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Bruno Senna na Williams


Não sei se comemoro ou lamento a ida de Bruno Senna para a Williams. O histórico da equipe todos conhecem, uma tradição de vitórias. Mas sejamos francos, atualmente a Williams é pouco competitiva.
Sem patrocínios importantes, sem inovações técnicas e um carro do ano passado que teve um desempenho ruim, não dá para esperar muita coisa além do novo motor Renault que equipará os carros neste ano.
Bruno é um bom piloto, mas já mostrou que não é gênio como foi seu tio Ayrton e, principalmente, já não é mais um garoto.
Seu sobrenome tem potencial para vender muitos produtos e não tenho dúvidas que a emissora oficial irá explorar bastante sua imagem para levantar a audiência da categoria que está cambaleando a muito tempo. Mas será que tamanha promoção irá se traduzir em resultados?
Acho difícil. Talvez alguns pontos em nono ou décimo e, com muita sorte, um quinto numa corrida com muitas quebras.
O que vocês acham?

Boa sorte, Rubens!



É difícil acreditar que a carreira de Barrichello na Fórmula 1 chegou ao fim. Foram 19 anos? Como passou rápido!
Na última temporada teve um péssimo carro e mesmo assim fez corridas incríveis apesar das poucas vezes que chegou aos pontos, numa clara demonstração que seus 39 anos não pesam em nada e que sua experiência só o habilita para continuar forte na principal categoria. Mas tudo acaba um dia.
Acompanho a carreira de Rubinho desde que era garoto, quando disputava os campeonatos com Christian Fittipaldi e era apenas uma jovem promessa para a Fórmula 1.
Acreditei que pudesse ser o novo campeão, torci muito por isso, chorei na sua primeira vitória. Infelizmente o campeonato não veio, mas não tenho dúvidas que Barrichello foi um dos melhores pilotos da categoria.
Teve outros momentos difíceis quando saiu da Jordan e foi resgatado por Jack Stewart ou quando a Honda fechou as portas e assumiu no último momento a vaga na sua sucessora, a Brawn. Agora o cenário é mais complicado, suas chances limitam-se ao “se” e, nesse caso, numa perspectiva ruim, caso algum piloto contratado fique impedido de pilotar, coisa que ninguém quer, nem Barrichello.
Mas o cara é jovem, competitivo e preparado, por isso tenho certeza que não deixará a chama da velocidade se apagar. Logo anunciará algum caminho que o mantenha nas pistas.
Boa sorte, Rubens.

A Tyrrell de seis rodas

tyrrellp34

Houve um tempo em que a Fórmula 1 era mesmo um laboratório livre para buscar soluções para alcançar mais velocidade. Das pranchetas saíram carros com efeito asa, com turbina e, talvez o mais estranho, um carro de seis rodas.

Projetado por Derek Gardner com a intenção de conquistar mais aderência nas rodas dianteiras para conseguir mais performance nas curvas, o Projeto 34 como ficou conhecida a Tyrrell de 1976 não alcançou grandes resultados, principalmente pela falta de desenvolvimento dos pneus pela Goodyear e acabou virando história, pois depois disso o regulamento obrigou que fossem construídos apenas carros com quatro rodas.

A Hot Wheels lançou a Tyrrell P34 na coleção 2010, mas como tudo chega aqui com certo atraso, somente agora os modelos estão sendo encontrados nas prateleiras, por isso, corram para garantir o seu, pois logo será mosca branca e estará apenas nas mãos dos colecionadores. Já garanti as minhas, em duas versões, uma azul com detalhes em amarelo e outra branca com detalhes em azul.

Fim de semana agitado

Fim de semana com corrida de F1 me deixa particularmente animado, esse foi ótimo, afinal foi a primeira corrida da temporada, seguida de uma estranha etapa de Fórmula Indy no asfalto ridículo de São Paulo, com direito a pulos gigantescos dos carros, poças d’água e todos os perigos que os motoristas que pagam seus impostos sofrem diariamente nas ruas da cidade. Para finalizar, um clássico de tirar o fôlego, Santos e Palmeiras.

A F1 trouxe um monte de novidades, mas o resultado acabou seguindo a lógica, as grandes equipes conseguiram os melhores resultados. Gostei do fim do reabastecimento, deu uma boa sacudida, todo mundo já estava pra lá de saturado de ver as estratégias consagradas da época em que se podia ganhar uma corrida nos boxes. Agora é só pneu, uma parada rápida que não permite grandes alterações no resultado final. Os estreantes Bruno Senna e Di Grassi cumpriram seu papel, fizeram o que podiam com o que tinham nas mãos. Barrichello realizou seu sonho de pilotar uma Williams e recebeu uma boa dose de realidade, terá que trabalhar muito para conseguir levar esse carro para a frente. Massa colocou uma pá de cal sobre qualquer desconfiança que ainda poderiam ter sobre sua performance pós-acidente, andou forte o tempo inteiro e como é um piloto de uma equipe, respeitou seu companheiro na largada, evitando uma escorregada que pudesse mandar o espanhol para o meio do deserto. Com o segundo lugar, premiou a equipe de Maranello com uma dobradinha na estréia da temporada e conteve-se para não gerar uma crise, merece palmas. Na próxima a sorte deve virar e Alonso pode não ter tantos motivos para comemorar.

A Indy em Sampa foi um show de horrores. Parecia um espetáculo de circo pobre, com lona rasgada. Os artistas procuram manter a dignidade e o brilho de sua performance, tentando disfarçar para o público a condição miserável do seu picadeiro. O dinheiro público gasto para montar o grande palanque dessa corrida não conseguiu encobrir a vergonha do total abandono das ruas da cidade, com o asfalto podre, os carros pulavam o tempo inteiro e quando veio a chuva, as poças destacaram todos os defeitos da pista. Lembrando que para o paulistano comum, que paga seus impostos, aquela pista estava um tapete.

Tirando o lado político do evento, foi bom ver uma corrida desse porte na cidade, um belo show.

Mas espetáculo quem deu foi o Palmeiras. Quando o time levou os dois gols dos meninos da Vila, torci para que os jogadores não desanimassem e que o jogo não virasse um massacre com uma goleada humilhante para o time alviverde. Os garotos do Santos vinham de uma vitória de 10 a 0, mesmo que sobre um time insignificante, um resultado desses mexe com a cabeça dos jogadores que aceitam com facilidade o salto alto.

Com raça e superando suas limitações, os jogadores do Palmeiras mostraram que merecem respeito e impuseram aos moleques santistas uma lição que devem carregar para o resto de suas vidas. Vão pensar melhor antes de desrespeitarem grandes adversários. Uma virada histórica de 4 a 3, para calar a boca da crítica e para lavar a alma do torcedor.

Agora já é segunda-feira, mais uma semana de trabalho intenso. Mas a semana fica leve depois de um domingo desses.

Balanço de Monza

Vettel é tudo isso mesmo. Apostava que estava largando só com o cheiro do combustível. Nada disso, o cara teve talento para superar o maior feito de Ayrton Senna, aquele 2º lugar com uma Toleman sob o aguaceiro. Aos 21 anos, ganhou em Monza, sob chuva, com a ex-Minardi. O que estão colocando na mamadeira dos alemães?

Massa criou uma dúvida. Não sabemos se ele foi muito bem, levando uma fraca Ferrari para o 6ª lugar, ou se foi muito mal, chegando só em 6º com uma Ferrari. Como Raikonen também se arrastou, não oferecendo resistência a Hamilton que a poucos dias o havia chamado de covarde, a impressão que tenho é que a Ferrari mais uma vez decepcionou em casa.

Hamilton lembrou Senna na chuva. Mostrou que tem o que o finlandês não deve mesmo ter, além de muito talento. Seu ponto fraco é a impulsividade em excesso, não consegue se conter, arrisca-se demais. Pode errar a qualquer momento, jogando o campeonato fora, como fez no ano passado.

Galvão deixou escapar que Barrichello está negociando com a Williams. Gosto do Rubinho, o cara é tão bom que ganhou corrida do Schumacher, dentro da Ferrari e contra a Ferrari, ao mesmo tempo. Merecia ter corrido na Williams na época em que a equipe podia render alguma coisa, agora não sei se é uma boa opção. Para mim, o lugar ideal seria na McLaren, ajudando a desenvolver aquele carro que, se tivesse um bom piloto acertador, ganharia todas as corridas.

Pelo que mostrou até agora, Piquet deve voltar para a barra da calça do papai. Com um desempenho desses, se continuar na F1 será como coadjuvante, como já foi o sobrinho do Fittipaldi.

Engraçado como as esperanças brasileiras na categoria vão minguando, pensei que o filho do campeão era tão bom quanto a cria da McLaren. Deve seguir o caminho do Pizzonia, correndo para um time de 2ª divisão.

Vettel

Vettel promete ser o sucessor direto de Schumacher. É bom. 
Quando chegar a uma equipe grande, pode ser imbatível, o que não é tão bom.
Prefiro a F1 atual, disputada ponto a ponto.

Massa na água

Insistem em dizer que Massa é ruim de chuva. Não concordo. Apesar de ter se mostrado pouco competitivo nas temporadas anteriores, o piloto brasileiro mostra que evoluiu muito, tanto que foi o melhor em Mônaco sob chuva.
Hoje foi o único a melhorar seu tempo debaixo de um temporal, enquanto o queridinho Hamilton não conseguia sair do 15º.
Larga em 6º, deve estar pesado, a melhor estratégia sob o aguaceiro, mas comparando com as posições de largada dos seus rivais diretos na luta pelo título, é pole position.
Amanhã a corrida promete muito, se chover como nos treinos, será histórica. Ninguém lembra de uma corrida no templo italiano com chuva.

Veloz e fraco



Na Alemanha Fernando Alonso se classificou bem com sua Renault, um feito largar em 5º com um carro pouco melhor que a Honda. Mas levou várias ultrapassagens e rodou sozinho numa curva. Chegou em 11º, posição normal para o carro que tem.


Seu companheiro de equipe, Nelsinho Piquet, se classificou muito mal, na 17ª posição, não conseguiu encaixar uma volta rápida, apesar de ter conseguido um bom acerto de carro, copiado pelo campeão espanhol. Traçou uma estratégia conservadora, com o tanque cheio até a boca ultrapassou quando pôde e, no meio da corrida, estava em 12º, quando parou para reabastecer. Deu sorte com a entrada do safety car e depois da corrida voltar ao normal estava na terceira colocação. Manteve-se frio, herdou a primeira posição, mas soube entregá-la para Hamilton que estava muito mais rápido. Chegou em segundo lugar, excelente resultado para um garoto estreante que estava desacreditado pela própria equipe. Na Alemanha, Piquet foi melhor que Alonso.


Mas o asturiano insiste em desdenhar de seus companheiros de equipe, falta-lhe humildade para reconhecer seu próprio fracasso. Forte nas pistas, fraco no relacionamento interpessoal. Sua fraqueza lhe tirou a oportunidade de ser campeão em 2007 e de estar na liderança do campeonato 2008, numa McLaren. Seu desejo mais profundo é ser um Schumacher na Ferrari, sem companheiros que o ameacem.


Alguém precisa lhe dizer que a Fórmula 1 é um esporte de equipe e que Schumacher e aquela Ferrari já não correm mais.