Kombi Corujinha no Gran Turismo 5

Top Gear Test Track

Sou apaixonado por Kombi Corujinha, acho que a Volkswagen está perdendo a chance de vender muito ao deixar de reeditar a mais bela das peruas, como já fez com o Fusca e o New Beatle. Não seria legal ver uma Corujinha totalmente remodelada e modernosa andando pelas ruas?

Nesse natal, entre outros queridos presentes, ganhei o game Gran Turismo 5, um dos melhores games do corrida já produzidos, apesar de alguns detalhes que não agradaram tanto. Bonito foi ver a Corujinha como um carro Premium, ou seja, totalmente modelado, incluindo o painel e o visual interno, possibilitando pilotá-la com a visão do motorista, com detalhes de espelhos, buzina e limpador de pára-brisa.

A foto foi tirada pelo próprio jogo num instante do replay, quando fazia uma ultrapassagem com a vermelhinha. Dá pra ter uma noção de o quanto o game é perfeccionista no visual?

Pai nas férias – pneus de bicicleta

Quem gosta de encher pneus de bicicleta? Como há louco para tudo, acredito que deve ter alguns viciados nessa modalidade, quem sabe até com comunidade no Orkut, mas acredito que a grande maioria odeia fazer isso.

Não é à toa que as magrelas ficam encostadas naquele cantinho da garagem, muitas vezes por anos a fio, esperando um avô paciente ou algum tio mais animado para ajeitá-las no carro para dar um capricho no posto de gasolina mais próximo, mesmo assim, não é raro voltarem com os pneus estourados porque simplesmente poucos sabem enchê-los com tanta pressão.

O problema é que ninguém tem uma bomba de ar que realmente funcione. Antigamente quando comprávamos uma bicicleta nova ganhávamos um kit de ferramentas com uma bomba de plástico que mal servia para uma única vez, não demorava a rachar no meio, mesmo assim, depois de o filho muito insistir, ainda tentamos recuperá-la e passamos o maior vexame, fazendo uma força gigantesca para que entre um pequeno suspiro na câmera de ar. Não demoramos a desistir.

O pior é que esse tipo de equipamento não é fácil de encontrar nas esquinas e, quando encontramos em alguma bicicletaria ou loja de R$1,99, geralmente são muito mal construídos, importados da China com uma qualidade sofrível, desmanchando-se literalmente nas mãos.

Já tentei um mini compressor de plástico para ser conectado na tomada do carro, uma parafernália cheia de fios tão delicados que podem arrebentar facilmente. A traquitana vibra tanto que deveria ser indicada para outras funções bem menos nobres (claro que dependendo do ponto de vista de quem as usa), mas com tanto movimento e barulho, dá a impressão que vai explodir antes de completar a missão. Outro problema é equilibrar a bicicleta ao lado do carro enquanto a gente vigia o aparelho. Como o único disposto a ajudar é o garoto ansioso por pedalar, não é difícil esfregar a bicicleta no carro ou dar uma afundada na lataria.

Ontem, visitando uma loja da Decathlon recém inaugurada na cidade, me deparei com uma bomba de ar que é o sonho de todo pai e de qualquer um que já se esgoelou tentando encher um pneu de bicicleta, a Clever 7000, importada com qualidade de alto padrão. O preço é salgado, R$130 paus, quase o preço de uma outra bicicleta, mas garanto, vale cada centavo.

Bastou plugar no bico, dar umas bombadas e conferir a pressão no manômetro. Juro, funciona. Tão fácil, como deveria ser sempre, se o consumidor brasileiro fosse realmente levado à sério e a indústria nacional resolvesse fazer coisas de qualidade.

Corra e compre a sua. A minha, não empresto.

Tudo na nuvem…

Pois é, seguindo o raciocínio do tópico anterior, dá pra ver que o Google não está para brincadeira, nessa semana foi lançado o Chrome OS para notebook. O vídeo explicativo, mesmo para quem não entende inglês, é esclarecedor.

A evolução está só começando, não duvido que em muito pouco tempo o Chrome irá abocanhar um espaço gigantesco na preferência dos sistemas operacionais.

Tudo no bolso

android

Qual a melhor invenção do final do século 20? Qual teve maior impacto na sua vida? Para essa resposta há pelo menos duas opções disputando a preferência, Internet e telefone celular.

Criada para atender a constituição da Finlândia que garante a cada cidadão o acesso à comunicação telefônica, mesmo para aqueles moradores dos confins mais gelados, a tecnologia da telefonia celular agradou e se expandiu de forma impressionante em todo o planeta. Hoje, mesmo em pequenas cidades, o celular está no bolso de muita gente.

E a internet? Invenção de nerds de uma universidade americana, transformou a vida de todos. Qualquer habitante tem, de alguma forma, algum registro pessoal na rede. As distâncias acabaram, a realidade ganhou outra dimensão, agora há a vida comum e a vida online.

Então um nerd achou que seria uma boa idéia se o celular tivesse uma outra função, além de ser simplesmente um telefone. A palavra convergência saiu dos limites acadêmicos e ganhou as ruas, quanto mais funções o telefone móvel pudesse ter, melhor. Hoje deixou de ser novidade aparelhos que somam rádio, tocador de MP3, player de vídeo, TV portátil, GPS, câmera fotográfica, filmadora e o quanto a imaginação permitir. Mas a mais importante sem dúvida foi juntar a internet com a mobilidade.

Mas não bastava um telefone com navegador e acesso a contas de email. Era preciso fazer tudo funcionar harmoniosamente junto. Daí a genialidade do Google, criar um sistema operacional aberto que viabilizasse a integração de todas as funções e aplicativos, o Android.

É impressionante, a foto que você acaba de registrar é localizada pelo sistema de GPS e pode ser postada imediatamente para a sua rede social. Ao incluir o telefone do seu amigo na sua agenda, todos os outros detalhes de informação são importados da rede, incluindo a imagem do perfil, de uma forma tão rápida que chega a assustar. O vídeo gravado pelo aparelho vai para o YouTube, expondo para o universo o seu olhar num instante. E mais tantos outros exemplos que surpreendem até quem acreditou na possibilidade dos comunicadores da série Star Trek, quando o melhor telefone era aquele preto e pesado, com um enorme disco de números no meio.

Usar o Android dá a sensação de ter toda a história pessoal nas mãos. Não é preciso muito tempo para você se convencer que sua vida não será mais a mesma e que não consegue entender como chegou até aqui sem ele.

A que ponto isso vai chegar? Imaginar o quanto vai evoluir, chega a me assustar, mas penso que o Android é a razão do Google ter se espalhado em tantos aplicativos e ter nos conquistado em todos eles. Quem experimenta o sistema operacional, mesmo nessa fase em que mal engatinha, passa a ver a Microsoft como um dinossauro a beira da extinção.

Teresa Cristina – Melhor Assim

teresac

Estou ouvindo pela segunda vez seguida o CD de Teresa Cristina, Melhor Assim, com pique para continuar a noite inteira.

Todas as 14 faixas são imperdíveis, com samba da melhor qualidade numa voz doce e encantadora. Se não bastasse sua presença, em algumas canções está acompanhada de Marisa Monte, Seu Jorge, Lenine, Caetano e Arlindo Cruz.

Confesso que não a conhecia, talvez a tenha visto ou ouvido de passagem, mas não a registrei, até que por esses dias a vi numa entrevista ao Jô Soares com um papo maravilhoso, cantando várias músicas muito bem acompanhada por instrumentistas afinadíssimos.

Em tempos de pirataria, as lojas de CD praticamente desapareceram e tive que esperar uma oportunidade para encontrá-la nas prateleiras, com um prazer imenso.

O top do ridículo no Lata Velha

latavelha

A maior parte dos carros transformados pelo Lata Velha, apresentado por Luciano Huck, viram aberrações, mas se o sorteado fica feliz, que siga a vida. Choro até hoje pela destruição pública de um Karman Guia que precisava de uma leve restauração.

Mas o que fizeram hoje foi um abuso ao bom senso. Um sujeito trabalhador e honesto, pedreiro, pai de família, quase sofreu um infarte ao ver o que pensava ser o seu carro pegando fogo, um Logus 1996 que apesar da ferrugem, ainda o servia com alguma dignidade. Desfeita a pegadinha, teve que reunir a família para apresentarem-se no palco fantasiados de Jackson Five. Ao final da apresentação, recebe como prêmio a atrocidade sobre rodas estampada na foto acima, com apliques de pastilhas de parede e decalques imitando tijolos, maçanetas de colher de pedreiro, abertura de porta-malas com botão de válvula de descarga, painel pintado de azul, alavanca de cambio feita com marreta, entre outros detalhes igualmente ridículos.

O pobre homem chorou, perdeu a voz e, acuado na sua humildade, agradeceu. Chorei junto, comovido com o estrago.

Não entendo qual a graça de transformar os carros em alegorias. Na maioria dos casos, os participantes ficariam felizes com um carro novo e, quando realmente amam seus usados, tenho certeza que se emocionariam mais se os vissem restaurados, saindo das cortinas como novos.

O que vi hoje foi um insulto.

Surpresas dos Deuses do Esporte

Alonso foi o nome do campeonato 2010. Quando ninguém acreditava numa recuperação da Ferrari, o piloto espanhol declarou que seria campeão e a reação não poderia ser diferente, todos riram, pois naquele momento a superioridade da Red Bull e da McLaren parecia inalcançável.

Mas após o GP da Alemanha, naquele domingo triste do automobilismo brasileiro quando fomos obrigados a assitir nossa esperança abrir passagem, a McLaren perdeu rendimento e a Red Bull perdeu valiosos pontos pelos erros infantis da sua dupla de pilotos. Então, a profecia do asturiano deixou de virar piada.

Na penúltima etapa, no Brasil, todos davam como certo o campeonato do espanhol depois de a Red Bull afirmar que não faria jogo de equipe e não trocar as posições de Vettel e Webber. A lógica era ferrarista, mas os deuses do esporte são mais poderosos.

Numa pista construída para ser o maior parque de diversões do mundo, esqueceram de fazer pontos de ultrapassagem, o detalhe mais divertido do automobilismo e Abu Dhabi virou sinônimo de corrida chata. O palco da última corrida não era o melhor, mas finalizando um dos mais disputados anos da categoria, a emoção estava garantida.

E foi emocionante ver o heptacampeão sair ileso depois de quase ser atingido na cabeça pela Force India de Liuzzi, obrigando a entrada do safety car, uma grande oportunidade para uma parada de troca de pneus, opção que a tradicional equipe de Maranello deixou de fazer, destruindo as chances dos seus pilotos na pista. Uma rodada de Schumacher destruiu a estratégia da Ferrari, uma irônica surpresa.

Seguindo o que tinha sido acordado, Alonso parou depois e voltou atrás de Petrov que tem muitas chances de ficar de fora em 2011, mais um bom motivo para não facilitar a ultrapassagem do espanhol. Então, mais uma grande ironia, Alonso, bi-campeão pela Renault teve suas chances destruídas pelo 2º piloto da sua antiga equipe, aquela mesma que não era digna do seu talento e em que ele foi ajudado pela destruição da carreira do então 2º piloto, Piquet. Após a bandeirada, escancarou a sua arrogância, aquela mesma que limou as chances de vitória de Massa e que foi mal disfarçada nas declarações posteriores, gesticulando nervosamente contra o piloto russo. Os deuses do esporte mostraram porque Alonso não deveria ser campeão. Uma surpresa para os que ainda acreditavam na sua índole.

Webber foi estranhamente apático. O piloto australiano mostrava-se derrotado nos primeiros treinos, talvez depois da decepção do 2º lugar no Brasil. Classificou-se mal e mal permaneceu na corrida, apesar de guiar o melhor carro do ano. Acreditei que voltaria a ser o mesmo que venceu em Mônaco, mas talvez os deuses o abandonaram. Uma triste surpresa.

Contra a lógica dos pontos, a consagração de Vettel. O alemãozinho que como criança chorou e que como aprendiz errou durante o ano, mostrou que é o melhor. Mereceu por tudo que já fez na Fórmula 1, por amar os carros e pilotar como um gênio mesmo quando não tinha o melhor carro, como em 2008 sob chuva intensa em Monza. Uma grata surpresa.

Bom seria se fosse IGUAL!

bigmac

O McDonald’s resolveu torrar sua verba publicitária no lanche que é quase um símbolo da rede, o Big Mac.

O problema continua sendo o mesmo, o lanche que aparece na TV, na infinidade de banners da internet, nas revistas e em todas as outras imagens divulgadas é infinitamente diferente daquilo que nos oferecem na caixinha vermelha e branca. E olha que já fui fã, tanto que cheguei a cantar a musiquinha dos ingredientes quando ainda vinha acomodado numa caixinha amarela de isopor, só para ganhar um refrigerante extra .

Uma das últimas vezes que resolvi pedir um “número 1” recebi um amontoado insosso de pão, carne e alface que denunciava a péssima vontade de quem o montou, uma profunda baixa na qualidade de atendimento da rede. Reclamei e o gerente não trocou, mandei um relato através do email divulgado no site da empresa e recebi uma mensagem padrão dizendo que testariam o atendimento no local, mas depois disso, nada.

Parei de comer Big Mac e qualquer outro lanche dos arcos dourados. Mudei para Burguer King, muito maior e melhor, com ingredientes mais frescos e saborosos, com um monte de variações e refrigerante à vontade.

Considerando o empenho do McDonald’s em ressuscitar seu carro-chefe, não fui o único.

Como é belo poder ser um ser

Para todos se contagiarem de alegria e felicidade por simplesmente estar aqui. Nesse vídeo, com uma música que consegue ser ao mesmo tempo concisa e profundamente poética, Moreno Veloso nos presenteia. Mas cuidado, não conseguirá deixar de cantarolar depois.

How beautiful could a being be

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?

Carlos Drummond de Andrade

Alguém tem paciência com o quadro de conciliação do Fantástico?

Gosto do Max Gehringer, acompanhei suas colunas na revista Exame e de vez em quando ouço suas mensagens no site da CBN. Mas ver sua inteligência desperdiçada como locutor das brigas domésticas  no Fantástico é muito triste. Aliás, o programa inteiro está ruim e não é de hoje.

Na semana passada a grande atração era um portão que rangia e que irritava uma vizinha, hoje um casal numa disputa por uma renda mínima. Acredito que a primeira vez que foi apresentado, o quadro deve ter despertado algum interesse, já que muita gente não conhece o papel do conciliador, mas torná-lo uma atração semanal é um exagero que torra a paciência de qualquer um.

Foi-se o tempo que assistir Fantástico era obrigação para ter assunto durante a semana, agora ver os apresentadores se esforçando para animar atrações como “menina fantástica”, “bola cheia” e “bola murcha”, entre os enlatados da BBC, com cenas da natureza, tornou o restinho do final de semana ainda mais deprimente.

Alonso é o cara

Infelizmente não pude assistir a essa corrida porque tinha um compromisso na manhã do domingo e precisava estar inteiro. Programei uma gravação, mas o esquema foi para o vinagre com o atraso para começar a disputa. O máximo que pude ver foi a enrolação do Galvão para segurar a audiência enquanto não aceleravam na pista.

Então, dessa vez, não poderei comentar muita coisa além da incrível sorte do espanhol que praticamente ganhou o campeonato no colo. Apostei minhas fichas em Vettel e parecia que não teria erros se seu motor não explodisse. Webber deve estar chorando até agora. Destacou-se pela regularidade durante o ano e na reta final errou feio, só terá alguma chance se a equipe apostar nele e se contar com a ajuda de Vettel que ficou muito longe do título. Mas penso que essa ajuda não chegará tão fácil.

Com esse resultado, Alonso calou a boca de todo mundo e mostrou que além de campeão tem todos os requisitos para publicar um best seller de auto ajuda, pois só ele acreditou nessa possibilidade quando a lógica era totalmente contrária.

Massa conquistou um bom 3º lugar, mas o resultado geral no ano é tão ruim que só uma improvável vitória resgatará alguma esperança para o próximo ano. Sua chance é se dar bem com os novos pneus e torcer para que seu companheiro fique satisfeito com o tricampeonato..

Barrichello largou em 10º e chegou em 7º, uma ótima corrida, talvez o máximo que seu carro permite. Continua na Williams, mas a situação não é tão boa já que os principais patrocinadores do time estão pulando fora.

Bruno Senna chegou em 14º, para um carro como o dele, chegar é uma vitória, a posição é resultado de sorte. Sua paciência com a equipe já acabou, não continua no próximo ano, mas duvido que tenha uma chance fácil em outro lugar sem gastar sua fortuna pessoal ou contar com um generoso patrocínio.

A próxima corrida é a melhor do ano, em Interlagos, onde tem sempre espetáculo, principalmente quando chove e pára, misturando as peças no meio do jogo.

Estreando o Windows Live Essentials - Writer 2011

Muita gente ainda não conhece o pacote de aplicatvos gratuitos da Microsoft, Windows Live Essentials. Acabo de atualizar para o pacote 2011 e o Writer, aplicativo específico para a edição de blogs, ficou com uma cara bem melhor, principalmente para quem está habituado ao Office 2007, com o mesmo estilo de menus, facilitando a edição do texto, a formatação e a inserção de elementos.

Se você ainda não conhece, vale a pena experimentar. Acesse o link http://explore.live.com/windows-live-essentials?os=other

VW SP2 – Hot Wheels

sp2

Finalmente um dos modelos nacionais de carros chegou a linha Hot Wheels. Talvez muita gente não se lembre, mas houve um tempo em que o Brasil tinha um mercado automobilístico muito particular, com modelos desenvolvidos exclusivamente nas pranchetas tupiniquins e que nunca foram fabricados em outros países. O SP2 é um grande exemplo, desenvolvido sobre a plataforma do Fusca, o carro era a resposta da Volkswagen para enfrentar os “esportivos” da concorrência. Foi o sonho dos playboys na década de 70 e hoje é um dos modelos nacionais mais raros, a mosca branca dos colecionadores.

Estava ansioso para encontrar o meu, mas pelo jeito o carrinho também virou alvo dos colecionadores de 1:64, tornando-se raro também nas prateleiras, alguns anúncios no Mercado Livre chegam a oferecer um único modelo por R$35! Dei sorte, no dia das crianças entrei numa loja da Ri-Happy e encontrei dois, um deles já foi para a minha estante de carrinhos, enriquecendo a minha coleção e o outro ficará no blister até valer ouro. Quem sabe uma boa herança para meus netos.

Não é mais uma simples gripe

Quem nunca teve uma gripe? Os sintomas são conhecidos, febre, calafrios, tosse, espirros, catarro, dor de cabeça… Mas até a pouco tempo, bastava uma sopa carinhosa, um chazinho, um bom comprimido e algumas horas de repouso.

Ainda não tinha experimentado a nova gripe e gostaria de ficar longe dessa experiência ainda por um longo tempo. Me previni, tomei a vacina dada pelo governo e a medida do possível mantive minhas mãos limpas e todos os outros cuidados recomendados, mas não foram suficientes. Na última quinta-feira tive a nítida sensação de que estava ficando doente, um forte calafrio e uma arranhada na garganta foram os primeiros sinais, mas logo o corpo foi ficando letárgico, com uma dor de cabeça intensa.

As sensações são as mesmas de uma gripe comum, mas com os sintomas elevados a altas potências. Imagine uma dor de cabeça e multiplique a sensação de dor por 10. Febre? Parece que o termostato interno fica louco, da temperatura normal aos 40ºC é um pulo e, para abaixar dois graus é uma luta, ficava feliz quando o termômetro acusava só 38ºC, nem me sentia com febre quando chegava a isso. Tosse? Temi que meu pulmão saltasse inteiro para fora, rasgando o esôfago. E não foram poucas tosses, ontem só consegui aliviar o sofrimento depois de algumas sessões de inalação e engolir muita coisa quente.

Sem exageros, cheguei a imaginar que não sobreviveria. Perdi minha folga na sexta-feira e meu final de semana prolongado foi estragado, mas hoje, 3 dias depois, apesar de uma dor de cabeça persistente, já posso ter certeza que vou passar por essa, a febre não mais voltou, o que já é uma ótima notícia.

Depois da vacinação em massa e, desconfio, para não atrapalhar as urnas, a gripe deixou de ser notícia. Mas garanto que ela está aí. Antes, apesar dos alertas, não imaginava que fosse tão ruim e, claro, tinha a certeza de que nunca aconteceria comigo.

Jovem precisa trabalhar

Apesar do título do blog, ainda estou longe da faixa sênior, tenho pouco mais de 40 anos, mas no mercado de trabalho já estou na batalha há pelo menos 25 anos, deixando de contar todas as minhas férias escolares desde os 8 que passava junto com meu pai, acompanhando-o durante o dia inteiro dentro do seu caminhão e aos sábados obrigado a estar sempre próximo enquanto ele trabalhava na construção doméstica.

Tanto tempo na labuta não me deixou rico, pelo contrário, mas tenho a certeza que estar no ambiente de trabalho desde muito cedo formou o meu caráter e construiu a pessoa que sou hoje. Mais do que dar valor às pequenas conquistas, aprendi desde muito cedo a ser dedicado, organizado e a conviver com todas as pessoas, de qualquer nível social e econômico, sabendo conversar, ouvir e me expressar.

Quando tirei meu título de eleitor, com 18 anos, informei que estava matriculado no primeiro ano da universidade, a funcionária do cartório não teve dúvida e emplacou meu nome na lista dos convocados a trabalhar nas eleições. Nessa época já carregava 4 anos de experiência no BCN, os primeiros meses como mensageiro e o tempo seguinte como auxiliar administrativo, então, já era um jovem mais do que treinado nas rotinas do escritório, com muita habilidade para digitação no telex e operação de calculadoras, o máximo de tecnologia existente na época, fora todo o conhecimento de arquivo, conferência de listagens, lançamentos contábeis e tudo mais.

Sem treinamento algum, trabalhei como mesário na época das urnas de papel e jamais tive qualquer problema de votação nas seções que participei, e foram muitas, passando por várias funções e chegando a presidir a seção por duas eleições seguidas. Quando mudei de cidade, pedi liberação das convocações porque já considerava a minha missão  mais do que cumprida como cidadão.

Esse ano pedi para voltar e fui encaminhado para ser Coordenador da votação numa escola, com a função principal de orientar e garantir o bom andamento das eleições, sendo o representante do Juiz Eleitoral no local de votação. Me surpreendi ao ver que a grande maioria dos jovens convocados como mesários apresentaram um desânimo assustador em assumir suas atividades, com atrasos no comparecimento, falta de comprometimento e um desconcertante despreparo para executar tarefas simples como procurar nomes em ordem alfabética e operar com tranquilidade uma urna eletrônica que, convenhamos, foi feita para funcionar em qualquer condição com uma grande simplicidade de operação.

São jovens inexperientes e despreparados, a maioria ainda com total dependência dos pais, estudantes medianos e muito distantes do mercado formal de trabalho. Alguns até devem saber falar algum idioma, mas duvido que consigam se expressar razoavelmente em bom português, pois não conseguem organizar uma simples lista em ordem alfabética. Receberam instruções, mas são incapazes de aplicá-las, agem por instinto e sequer se dão ao trabalho de ler um manual, portanto duvido também que consigam ler um texto maior que o que costumam ver no Twitter. Cálculos devem ser ainda mais lentos, penso que são incapazes de fazer uma continha mental, dependentes de uma calculadora. A interação pessoal então fica devendo ainda mais, o tempo inteiro jamais ouvi deles um “por favor”, “com licença” ou “obrigado”, palavrinhas mágicas que devem ter ficado esquecidas na educação infantil, ao contrário disso, emitem alguns grunhidos que mais afastam do que conquistam.

Estão todos ficando por muito tempo protegidos sob as asas dos pais zelosos e não estão aprendendo mais as coisas que a minha geração era obrigada a aprender desde muito cedo, pois não tínhamos celulares para pedir socorro quando nos víamos pressionados, tínhamos que nos virar e nos defender sozinhos.

O trabalho que me formou foi negado aos jovens de hoje, seja por princípios de valorização de infância seja por uma falência do sistema produtivo. Antes os jovens pobres com poucas perspectivas de formação cultural e intelectual podiam ser contratados por uma grande empresa e alcançar cargos respeitáveis, não são poucos os exemplos de grandes líderes empresariais que foram office boys. Hoje os jovens dessa classe média baixa estão praticamente excluídos, restando após uma formação educacional medíocre, os cargos mais desvalorizados dentro das organizações, com expectativas de promoção praticamente nulas. As grandes empresas valorizam atualmente os jovens trainees com formação privilegiada das melhores escolas particulares e amplo domínio de idiomas estrangeiros, com vivência internacional.

Assim, o “sonho americano” permitido aos jovens carentes deixou de existir. Estabeleu-se na prática um sistema de castas, onde os bem nascidos têm o caminho suavizado e garantido pela herança dos pais bem sucedidos. Para os outros, o resto. No meio desse resto, da falta de esperança, onde não é difícil optar por soluções que parecem mais fáceis, com ganhos mais imediatos e que dificilmente têm volta, como as drogas.

Por isso acredito na urgência de uma revisão da condição dos jovens no mercado de trabalho, acabando com o estágio ou programas como “jovem aprendiz”, dando-lhes responsabilidades e oportunidades reais de aprender a enfrentar o trabalho desde cedo, com cobranças e competições, mas também com possibilidades verdadeiras.

Alonso é piloto, cumpre o que promete

Quando o espanhol disse que era um dos fortes candidatos ao título a situação da Ferrari estava bem abaixo das performances apresentadas pela Red Bull e pela McLaren, então muita gente rolou de rir, inclusive eu.

Apesar de uma evidente melhora, a equipe italiana não está com um equipamento imbatível, aliás, ao contrário disso, corre com a necessidade de economizar motores para não perder posições e as pistas são todas desfavoráveis ao desempenho do seu carro.

Mas eles têm o talento de Alonso que está muito empenhado em fazer história. Num golpe de sorte típico dos campeões, foi ajudado por mais um erro de Vettel e conseguiu largar numa improvável pole position de um circuito de rua, o que equivale a pelo menos 50% de chances de ganhar a corrida. Os outros 50% foram conquistados na largada, dificultando ao máximo para o alemãozinho e garantindo a superioridade após a primeira curva. Depois disso foi preciso manter-se a frente e não vacilar nas últimas voltas, quando o Tiãozinho resolveu esboçar algum ataque.

Vettel era tão favorito que um 2º lugar como o de hoje nunca teve tanto sabor de derrota. Perdeu feio e mais uma vez mostrou que se for campeão esse ano será um injusto resultado.

Webber parece não ter o mesmo equipamento que seu companheiro nas últimas corridas, pois não consegue mais brigar pela ponta. Mesmo assim, está fazendo tudo para diminuir o tamanho do prejuízo. Na base da estratégia e da sorte, chegou em 3º e ainda tirou Hamilton do campeonato, sem ter culpa, claro, simplesmente porque estava na pista e foi tocado pelo jovem inglês. Continua líder a 11 pontos do 2º colocado, uma diferença pequena que poderia ser mais confortável se quem estivesse atrás fosse outro piloto. Como seu rival ao título chama-se Alonso, sua vantagem é muito frágil.

Hamilton é um talento nas pistas. Mas as notícias da sua vida pessoal dão a impressão que não está 100% focado, por isso está longe do caneco. Hoje fez outra bobagem, parecida com a que o tirou de Monza, muita gente vai passar a mão na cabeça do garoto, mas no fundo ele sabe que errou feio.

Massa em mais uma performance apagada, prejudicado pela falha do câmbio no sábado, fez uma corrida simples, não encontro outro termo para caracterizar o que o brasileiro apresentou. Trocou os pneus antes de todos e contou com a sorte que chegou na terceira volta. Ultrapassou sem entusiasmo e no final pouco resistiu ao excelente polonês. Claramente está desanimado, parece derrotado diante do rival espanhol e abriu mão do campeonato. Penso que se mudasse de equipe poderia ser muito mais feliz, quem sabe numa Red Bull ou McLaren.

Barrichello corre para uma fraca Williams com um motor igual ao das equipes novatas. Pelo equipamento que tem não poderia ser condenado se estivesse largando mais atrás e chegando em 15º ou 14º, um pontinho em 10º seria suficiente para estourar champanhe. Mais uma vez mostrou o quanto é ótimo piloto, largando em 6º e chegando na mesma posição. Pena que jamais terá outra chance de ser campeão.

Como não há outros brasileiros correndo de Fórmula 1, vou ficando por aqui. Bruno Senna e Lucas di Grassi que me perdoem, mas suas equipes estão numa categoria menor, ocupando o mesmo espaço na pista.

Agora o campeonato entra na reta final, a próxima corrida no Japão, depois Coréia do Sul, Brasil e Emirados Árabes. Como a briga está acirrada, provavelmente o campeão será revelado na última pista do calendário, mas acredito que a corrida de Interlagos será a mais emocionante.

F1 2010 – Palmas para a Codemasters

f1

Jogo videogames desde a pré-história, como já disse por aqui. Games de corrida me atraem a muito tempo, o mais antigo que consigo me lembrar era um arcade com um volante e um carrinho visto de cima numa tela vertical onde era preciso ir desviando dos obstáculos com movimentos laterais e abrir caminho para uma ambulância com a sirene solta que aparecia de vez em quando.

Jogos de corrida baseados na Fórmula 1 me atraem ainda mais, não esqueço a emoção de ver o “realismo” de Super Mônaco GP quando vi um Mega Drive pela primeira vez, fiquei louco com as faíscas que os carros da frente soltavam, joguei muito e nunca cansei. As gerações foram passando, os games foram ficando cada vez mais realistas, mas longe da perfeição. A série Grand Prix do PC era a melhor tradução das pistas em jogos, com a ajuda de todas as atualizações desenvolvidas pelos entusiastas de todo o mundo. Na geração do PS2, XBox e Gamecube a Sony conquistou a exclusividade da categoria e entregou games muito abaixo do que os fãs do esporte esperavam, mas também o que tinham feito antes dela não tinha sido grande coisa, apesar de ter gostado muito da versão 2001 do XBox desenvolvida pela EA, mas ainda faltava.

Até o último dia 20, o melhor game da categoria desenvolvido para os videogames foi Formula One Championship Edition, ainda sob o monopólio da Sony, baseado na temporada de 2006, a última de Schumacher na Ferrari e de Montoya na McLaren. Quando foi anunciado que a Codemasters seria a responsável para desenvolver o próximo game, comemorei muito. A empresa já havia provado que entendia do assunto com os aclamados games da série Toca e na geração atual com Grid e Dirt.

Desde esse anúncio, fiquei em contagem regressiva, ansioso para ver como ficaria a F1 reproduzida pela Codemasters e hoje consegui experimentar o resultado pela primeira vez, apenas quatro dias após o lançamento oficial. A emoção foi muito parecida com a surpresa de ver Super Mônaco GP a mais de vinte anos, quase incrédulo ao constatar o tamanho de tanta perfeição dos gráficos, sons e principalmente a jogabilidade.

O game reproduz o universo da categoria máxima do automobilismo, como diria Galvão Bueno, com preciosismo de detalhes, mas o melhor mesmo é a sensação da corrida, desde a largada até a bandeirada final, quando o jogador fica instigado a buscar a máxima performance, abusando dos pontos de freada e, claro, errando e rodando na pista. Está tudo lá, a disputa com o companheiro de equipe, a luta por um lugar no pódio, a comunicação com o engenheiro da equipe, as estratégias, a velocidade, os toques, como já disse, tudo.

Para quem mal liga a TV em dias de corrida e prefere qualquer game de tiro em primeira pessoa a um bom game de corridas, o lançamento de F1 2010 pode passar despercebido, mas para quem é fã da categoria desde a época de Fittipaldi, sonhou em ter um autorama, passou a noite acordado para ver Nelson Piquet ser campeão, se emocionou por todas as conquistas de Senna, admira Barrichello e todos os pilotos brasileiros e tudo que envolve a F1 e, principalmente, ama videogames, o título da Codemasters é um sonho realizado e sonhos não tem preço.

Tadinho… Um pecado!

 acidente

Impossível ficar indiferente a uma cena tão trágica quanto essa. Não, não ligo picas pra Ferrari que deve ter sido guiada pelas ruas por um playboyzinho de merda em altíssima velocidade. Toda a minha comoção vai para o pobre Corcel laranja que pelo brilho do parachoque e a qualidade da pintura, devia estar em boas condições, circulando  tranquilamente com sua velocidade de motorzinho Ford 1.3.

Triste como um carrinho desses, um clássico da indústria nacional, pode acabar assim depois de tantas histórias, famílias que passearam e guardaram lembranças eternas, casais que namoraram nos seus confortáveis bancos de vinil, crianças que buzinaram pela primeira vez no volante do papai, o orgulho de ser o primeiro carro de algum jovem na fase final da adolescência, herdado do avô… Transformado em ferro-velho por uma Ferrari totalmente fora do lugar, que deveria estar reluzindo numa garagem ou rodando numa pista particular.

Um minuto de silêncio para o carrinho!

Em sua homenagem, um “reclame” da época, “êta cavalinho bom!”:

Azeitonas

azeitona

Cada vez mais as pessoas estão ficando adeptas ao trash food, pelo menos uma vez por semana quando a gente lembra que o feijão acabou e esqueceu de deixar uma porção de molho para cozinhar mais uma panelada. As pesquisas e as balanças provam isso, todo mundo em casa precisa trabalhar e o feijão cria caruncho no armário, alguns já o riscaram da lista de compras.

Então qual a melhor solução? Apelar para uma das muitas ofertas de delivery equilibradas entre as contas e os imãs na geladeira, de vez em quando a gente arrisca um pedido de lanche, esfihas ou comida chinesa, mas a preferência nacional é a pizza, tanto que chega enjoar, aliás, chego a pensar que a pizza está virando feijão.

Acabamos virando especialistas no assunto, foi-se o tempo que escolhiamos entre muçarela e calabresa, agora são tantas opções e invenções que imagino ser infinita as possibilidades. Mas o que me irrita é a qualidade das azeitonas, a grande maioria não dá para engolir, umas verdinhas e pequenininhas, sem gosto que servem na maioria das vezes para enfeitar e atrapalhar. Toda a vez que a tampa é aberta vem a surpresa, boa ou ruim, às vezes com um “humm, dessa vez capricharam…” ou “ihhhh, paguei tão caro por isso?”, mas invariavelmente todos preferem separar as bolotas ou pegar primeiro a fatia livre delas.

Quem pega as azeitonas arrepende-se depois, se coloca uma na boca logo percebe que foi enganado com uma coisa nojenta rolando na língua. Morde e tira a polpa percebendo que o caroço é gigante, então disfarça um passeio da mão à boca e volta com o caroço asqueroso no prato ou disfarçado no guardanapo. Depois tem que continuar a comer com aquelas sobras feias rondando as beiradas.

O duro é conseguir receber uma pizza sem o complemento. Fiz o pedido e, no final, lembrei do problema:

- Dá pra mandar sem azeitonas?

- O senhor não gosta?

- Adoro, por isso que não quero, prefiro as do meu vidro que já está comemorando aniversário na geladeira do que essas coisas sem gosto que vocês mandam…

Mas a moça finge que não escuta direito e disfarça um “tudo bem senhor”. Insisto e ouço:

- Mas sempre trabalhamos com produtos de qualidade, mesmo assim, vou deixar anotado no sistema que o senhor prefere pizza sem azeitonas.

Desconfio desses sistemas… Se funcionasse não precisariam perguntar o número do meu telefone toda a vez que ligo…

O motoboy chega, pago e recebo as caixas quentinhas. Advinhem?

Droga de azeitonas.