacional e juntar os trocados para comprar o pacote Ultimate quando for lançado oficialmente.

Detalhe: Estou blogando com o Windows Live Writer, simplesmente perfeito.

O pescoço do alemão


A expectativa criada a partir do anúncio do retorno do alemão ao campeonato de F1, substituindo Felipe Massa, foi enorme, todos queriam rever o craque das pistas dando show num carro sem controle de tração e com o kers.
A decepção por causa do pescoço dolorido foi maior ainda. Uma brochada global.
Mas será que foi só o pescoço? Rubinho nem precisou gastar os 140 toques do Twitter para lançar a dúvida. Muitos o criticaram, julgando-o por mágoas passadas.
Reginaldo Leme, na sua coluna, diz que o problema foi o capricho do heptacampeão que se negou a entrar na pista sem testar o F60. Pode ser.
Penso que se o cara colocou-se à disposição da Ferrari, treinou com o F2007 e entrou em forte esquema de preparação física, sabendo que o pescoço estava machucado desde o começo do ano, acreditava nas suas plenas condições de corrida.
Considerando a trajetória de Schumacher na F1 que sempre fez questão de correr com todas as chances de vitória antes da largada (incluindo o melhor companheiro de equipe, bom acertador de carros e obrigado a ceder a posição), concordo com o jornalista, entrar na pista sem testar o F60 e, portanto, sem poder apresentar uma ótima performance, causou um peso insuportável no seu pescoço.

Filhote teclando no YouTube




Fã de Homem Aranha, cantarola a música que embala um momento do herói no segundo filme desde que assistiu pela primeira vez. Fez questão de aprender e mostrar para todos.

Para mim, Raindrops Keep Falling on My Head sempre lembrará um dos momentos mágicos do cinema, com Paul Newman evoluindo numa bicicleta.

Telecine na Telefonica TV Digital

Uau!! Acabei de ligar a TV e quase caí pra trás quando vi os cinco canais Telecine na Telefônica TV Digital.
Sou assinante desde que apareceu o Você TV e tive que ter muita paciência com todos os problemas iniciais do sistema de TV da operadora espanhola, desde a baixa resolução do sinal que dava uns blocos insuportáveis, principalmente nos canais de desenho animado, até nos problemas de falta de sincronia das legendas.
Falta muito para a perfeição, mas depois de 3 anos, dá pra notar que a qualidade da imagem melhorou bastante, longe do ideal na LCD, mas perfeita na CRT. As legendas foram corrigidas com rapidez, mas até hoje os botões do controle para selecionar os diferentes idiomas de áudio são inúteis. A qualidade do som sempre foi sofrível e a qualidade do receptor, péssima, com um software fraco.
O pacote de canais é atraente, com preços muito competitivos, comparado com a Sky. A HBO é legal, mas dava uma inveja danada de quem tinha Telecine, principalmente vendo os outdoors espalhados pela cidade, agora, para ficar perfeito, só falta colocarem Universal Channel, Megapix e Canal Brasil, sem aumentarem o preço, claro.

Adeus, minha velha TV



Desde a minha infância o aparelho de TV foi o centro das atenções da minha casa, da minha família. Também adoro livros, mas nunca escondi minha preferência pela TV, com ela completei minha formação cultural, pop, nerd, de um filho de família suburbana e operária da Grande São Paulo.


A primeira, uma enorme TV GE a válvulas, emoldurada numa madeira clara de fino acabamento tinha um enorme seletor de canais, duro e barulhento a cada mudança, que praticamente nos obrigava a alternar apenas entre os canais 4 e 5, TV Tupi e TV Globo. Quando me aventurava a girar um pouco mais o seletor, ouvia a bronca da minha mãe de longe: - Para de mexer nessa TV, senão vai acabar quebrando! Pouca gente sabe ou lembra, nessa época ligar uma TV era uma operação complicada que exigia uma certa paciência. Primeiro era preciso ligar o estabilizador de voltagem, equipamento que nos acompanha até hoje nos computadores, mas que na época era uma caixa de ferro pesada com um enorme mostrador analógico que lembrava um painel de avião, para ligá-lo era preciso girar um seletor duro que fazia um barulho seco, tlec, seguido de um zumbido, óinnnnnn, que silenciava aos poucos. Ao ligar a TV, a tela arredondada e esverdeada nunca acendia de uma vez, primeiro surgia um ponto de luz branca no centro que se abria gradativamente, depois, quando a luz enchia a tela e o som enchia os ouvidos, era preciso mais um pouco de paciência para girar os botões de vertical e horizontal até acertar a imagem, no clássico preto e branco.


Esse aparelho nos acompanhou por muito tempo, mesmo depois de surgirem os de transistor e os coloridos, meu pai insistia em mantê-lo e, quando uma válvula queimava ou apresentava algum problema, chamava sempre o mesmo técnico, um senhor de óculos com aros grossos que virou uma visita tão constante que parecia da família, lembro da primeira vez que esteve em casa, jovem animado com os cabelos pretos e o corpo esguio. Na última, sua cabeleira estava branca e, no alto da sua coluna encurvada, decretou: - Seu Braz, a muito tempo que não aceito mais esse tipo de TV na minha oficina, continuo consertando a sua por causa da amizade, mas estou cansado, além do mais, está muito difícil encontrar peças para ela, dessa vez tive que revirar as prateleiras empoeiradas de uma velha loja da Santa Ifigênia. Da próxima vez que ela quebrar, melhor jogar fora e comprar uma nova.


E foi assim, depois da última quebra, que meu pai finalmente concordou em comprar um novo aparelho no Mappim que, às vésperas da Copa da Espanha em 1982, anunciava a todo instante a nova TV Mitsubishi, novidade no mercado que dava garantia até a copa seguinte. Um salto, a nova TV menor e mais leve era colorida e não trazia mais aquele enorme seletor de canais, aliás, tinha até um controle remoto com fio, mas o incômodo daquele cabo atravessado na sala determinou o isolamento do acessório numa gaveta qualquer. Essa japonesa despertou uma nova paixão no meu pai. Resistiu o quanto pode, mas acabou trocada por uma 29" da mesma marca, isso a mais de 15 anos e se mantém até hoje, apesar da nossa insistência diante das cores opacas nas visitas dominicais.


Como podem ver, acompanhei a evolução tecnológica dessa maravilhosa invenção desde os primórdios. Gosto tanto que na minha pequena casa, só não tenho TV nos banheiros, ainda, porque não inventaram uma que consiga sobreviver à umidade do chuveiro. Mas esse último salto tecnológico não está me deixando tão animado, pelo contrário, vejo com certa tristeza a forma com que todos estão abandonando os velhos tubos pelos monitores LCD.


Dois anos atrás, explorei os limites do meu cartão de crédito por uma LCD de 32", entusiasmado com a possibilidade de assistir imagens muito mais nítidas no conforto do meu sofá. Infelizmente o resultado só foi animador nos filmes em DVD, mas o sinal analógico da minha cidade e a baixa resolução da minha operadora jogaram um balde de água gelada nas minhas expectativas. Só não trouxe a velha 29" de volta para a sala por insistência da família. Desde então, pouca coisa mudou, além do preço que despencou, aumentando meu arrependimento. Os programas continuam esticados para os lados, deixando as figuras baixinhas e gordinhas. A definição parece borrada.


Na semana passada, a linda LG 21" tela plana do quarto do meu filho abriu o bico, sei lá por qual motivo, deu umas piscadas e apagou deixando um forte cheiro de queimado. Fiquei surpreso, afinal, não era um aparelho velho, tinha no máximo uns 3 anos e meio, nova se comparada com a Semp de 10" da cozinha que tem uns 15 anos e com a Samsung 29" que tem uns 13. Nunca vi as LG com muita simpatia, por isso, ao invés de arriscar em mandá-la para o conserto, resolvi comprar uma nova.


Nas lojas, me surpreendi com a empolgação das pessoas pelas enormes telas de LCD. Considerando que moro no interior de São Paulo, onde a nova TV Digital é uma promessa de apenas um canal, possivelmente para a Copa de 2010, me parece um desperdício gastar com um aparelho de alta definição para receber um sinal de baixa definição. Não acredito que todos os empolgados compradores estejam cientes dessa condição, já que os lojistas insistem em demonstrá-las reproduzindo imagens de aparelhos de DVD de alta definição e duvido que planejam adquirir um pacote de TV paga em HDTV.


As TV's de tubo, lindas e perfeitas com sinal analógico, a nossa realidade, estão relegadas aos cantos empoeirados, como ponta de estoque. Os fabricantes vão abandonando o formato aos poucos. Sony e Panasonic não as produzem mais. A fábrica de tubos da Philips fechou as portas. Os poucos disponíveis são do tipo Slim, menores, mas com poucos recursos. As CRT que chegaram a ser lançadas com alta resolução (até 1080i) desapareceram, recursos como o PIP (Picture in Picture) obrigatório nos modelos sofisticados, além de potentes alto-falantes, não existem mais. Tive que me contentar com uma Samsung 21" com acabamento em Black piano, provavelmente um saldo de estoque da loja, já que o modelo mais novo tem um acabamento pior, num prata e preto fosco. Apesar de ser uma marca que confio, não acredito que durará muito, dá a impressão de ser um aparelho descartável.


Nos quase 60 anos de televisão no Brasil, o aparelho passou por grandes transformações, principalmente nos últimos 30 anos, muitas foram bem-vindas, mas o fim das TVs de tubo agora, me parece precoce e triste, vítimas do engodo imposto pelos fabricantes.

Video explicativo, vale a pena

Uma suposição especializada, bem convincente, que ilustra o ponto de impacto da mola no capacete de Felipe Massa. Vale a pena conferir.