El fodon

Todos riram quando a algumas corridas Alonso insistia com a tese de que poderia lutar pelo campeonato, um absurdo que nem a mãe dele acreditaria, pois estava evidente a força da Red Bull seguida da McLaren.

Quando deu ordens para a Ferrari segurar Massa para dar a vitória a ele, na Alemanha, todo mundo o achou ridículo, quem ainda tinha uma certa simpatia pelo espanhol por ter sido o grande rival de Schumacher, passou a odiá-lo por ter feito a mesma coisa que o alemão contra um brasileiro.

Dei risada quando vi sua pífia performance em Spa, caçoando da sua desastrosa condução sob todos os climas daquela corrida. Mas hoje é preciso reconhecer que Don Alonso, el fodon, guia muito. Conseguiu uma pole em Monza, casa da Ferrari, sem ter exatamente o melhor carro. Largou mal, quase foi ultrapassado por Massa, arriscando vários toques, mas soube manter-se o tempo inteiro próximo de Button que desfilava seu potente motor Mercedes com todas as vantagens aerodinâmicas do carro em linha reta. Ajudado pela equipe num ótimo pit stop, foi macho para travar pneus e manter-se à frente do lorde inglês para garantir a vitória até o final.

Com a batida em Massa, Hamilton pode ter dado adeus ao campeonato, deixou de pontuar numa pista favorável à McLaren, agora terá pela frente 5 corridas que favorecem muito a Red Bull de Mark Webber, australiano que merece toda a atenção da equipe, já que o pimpolho alemão não soube garantir uma melhor posição no time.

Na reta final, o campeonato está pra lá de embolado, muita coisa pode acontecer. Até essa manhã apostava todas as minhas fichas em Mark Webber, mas depois de ver Alonso se reposicionar contra todas as expectativas, acendi o sinal amarelo.

Xô depressão!!!!

Depois dos 40 anos algumas pessoas têm uma tendência a entrar em depressão diante da frustração de perceber que já passaram tantos anos e muitos dos projetos que tinham feito ficaram para trás e dificilmente poderão virar realidade.

Claro que também passei por questionamentos desse tipo, mas prefiro pensar diferente, fazendo uma conta simples:
A média de vida tem aumentado consideravelmente, estamos nos cuidando melhor, controlando fumo, bebida e outras bobagens que só tiram nossa saúde. Os tratamentos médicos também evoluíram bastante o que garante mais alguns anos de vida. Então não é exagero dizer que podemos chegar bem aos 80 anos sem cair numa cadeira de rodas ou depender de andador para se locomover.

Quem chega aos 40 tem pelo menos mais 40 pela frente. Mas os primeiros 40 anos não foram assim tão tranqüilos. Os primeiros 12 foram vividos na infância, com a única preocupação de brincar e estudar, sem muita escolha ou opinião. Os seguintes, até os 20, adolescência, mais uma fase problemática, muitos ficam tão burros e cabeçudos que fazem bobagem com drogas e violência e acabam morrendo pelo caminho. Então, os vinte iniciais valem mais como uma fase de aprendizado e de sobrevivência. A partir daí saímos como loucos para nos estabilizar, estudando, trabalhando muito, correndo atrás de amores, conquistando um certo conforto com bens, tendo os primeiros filhos, ou seja, vivemos intensamente atrás do próprio rabo, sem realmente ter algum tempo para pausar as atividades e respirar.

Fizemos um grande esforço inicial, mas agora o trem da vida já está seguindo em plena velocidade, as coisas estão mais ou menos encaixadas, já conseguimos alguma estabilidade e maior maturidade para driblar os problemas sem tanto alarde, trabalhamos melhor, sabemos escolher os melhores caminhos e daí é possível curtir mais os filhos, amar melhor e intensamente, cuidar da saúde, estudar assuntos que realmente importam, descobrir novos gostos e sabores, viajar e conquistar o mundo. Provavelmente alguns daqueles projetos esquecidos podem ser retomados com maiores chances de sucesso. E, para isso tudo, pelo menos mais 40 anos. Não é bom demais?

National Kid

National-Kid

Quando a Terra era ameaçada por seres de outro planeta, surgia um ser vestido com roupa espacial, capacete, máscara, capa e luva que salvava a todos e era auxiliado (ou atrapalhado) por vários personagens. Seu nome era National Kid. Ele era oriundo da galáxia de Andromeda. O que caracterizava este super-herói era o seu modo de voar. Diferente do Super-Homem, ou qualquer outro, ele voava com os braços abertos. Com duas pistolas, colocava fora de combate os seus adversários. Suas lutas corporais com seus adversários eram verdadeiras danças, e ele é um dos precursores das lutas marciais vistas hoje nos filmes do gênero. Foi exibida no Japão de 4 de agosto de 1960 a 27 de abril de 1961 e no Brasil foi televisionada de 1964 até início dos anos 1970.

Acabo de conseguir emprestado uma caixa com vários episódios da aclamada série que, infelizmente, não tive a oportunidade de acompanhar na época que foi transmitida na TV, tinha apenas 2 anos. O incrível é quem me emprestou, o segurança do meu local de trabalho, um senhor muito simpático, daquelas pessoas que todo mundo gosta e que nunca deu pinta de ser um velho nerd disfarçado em seu uniforme. Grande Sr. Edvaldo!! Antes já havia me emprestado preciosidades como Ultraman, Speed Racer e Robô Gigante!!

Delícias da minha infância

Tive a felicidade de viver os últimos 30 anos do século XX, talvez os mais legais de toda a história da humanidade, fiquei ansioso pela chegada do ano 2000, vi nascer o computador pessoal, o Walkman, o telex, o CD, o DVD, vi o fim do vinil e das fitas K7, meu primeiro carro foi um Fusca, andei de Mobilete e de Caloi 10, mas aprendi a pedalar numa Caloi Berlineta Dobrável, quando criança sonhei em ganhar uma pista de carrinhos TCR da Troll, muito melhor que Autorama, meu primeiro videogame foi um Telejogo Philco. Tantas marcas que ficaram para sempre na memória, a maioria desaparecida e desconhecida da garotada do novo milênio que cresceu habituada a ver “made in China” em tudo que chega às suas mãos.

Mas a idéia é lembrar de guloseimas, daquelas delícias que ficaram registradas na memória afetiva. Hummmm…

Chocolates Lacta – Existem até hoje, Diamante Negro e Laka, o sabor é o mesmo, mas antigamente as barras eram fininhas, embrulhadas em lindas embalagens dobradas, por fora um lindo papel preto e prateado no caso do Diamante Negro, por dentro a barra que era cuidadosamente embalada num papel manteiga, com uma base de papelão para não quebrar. Era um enorme prazer desembrulhar todo aquele capricho para chegar no delicioso chocolate.

Balas Paulistinha – Humm… Balas fininhas e saborosas, difícil era aguentar ela desaparecer na boca.

Balas em formato de astronauta – Acho que eram fabricadas pela Pan, balas duras e listradinhas com formato de um pequeno astronauta, eram difíceis de encontrar, não lembro muito do sabor, mas chupá-las era uma grande brincadeira.

Balas Juquinha – mastigáveis e deliciosas, com vários sabores, a minha preferida era a tutti-frutti, branca num papel amarelo.

Balas Soft – Balas Soft eram grandes, redondas e muito lisas, perfeitas para matar crianças asfixiadas, pois escorregavam com facilidade para a traquéia. Chupei muitas, tomava cuidado, mas de vez em quando me assustava, nunca me sufoquei, mas conheci muita gente que quase morreu. Eram deliciosas, vários sabores e cores, lindas.

Balas Chu-Cola – O melhor sabor da Coca-Cola em formato de bala, chegava a imaginar o gás do refrigerante quando tinha uma na boca.

Balas de Leite Kids – A melhor bala que há, quando o baleiro parar – Redondinhas, com rebarbas e deliciosas, ainda existem, mas ficaram quadradinhas, fabricadas pela Arcor, junto com a Bala de Amendoim e de Hortelã.

Azedinho Doce – Chiclete fininho, numa embalagem quadradinha com algumas unidades embaladas individualmente num papel manteiga. O filete de chiclete era seco e em contato com a boca liberava um sabor azedo e doce ao mesmo tempo, ainda consigo lembrar da sensação do azedinho nas mandíbulas.

Chicletes Mini – Um pacotinho vermelho e rosa com uma boca transparente mostrava o conteúdo cheio de chicletinhos coloridos. Para economizar colocava um pedacinho por vez na boca, mas depois não resistia e virava o pacote, experimentando uma deliciosa sensação de sabores misturados.

Chicletes Ping Pong – O maior barato dos chicletes Ping Pong, fabricados pela Kibon, eram as tatuagens que vinham dentro da embalagem. Uma lambida bem molhada no alto da mão preparava o local para o aplique, depois a figurinha era encostada na pele e pressionada por um belo tapa com a outra mão, alguns minutos segurando apertado e depois tirando para ver o resultado do desenho. Se tivesse muita saliva, o desenho saía borrado, se tivesse pouca ou se o tapa não fosse bem dado, o desenho falhava. Chegava a ter umas 10 tatuagens por dia, mas se saísse do banho com elas ainda marcadas, voltava para o chuveiro com um puxão de orelha. Mais tarde vieram o Futebol Cards Ping Pong, cartões com fotos e informações dos jogadores do campeonato brasileiro, tinha uma pilha gigantesca de cartões que infelizmente desapareceu.

Chicletes Ploc – Eram bons, mas para mim eram uma 2ª opção depois do Ping Pong. Tinha boas figurinhas, mas nunca foi tão gostoso.

Crush, Gini, Grapette, Guaraná Brahma – Até hoje não entendo como esses maravilhosos refrigerantes desapareceram. Sempre foram os meus preferidos, principalmente a Gini, numa linda garrafinha verde com desenhos brancos, sabor limão refrescante, tom esverdeado, bastante gás, muito diferente das sodas limão transparentes que estão aí até hoje. Guaraná Brahma sempre foi para mim melhor que o Antárctica, parece que tinha mais espuma quando colocava no copo, com um sabor delicioso.

Doces Confiança – Doce de Leite, Pé-de-moleque, Gibi, Doce de Amendoim, Doce de Leite com Coco e outros tantos sabores, embalados num celofane transparente dobrado. Eram doces baratos de armazém, deliciosos, meu preferido era o Doce de Amendoim.

Paçoca Amor – Ainda existe, fabricada pela Arcor, com a mesma embalagem e o mesmo sabor, branquinha que quebra fácil e faz uma sujeira danada, mas deliciosa.

Teta de Nega – Maria Mole em formato de teta, coberta com um chocolate vagabundo, ainda existe, um clássico dos doces de boteco, junto com os doces de batata e abóbora em formato de coração.

Drops Dulcora – quadradinhos, coloridos e saborosos, embalados individualmente em celofane transparente. Patrocinador de Speed Racer na TV Tupi, portanto, meu drops preferido.

Drops Kids – O Halls da época, com sabores hortelã, café e aniz. Minha mãe sempre tinha um Drops Kids na bolsa, principalmente os de hortelã e café, não eram meus sabores preferidos, mas quebravam o galho.

Mentex – Ainda existe, com um visual pouco diferente, na famosa caixinha amarela. Bom para dar uma aromatizada na boca antes de entrar no cinema. Para beijar muito.

Chocolate Prestígio – Parecia mais comprido, embalado como um bombom. Por fora um papel celofane vermelho com a parte de cima transparente em alguns trechos do desenho da marca, por dentro um papel dourado cobria a barra. O sabor fresquinho, com recheio molhadinho de coco, coberto com o delicioso chocolate Nestlé. Hoje o recheio parece mais seco, menos gostoso.

Sensação - “Sensação com coco, laranja, morango e limão” – Cantava a atriz da propaganda, anunciando o novo chocolate Nestlé, fantasiada de Carmem Miranda, com o adorno de frutas na cabeça. Não deve ter vendido o suficiente, os sabores desapareceram, da barra de chocolate sobrou só o bombom com recheio de morango na caixa de Especialidades Nestlé.

Surpresa – A barra de chocolate estampada com figuras de bicho e acompanhada de um cartão com lindas impressões virou febre entre os colecionadores. Não entendo o motivo de não ser mais produzida.

Biscoitos à granel – Comprar biscoitos em pacotes fechados é um costume recente, antes os biscoitos eram comprados à granel, disponibilizados em grandes caixas na vendinha. Iam direto para a lata em cima da geladeira, longe do alcance das crianças, para não estragar o apetite do almoço.

Pirulito Zorro – Pirulito quadradinho, chatinho, toffee de caramelo. Não cedia facilmente aos dentes, precisava ser chupado, esticado. Um trabalho bem gostoso.

O Último Mestre do Ar

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Mais um programa família no domingão, matinê no Cinemark. Pelo jeito a promoção tem conquistado cada vez mais pessoas, a sessão estava bem cheia às 11h num belo domingo de sol.

Por ser uma obra adaptada de uma série animada do canal Nick, o filme sofre por não agradar aos fãs, já que necessariamente não consegue reproduzir todos os elementos e ações já conhecidas pela garotada e também peca por estar amarrado à série infantil, não podendo expor cenas de ação e violência que seriam comuns numa história voltada a um público adulto.

Daí que o O Último Mestre do Ar desagrada a todos, pais e filhos. Se não estivesse atrelado ao desenho que lhe inspirou, o diretor teria mais liberdade para explorar as cenas de ação, recheadas de efeitos especiais. Atrelado ao desenho, não pode reproduzir todo o universo de Avatar, apresentado numa infinidade de episódios, com personagens muito mais divertidos para a garotada.

O que permite uma conclusão, O Último Mestre do Ar não tem propósito, não precisava ser feito. Acaba servindo como um filme caça-níqueis, daqueles que se pagam por reproduzir cinematograficamente personagens conhecidos do público infantil, mas que não valem nada como cinema.

Sugestões para o Horário Eleitoral Obrigatório

Começou a campanha eleitoral obrigatória nos rádios e nas TVs, além do jornalismo recheado de escândalos e acusações políticas com claros interesses eleitoreiros. Um saco!!!

Para quem não tem e não quer TV por assinatura, segue uma série de sugestões para aproveitar melhor esse tempo:

- Coloque a coleira no cachorro e saia para um passeio, seu melhor amigo ficará imensamente feliz e a sua saúde vai melhorar;

- Desligue a TV, conte como foi seu dia para quem estiver ao seu lado, invente uma história, lembre de uma piada, enfim, tenha um momento família.

- Abra um livro, deleite-se em alguma boa história.

- Vá para a cama, dormir cedo é ótimo!

- Sabe aquele DVD que você ganhou ou comprou e nunca teve disposição para assistir? Coloque o disco para rodar e divirta-se.

- Jogue videogame! Recomendo Mario Galaxy 2 no Wii, super divertido!

- Escreva. Pode parecer uma tortura, mas com o tempo vira um exercício de imenso prazer, registrando suas idéias e pensamentos para a posteridade.

- Vá para a cozinha, transforme em delícia aquela receita velha encalhada no fundo da gaveta.

- Uma boa transa. Sexo é ótimo em qualquer momento.

Posso dar mais uma infinidade de sugestões, muitas maravilhosas e outras tantas não muito agradáveis, mas garanto que qualquer coisa é melhor que ficar sentado no sofá vendo o desfile de lobos travestidos de cordeiros, prometendo sempre as mesmas coisas e querendo nos fazer de idiotas.

Aprendiz de Feiticeiro – Incrível aventura da Sessão da Tarde

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Trailer de filme foi feito para impressionar, mas geralmente a gente consegue desconfiar quando uma produção é realmente boa ou não. Aprendiz de Feiticeiro foi divulgado com um belíssimo trailer, com produção Disney e atores de peso como Nicolas Cage e Alfred Molina. Mas o que se vê na tela acaba frustrando.

O filme baseia-se num roteiro pra lá de batido que já cansamos de ver com poucas variações de personagens. Qualquer mané que domine poucos elementos da morfologia do conto de Propp, consegue fazer uma história bem melhor. Nicolas Cage e Alfred Molina são grandes nomes de Hollywood, mas não podem transformar água em vinho, por isso não conseguem mostrar o quanto podem atuar. Jay Baruchel, que dá vida ao nerd discípulo de feiticeiro irrita com sua voz de pato e sua falta de carisma. Monica Belucci, linda, participa mais como uma lembrança, tem poucas cenas.

Para disfarçar os efeitos especiais, quase todo o filme se passa em cenários noturnos, tirando muito do brilho que se espera de uma grande produção.

O momento nerd mais divertido é a referência direta à confusão que Mickey faz com as vassouras no seu desenho homônimo, mas o camundongo da Disney é muito melhor.

Para quem busca uma distração leve, Aprendiz de Feiticeiro oferece alguma diversão, daquelas que a gente esquece tão logo acaba.

Temas no Windows 7 – Renault F1

tema

Muita gente ainda não conhece a possibilidade de criar temas no Windows 7, o sistema operacional permite escolher cores e transparência das barras, fazer transição de imagens de papel de parede, escolher sons e salvar o conjunto de escolhas como um tema a ser aplicado. Também é possível baixar temas no site da Microsoft e, claro, numa outra infinidade de sites na Internet.

Acabo de criar o meu, baseado na Renault F1, equipe que tenho a maior simpatia. A equipe disponibiliza novos papéis de parede em vários tamanhos a cada novo GP, então bastou baixar todos os disponíveis para criar uma transição para o meu tema pessoal. Gostei do resultado.

Saiu a punição, U$100 mil pelo cinismo

A Ferrari foi multada em U$100 mil, premiada pelo cinismo de dizer que apenas informou aos pilotos que um estava mais rápido e, claro, favorecida por Massa ter assumido a decisão como sua.

Marmelada, como já havia dito que seria. Vitória suja.

Barrichello e Massa

Barrichello sempre foi um ótimo piloto, talvez o melhor da categoria, a prova está aí, o piloto com mais tempo de carreira, ainda competitivo. Quando deixou o alemão ultrapassá-lo, fez com que todos vissem que não tinha outra opção, era vítima.

Massa só foi um bom piloto na Ferrari, o que é fácil quando se tem o melhor carro. Quando deixou o espanhol ultrapassá-lo, fez com que todos vissem que é um fraco.

Massa de banana

A pouco, em entrevista para os repórteres brasileiros que cobrem a Fórmula 1, Massa assumiu que tomou a decisão para beneficiar Alonso e a equipe, portanto, tentando afastar qualquer possibilidade de punição por parte da FIA. A marmelada ficará como está.

Felipe Motta, da rádio Jovem Pan, diante das justificativas do piloto dizendo que corre para a equipe, lembrou ao brasileiro que no pódium, atrás dele, há uma bandeira e que, portanto, também corre por um país. Constrangido, Massa enrolou na resposta continuando com a tese de que é normal o jogo de equipe, como já havia feito em 2007 ao ajudar seu companheiro, como foi ajudado em 2008 e como ocorreu agora. Mas se esquece que Alonso está muito longe de brigar pelo campeonato e que sete pontos não irão ajudar, portanto, foi uma jogada inútil que só serviu para mostrar a todos que é um segundo piloto, subserviente e que nunca será campeão.

Antes pensava que era vítima da equipe, agora vejo que é capacho por conta própria. Perdeu meu respeito.

Para ouvir a entrevista, siga o link

http://tazio1.tempsite.ws/data/arquivo_1041.mp3

“Não foi um primeiro lugar, mas foi como se tivesse sido” – Foi muito pior

Acabo de ver mais um infeliz resultado de uma corrida de Fórmula 1, quando depois de uma boa largada e manter-se a frente pela maior parte do tempo, Felipe Massa recebeu uma ordem clara para deixar o companheiro Alonso ultrapassá-lo.

Desde a Áustria em 2002, quando Barrichello foi obrigado a fazer o mesmo, imaginei que nunca mais haveria esse tipo de manobra desleal na categoria.

O jogo de equipe está proibido, por isso a Ferrari irá negar descaradamente o que todos viram e ouviram, mas pior é a atitude de Alonso querendo disfarçar a situação ao final da corrida, perguntando pelo rádio se Massa havia tido um problema de câmbio e, depois, na entrevista coletiva, tentando fazer acreditar que não sabia o que havia acontecido.

Ainda pior foi a direção da corrida que não fez nada a respeito, sem punição para a equipe. Deviam no mínimo punir os dois pilotos em 30 segundos, pois só com uma grande penalização a FIA poderá inibir esse tipo de atitude antidesportiva.

Massa, visualmente contrariado, manteve o discurso “profissional”, alegando que o resultado foi bom para a Ferrari, mas na parte final da entrevista soltou em bom português a frase “Não foi um primeiro lugar, mas foi como se tivesse sido”. Discordo, foi muito pior, uma vergonha.

Toy Story 3 – Toca fundo

toystory

Geralmente não gosto de assistir as animações em 3D que aparecem mais do que pipoca nos cinemas em época de férias, acho que ficou fácil para qualquer estúdio comprar um pacote de programas, um bom sistema de computadores, criar as animações e mandar confeccionar os bonecos que serão distribuídos junto com os Mc Lanches, lucro certo. O roteiro, o investimento que realmente importa, acaba ficando de lado na maioria das produções.

A Pixar talvez seja a única que leva as animações a um estado de arte, surpreendendo a cada lançamento, por isso abro a guarda quando há algum filme deles em cartaz e levo meu filho para uma tarde divertida. Dessa vez, mais do que diversão, me surpreendi emocionado.

A turma de Toy Story apareceu pela primeira vez a um bom tempo, uma novidade em animação computadorizada, na época ainda não era pai, mas via meus sobrinhos animados com Woody e Buzz Lightyear, tanto que assisti o filme na fita em que eles não cansavam de rebobinar. Mais tarde, quando meu filho começou a curtir desenhos, já havia Toy Story 2 e chegou a hora dessas fitas gastarem as cabeças do meu bom e velho vídeocassete.

Minha casa ficou dominada por várias versões de Woody e Buzz, os primeiros foram mordidos e babados, depois passaram a ser mais respeitados e viraram companhias inseparáveis nas suas brincadeiras. Uma febre que depois de um bom tempo foi acompanhada de Homem Aranha e um monte de outros super-heróis. Com a escola, os filmes de super-heróis e os desenhos japoneses, os personagens da Pixar passaram a tomar conta do quarto, em posições de destaque, mas sem receberem atenção para brincadeira.

Hoje, assistindo a aventura dos brinquedos que precisam esvaziar o cômodo do seu dono que já crescido está prestes a se mudar para a universidade, tive a profunda sensação de que estou vivendo uma das últimas fases da infância do garoto e que daqui a pouco também ele estará dispondo dos seus objetos para seguir a sua vida.

Acho piegas chorar em filmes, muitas vezes brinco com minha esposa chorona quando a surpreendo em lágrimas ao final de cada história. Mas hoje fui eu a vítima. Nas cenas finais senti uma estranha humidade escorrendo pelos olhos, depois uma cachoeira incontrolável. Disfarcei-me atrás do saco amassado de pipocas, me recompus, mas saí com a certeza que preciso viver ainda mais perto dele antes que a vida o tire de mim.

Passione - A fantasia invade a realidade virtual

A maioria das pessoas que acompanha a novela Passione pode ainda não ter percebido o quanto a produção global tem se esforçado para interagir ainda mais com o público.

No site dedicado ao programa, sob o portal Globo.com, é possível conferir cenas inéditas em que os personagens viram-se para a câmera e tecem comentários pessoais, sem dúvida uma novidade. Também é possível rever as cenas, assistir flashs do próximo capítulo e, claro, uma especialidade da emissora, participar de enquetes sobre a trama. Até aí, tudo dentro do esperado de uma grande produção global.

O que me surpreendeu foi descobrir que os personagens vão além da tela, com páginas pessoais em redes de relacionamento, como o Twitter. Fred Lobato (@FredLobato), vivido por Gianecchini, tece comentários sobre suas ações na trama (Dia muito bom, saindo da concessionária com tudo acertado. Eu e Agnello, cada um com seu possante zero bala!!) e comenta as mensagens que recebe (@CarolMG51 Pra quê todo esse ódio no coração, Carol?! Entre para o clube de super vantagens das "Fredzetes" que vc vai se dar muito melhor..), como se a narrativa assistida na TV fosse real. No início acreditei que fosse alguma ação paralela criada por algum usuário criativo, até visualizar o link na página oficial da novela. Dando uma olhada nas pessoas que Fred Lobato segue, percebi que sua irmã (sobrinha) na trama também tem um espaço próprio, onde além dos comentários também é possível visualizar suas fotos no Twitpic, como de uma adolescente real, retratando seus momentos teens (Euzinha em momento modelo na pista de corrida do Dan... Pena q ele não tirou a foto, mas valeu Chulepa! http://twitpic.com/22y8xd @FatimaLobato).

Comparando o número de seguidores dos personagens, cerca de 1.500 para cada um, com o enorme Ibope alcançado na TV, não é difícil perceber que a ação da produção na Internet ainda não atingiu uma grande dimensão de popularidade, mas também não a desqualifica. Imagino que tem uma tendência de crescimento, apoiado na expansão da Internet e das redes de relacionamento, podendo redimensionar a narrativa a patamares inéditos.

Mas essa questão me intriga particularmente porque descubro o quanto é curiosa e profunda essa realidade virtual. A pouco costumava enxergá-la apenas como uma outra realidade, um espaço em que pessoas de verdade podiam se expressar, se comunicar, se relacionar, usando claro um pouco de fantasia, mas com parâmetros mais próximos do real. Agora pude perceber que uma outra dimensão, fruto de uma imaginação coletiva, também pode ocupar esse mesmo espaço virtual e interagir com pessoas comuns que vivenciam seus avatares na rede. Talvez um conceito pouco explorado por ainda não ter se revelado totalmente, mas que merece um estudo mais aprofundado.

O crime é bárbaro, o possível culpado era ídolo, mas já deu.

Como já disse aqui na época em que o caso Isabela era o escândalo da vez, a mídia cansa ao espremer até a última gota os casos policiais mais assombrosos. Simplesmente não aguento mais ligar a TV, sintonizar no canal de notícias e ver estampada mais uma vez o último detalhe do caso Bruno. Chega, já deu!

A minha opção é mudar de canal, com a esperança de que muitas outras pessoas façam a mesma coisa, quem sabe com a queda do Ibope resolvam virar a página.

Fim da versão impressa do Jornal do Brasil – Viva!!!

jb

O Jornal do Brasil, um dos estandartes do jornalismo nacional, anunciou que deixará de circular na versão de papel, restringindo-se à Internet. Alguns puristas choram, não sabem como irão viver sem seu jornal diário entulhando a porta de casa na madrugada. Para mim, a notícia é motivo de comemoração.

Não entendam que não gosto de jornal, pelo contrário, adoro. Mas o papel impresso é somente um meio em que a notícia chega, não é um documento sagrado, além disso incomoda, cheira mal, suja os dedos e é difícil de manusear. No dia seguinte, vai para a reciclagem mas sem nunca poder virar papel jornal novamente. O papel para a impressão do diário só pode ser produzido a partir da celulose, ou seja, cada edição diária consome lotes de árvores.

Qual o motivo de continuar publicando toneladas de palavras que servem para tão pouca coisa no dia seguinte se existe um meio melhor, mais econômico e eficiente, que pode ser atualizado a cada segundo?

Ah, dirão alguns que nem todos podem ter acesso à Internet. Ora, garanto que todos que têm acesso ao JB podem ter acesso à Internet, até mesmo em bibliotecas públicas e lan houses. Talvez seja difícil esse tipo de acesso em cidadezinhas pequenas e distantes, mas também duvido que o jornal impresso chegue a esses lugares regularmente.

Concordo que existe um certo ar de melancolia nesse anúncio, um saudosismo, mas também não vejo sentido numa empresa jornalística, cujo principal produto é a notícia, ter que se afundar nas despesas de impressão e distribuição. Se é preciso equilibrar as contas, que seja nisso, mantendo a qualidade jornalística.

A natureza agradece a opção pelo bom senso. Sinto pelos vendedores de peixe e banana.

Neighbors From Hell

nfh

Um demônio cumpre seu expediente normal no inferno, aterrorizando as almas, fazendo-as sofrer a dor de mil mortes, obrigando-as, por exemplo, a ouvir Britney Spears. Às escondidas, assiste todos os seriados de TV, por isso é convocado pelo próprio Satanás a fim de viver com sua família entre os humanos para destruir a perfuração de uma grande empresa petroleira que ameaça atingir o inferno. Passando a viver entre os humanos a família infernal surpreende-se com as maldades, preconceitos e perversões da típica sociedade americana.

Assim, seguindo a mesma linha de Simpsons, Uma Família da Pesada, South Park e Futurama, estreia a nova série animada da Fox nos EUA, super divertida, com a capacidade de rir de si mesma, recheada de referências à cultura pop ocidental. Não é um desenho infantil, as referências sexuais e a violência limitam bastante a faixa etária, mas pelos quatro primeiros episódios que tive a oportunidade de assistir, posso afirmar que Neighbors From Hell tem tudo para ser mais um grande sucesso, daqueles que terão muitas temporadas pela frente.

Porno Copa

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É incrível, mas é verdade. Diante do fraco futebol apresentado pela maioria das seleções na África do Sul, as emissoras de Tv, distribuidoras de conteúdo da Internet e jornais, na falta de algo melhor para mostrar, resolveram apelar para as belas torcedoras que enfeitam os estádios.

Acredito que as belas das arquibancadas interessam-se menos pelo desempenho do time em campo e muito mais pela exposição, então, um bom negócio para ambos, fotógrafos e fotografadas.

A nova celebridade tem nome, Larissa Riquelme. A moça já mostrou seus seios paraguaios para uma revista e deve fazer sucesso globalizado.

Nada contra as peladas, mas é decepcionante esperar tanto por boas imagens de futebol e ver a Copa de 2010 restrita a isso.

Que passa, Maradona? Está nervoso?

Desde o primeiro jogo, contra a Austrália, que fiquei impressionado com o time da Alemanha na Copa. Com passes rápidos e precisos, chegando rapidamente ao ataque e, se tivessem um pouco mais de talento na finalização, ganhariam de qualquer time de goleada.

Sabia que o jogo de hoje contra a Argentina não seria diferente. O time de Maradona, cheio de craques, nunca jogou em equipe, contava somente com seus talentos em jogadas individuais. Contra a força coletiva alemã, deu no que deu. Goleada da Alemanha! Um futebol de primeira, como costumava jogar a seleção brasileira antes de Dunga.

Para mim, a Copa de 2010 já tem um dono, Alemanha. Com todos os méritos, por ter apresentado o melhor futebol. Qualquer outro resultado é zebra.

A Argentina de Maradona… Ah que delícia ver toda aquela arrogância voltando pra casa!

Perdeu, bola pra frente

Não gosto daqueles cartazes berrando “Eu já sabia”, mas também é verdade que muita gente não acreditava profundamente que a seleção brasileira seria a campeã dessa Copa do Mundo.

Muitos fatores determinavam o pessimismo: um técnico que nunca foi popular, aliás, sempre foi o símbolo da pior face do futebol brasileiro, ou alguém esqueceu da era Dunga da Copa de 90 na Itália? Um time mal escalado que ficou longe de representar o melhor futebol do país e o nosso melhor craque convocado com problemas físicos, sem ritmo de jogo.

Para mim, o pior momento do Brasil nessa Copa foi o destempero do técnico nos microfones, xingando um jornalista. Ali ficou evidente que estávamos sob a orientação de um sujeito desequilibrado, sem moral para liderar um time de várzea, quanto mais uma seleção brasileira.

Mesmo assim, todo mundo torceu, pois a camisa amarela é uma força que contagia, que nos chama para a vibração, para a alegria. Tentamos acreditar que poderíamos vencer, mesmo quando víamos nossa fragilidade diante de um time fraco jogando na retranca, mesmo quando não víamos nosso ataque ser eficiente. Mesmo quando víamos nosso meio campo lento, perdendo passes com um futebol previsível. Mesmo quando víamos nosso goleiro, considerado o melhor do mundo, tomar gols bobos.

Perdemos quando enfrentamos um time longe de ser o melhor da Copa, mas melhor do que o nosso. Agora não dá para lamentar, só levantar a cabeça, aprender e melhorar, para ganhar a próxima.