F10
Novo visual
A solução foi incluir a seção "Foto do Dia" onde pretendo disponibilizar fotos tiradas no cotidiano, transformando esse blog também num fotoblog.
Como costumo dizer, muitas vezes o mais simples é mais bonito e mais sofisticado, não sou fã do rococó. Então essa atual versão foi a que mais me agradou. Se tiverem alguma sugestão, fiquem à vontade.
Enquete McLaren 2010
Dê sua opinião na enquete ao lado.
Vanguarda TV em HD – São José e Taubaté
Demorou, mas finalmente a Vanguarda TV divulgou o início das transmissões em HD para São José e Taubaté. Como esperado, oficialmente começam na Copa do Mundo, com testes a partir de maio.
Considerando que a previsão do governo é acabar com as transmissões analógicas em 2016, o início da TV digital no Vale do Paraíba é tardio, ainda mais que dificilmente os outros canais vão transmitir o sinal em HD tão cedo. Mas é um começo.
Os jogos de futebol ficarão bem mais interessantes, os noveleiros poderão conferir as rugas das atrizes, os seriados e filmes serão impressionantes e os grandes eventos esportivos, como a Formula 1, serão um espetáculo visual.
Não vejo a hora de começar.
Para conferir todas as explicações, incluindo datas e área de cobertura, siga o link:
Feliz 2010!
Este ano promete! Carnaval, Copa do Mundo, Eleições… Quem sabe Vanguarda com sinal digital em São José dos Campos o que garantiria poder acompanhar a F1 em HDTV. Jogos aguardados como God of War III e Formula One.
Claro que também um ano de muito trabalho e ralação, mas nisso é melhor pensar quando acabar as férias.
O importante é fortalecer os laços de amizade, conhecer novas pessoas, viver a vida e ser feliz.
Comecei bem, com uma linda bacalhoada no forno, preparada por esse português que vos tecla. Juro que pensei em todos os amigos e em todas as pessoas que gosto.
Abração grandão a todos!!
Eau Rouge - Spa
Não é a toa que a pista preferida da maioria dos pilotos é a de Spa-Francorchamps, curvas alucinantes em alta velocidade. Para quem pode e não é piloto, há a possibilidade de fazer um curso de pilotagem no circuito, para mim, só se conseguir emplacar a sena do ano novo.
Para a minha realidade, consigo me contentar com os videogames, agora com Shift estou curtindo o antigo circuito, sem tantas áreas de escape e com a velha Bus Stop.
Mas a mais emocionante é a Eau Rouge, o desafio é mergulhar em alta velocidade, disputando lado a lado sem tirar o pé, ops, o dedo do botão do controle que faz acelerar.
Quem sabe um dia eu venha a conhecer essa curva de verdade, por enquanto, estou curtindo com Shift.
Marvel Ultimate Alliance 2 - Nosso presente
Um dos meus presentes de Natal foi uma cópia de Marvel Ultimate Alliance 2 para o PS3, aliás, um presente que meu filho tratou logo de se apoderar, dizendo que era “nosso” game.
Não é um título que compraria para mim, mas certamente compraria para meu filho, já que o garoto é fã do universo Marvel. Tá bom, assumo minha culpa, afinal, acho que fui bem influente nisso, comprando revistas, levando-o ao cinema para curtir os heróis em ação e, claro, oferecendo vários games e bonecos, principalmente sobre Spiderman. Tá bom, também assumo que ofereci minha inestimável coleção de gibis para que ele também pudesse ver os traços do passado. Tá bom, assumo, sou fã do universo Marvel e quem me deu o presente me conhece desde criança, minha querida irmã.
A lembrança que trago no coração sobre o Natal é aquela tarde ensolarada, quando todos os adultos da casa dormem empanturrados com o almoço farto e as crianças vão para a rua desfilar seus brinquedos novos. Bicicletas reluzentes com rodinhas novas. O videogame diminuiu esse movimento infantil nas tardes de natal. Agora é comum ouvirmos crianças dusputando espaço com o Playstation na sala, a bicicleta perdeu o título de melhor presente. Sinal dos tempos.
Me livrei do celofane, abri a caixa, tirei o disco e coloquei direto no aparelho, uma atualização e a tela se abre com uma equipe de heróis correndo pelas ruas da Latvéria, Homem-Aranha, Wolverine, Homem de Ferro e Capitão América, uau, nada mal! Até quatro jogadores podem jogar ao mesmo tempo, num modo cooperativo. Perfeito para curtir com meu filho. As fases não oferecem grandes dificuldades, mas são interessantes, principalmente jogando em boa companhia como a minha, fica mais divertido poder assumir o papel do personagem preferido e poder ir para o pau, descarregando poderes especiais e com a novidade de poder combinar os poderes com os outros heróis, por exemplo, Wolverine pode refletir com suas garras de Adamantium os raios emitidos pelo Homem de Ferro e, assim, derrubar vários inimigos num único golpe. Bem legal! Depois, aos poucos, outros heróis vão aparecendo no menu de opções, até alguns conhecidos apenas pelos mais aficcionados, como Punho de Ferro.
O roteiro segue alguma série especial da Marvel, com certeza mais atual do que o tempo que lia gibis, mas tem algo a ver com uma guerra civil que dividiu os heróis. Um lado liderado pelo Homem de Ferro defende que todos os heróis devem ser registrados pelo governo , revelando suas identidades. Outro lado, liderado pelo Capitão América, não aceita essa imposição e se rebela. Claro que optei pelo lado rebelde.
Jogando no modo intermediário, as fases não são difíceis, mas não é um game para jogadores hardcore, mas um game para fãs e, visto assim, o melhor é relaxar e curtir as fases, descarregando todos os poderes possíveis a cada tela.
O resumo é que como todo bom game, Marvel Ultimate Alliance 2 é um acelerador de tempo. Com ele as horas passaram muito rápído e só não continuei porque outras coisas exigiam minha atenção. Mas ainda melhor foi poder curtir essas horas ao lado do meu filho, num momento inesquecível para os dois. Como ele disse, nosso presente de natal.
Shift!
Quem adora videogame e automobilismo geralmente gosta de jogos de corrida. Mas o que geralmente as pessoas que estão fora desse universo não sabem é que os diferentes games de corrida são muito diferentes entre si. Ou seja, um game de corrida vai muito além da visão de um carrinho movimentando-se para as laterais e desviando de obstáculos trazidos por uma pista que se movimenta de cima para baixo, esquema popularizado pelo bom e velho Enduro no Atari.
Os games atuais têm recursos que atraem desde os pilotos que não saíram da fase “Enduro” até os que se acham profissionais, possibilitando ajustes finos que existem nas pistas reais como acertos de asas aerodinâmicas, cambagem de pneus, mudanças finas na relação de marchas, suspensão, freios, enfim, um paraíso para os entusiastas de engenharia mecânica, além, de perfumarias no visual do carro, como pinturas, rodas, faixas e outros itens importantes para os que adoram carros tunados.
Mas apesar de oferecer uma variedade enorme de recursos, cada título tem sua particularidade, alguns dedicam-se apenas a uma marca, outros trazem informações reais de vários fabricantes, com um preciosismo extremo da simulação da pilotagem real. Outros investem na diversão do jogador, oferecendo capotagens, saltos e batidas cinematográficas, torcendo o nariz dos fabricantes que odeiam ver seus carros destruídos, ainda que num videogame.
Gosto de me divertir, mas dentro desse universo prefiro os games mais técnicos, chego a lamentar quando num descuido arrebento a frente do meu carro virtual. Por isso estão entre os meus títulos preferidos Forza Motorsport, Toca (todas as versões), Grid e, claro, Gran Turismo. Mas nunca deixei de dar uma olhada nas diferentes versões de Need for Speed, série mais popular que apostou em grandes perseguições e batidas fantásticas na maioria das suas versões, aliás, cheguei a gastar muitas horas com Underground, lembrando muito Velozes e Furiosos.
O fato é que contrariando um amigo fã da série, nunca gostei muito do que NFS tinha a oferecer, até que conheci a última versão, Shift, primeiro no PSP e depois no PS3.
Shift foge do esquema polícia e ladrão e vai para as pistas, focando no realismo dos carros, num nível de simulação que beira à perfeição, chegando até a reproduzir as reações da visão do piloto, embaçando ou escurecendo a tela, de acordo com a velocidade ou batida, num detalhamento gráfico de abrir a boca e não fechar até escorrer a baba. A franquia, dessa vez, ficou a cargo do estúdio Slightly Mad Studios, trazendo no currículo grandes títulos como GTR2 e GT Legends.
Não precisei de muito tempo para virar fã. O game, além de tecnicamente perfeito, instiga o jogador a buscar sempre a melhor performance, repetir até atingir o melhor tempo, além de um ótimo esquema multiplayer que funciona muito bem na PSN. Premia a técnica dando pontuação para curvas e ultrapassagens perfeitas, mas também não deixa de considerar aqueles arrojados que saem detonando todo mundo com pancadas espetaculares, não podia ser diferente, afinal, ainda é um NFS.
Seguindo outros títulos da EA, NFS Shift também tem um site dedicado onde é possível postar fotos personalizadas do game e trocar informações com outros jogadores.
Enquanto Gran Turismo 5 não chega, Shift não sai da bandeja do meu PS3.
A volta do Alemão
Tanto tempo que não posto alguma coisa nesse blog. Tantos motivos, falta de inspiração, enfim. Mas a notícia da volta do heptacampeão abalou tanto que até me tirou da inércia.
Talvez o retorno seja equivalente à volta de M. Jordan no basquete, atraia os patrocinadores, movimente o mercado e, finalmente, não mude muita coisa. O cara consegue ter alguma diversão às custas do grande movimento publicitário, mas no final acaba fazendo número.
Mas será que Schumacher sairia da aposentadoria sem estar competitivo? Duvido. Considerando que é um grande campeão e que adora vencer corridas, sua volta não é apenas um desfile midiático. Só para lembrar, no desafio das estrelas, competição de Kart patrocinada por Massa e vencida por ele, todos os relatos destacavam a forma cuidadosa com que Michael acertava seu equipamento, procurando sempre a evolução para conseguir o melhor tempo. O cara é assim, perfeccionista, tem prazer em ser o melhor.
Aliado à Mercedes Benz que jamais voltaria sem a certeza de reviver as vitórias da flecha de prata e ao Brawn, seu estrategista e parceiro, o alemão será o grande protagonista do campeonato. Sua primeira vítima já tem nome, Nico Rosberg, uma estrela interrompida que deverá se contentar com o papel de simples coadjuvante. A lista deverá aumentar, Alonso será o grande derrotado.
Jogos de PS3 - made in Brazil
Todos já sabiam que a Synergex passaria a produzir jogos de Playstation na zona franca de Manaus e que já estavam disponíveis nas lojas. Mas apesar de SJC estar praticamente colada a São Paulo, as novidades demoram um pouco pra chegar por aqui.
As mesmas lojas de games que costumo frequentar continuam com os preços de lançamentos importados de PS3 na faixa de R$200 a R$230, com alguns títulos mais batidos custando na faixa de R$150, alguns europeus. Levando em conta que um lançamento nos EUA não custa mais que 60 dólares, paga-se aqui o dobro por um mesmo produto.
Mas parando na vitrine de uma loja de PCs me surpreendi ao ver Tomb Raider: Underworld, Fear 2 e Lego Batman para PS3 a R$115, com um detalhe, capa e manual totalmente traduzidos para o português. De cara pensei que podia ser algum engano do vendedor ou alguma pegadinha, procurando letras miúdas que indicassem ser 2X de 115. Mas não, era esse preço mesmo.
Então, apesar dos títulos disponíveis não serem exatamente uma novidade, fiquei muito contente por ver que finalmente estão levando a sério o público consumidor de games no Brasil.
Claro que muitos vão dizer que ainda preferem a importação direta, mas esse esquema é para poucos. Entre optar pela importação direta e poder pegar vários títulos na loja, sem canseira e despesas com frete, parcelando no cartão em quantas vezes for possível, sou mais a 2ª opção.
Ah, tem sempre a turma que prefere a pirataria. Eu, sinceramente, sempre fiquei no maior impasse entre desembolsar uma fortuna com um original e encher meu saco com um pirata.
Quando tinha o X360, cada vez que trazia um jack pra casa, botava no leitor e dava pau antes de carregar a primeira tela, xingava muito, pior se travasse no meio de uma fase. O sujeito da loja trocava, mas e o tempo e o transporte de voltar até lá? A chateação e o risco de destruir meu aparelho? Cansei de dar dinheiro para esse cara, um criminoso que só tem lucro e nada devolve para a sociedade.
Agora, com suporte oficial e um preço relativamente justo, finalmente sinto-me respeitado. Sinceramente espero que a indústria de videogames consiga efetivamente chegar ao Brasil, apesar dos altos impostos e da cegueira do governo, vencendo a pirataria.
Envelhecer
Estou nesse momento ouvindo o novo CD de Arnaldo Antunes, Iê Iê Ie.
Falar da genialidade do cara é desnecessário, legal é curtir e deixar suas palavras entrarem pelos ouvidos e não saírem mais. Adorei todas as faixas, mas coloquei Envelhecer para repetir até decorar a letra. Vale muito!
Para ouvir, clique na capa do álbum acima e dê play no link do Rádio UOL, não encontrei outro jeito mais fácil, ninguém colocou no YouTube.
A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer.
A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer.
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer.
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer.
Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer.
Eu quero é viver pra ver qual é e dizer bem a tu (?) o que vai acontecer.
Eu quero que o tapete voe no meio da sala de estar.
Eu quero que a panela de pressão pressione e que a pia comece a pingar.
Eu quero que a sirene soe e me faça levantar do sofá.
Eu quero por Rita Pavone no ringtone do meu celular.
Eu quero estar no meio de um ciclone pra poder aproveitar e quando eu esquecer meu próprio nome que me chamem de velho gagá.
Aa Aa Uu Uu Uu
Ser eternamente adolescente nada é mais demodê
Com os ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
Não sei porque essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender.
Felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr
Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer…
A queda do capo
Acaba de sair a notícia da queda de Flavio Briatore, após o escândalo da manipulação de resultados detonado pelos Piquet.
A princípio, uma empresa como a Renault nunca mancharia a reputação da sua marca com tramóias e armações, colocando em risco os valores que construiu durante décadas. Se está no esporte é para alavancar as vendas dos seus carros e para isso, precisa de resultados positivos, dentro e fora das pistas. Após tamanho escândalo, a demissão dos líderes da armação era a atitude mínima que poderia tomar. O prejuízo sofrido é tão grande que antes, sob a desculpa da crise financeira internacional e a falta de resultados, poderia sair da categoria sem grandes consequências para sua imagem, hoje, precisa garantir sua continuidade e investir ainda mais para que os futuros resultados positivos lavem até os últimos respingos da lama que Briatore deixou.
Apesar de nada justificar o que os comandados da Renault fizeram, incluindo Nelsinho Piquet, tão culpado quanto o arrogante italiano, penso que o brasileiro só ultrapassou o limite da ética por reconhecer sua incompetência diante da imensa pressão por um bom desempenho. Tentava convencer-se que não recebia o mesmo equipamento, mas no fundo sentia que não podia corresponder ao que se esperava de um piloto de fórmula 1. Envolver-se em tamanha maracutaia mostra o quanto estava abalado naquele momento.
Porém o abalo emocional não o livra da culpa. Alguns o defendem dizendo que precisou de coragem para fazer a denúncia e escancarar seu erro. Mas fazer isso somente depois de sua demissão não abona sua falta, ao contrário, só expõe ainda mais sua falta de inocência, sua fraqueza moral.
O principal mau caráter da história foi o Briatore. Contratou o piloto enquanto chefe da equipe e, ao mesmo tempo, era seu manager, funções que para mim são incompatíveis. Como um rolo compressor esmagou psicologicamente seu comandado e destruiu sua carreira para sempre, pôs em risco a vida do piloto a de todos os outros participantes (lembram o que uma mola fez com Felipe Massa? Imaginem o risco de todos os pedaços da Renault espalhados pela pista), só para conseguir um resultado positivo e aliviar a pressão sobre si mesmo. Quando descoberto, apelou para a mais baixa e ridícula defesa, acusando a homossexualidade do seu oponente, o que não interessa a ninguém.
Não deve ter sido a única atrocidade cometida na sua busca por resultados, um criminoso aprende sua arte aos poucos e aumenta suas apostas à medida do sucesso dos seus crimes. Muita coisa deve ter ficado para trás. Espero que seja a última.
Duro é saber que sua cela será um iate acompanhado de uma bela mulher e de uma taça de champanhe.
Peixinhos
Frases prontas, ditados populares, muitos conservam a sabedoria coletiva, outros são grandes idiotices.
Um dos que sempre ouvi foi “Filho de peixe, peixinho é”. Esse, sem dúvida, se encaixa na segunda categoria, afinal é de um determinismo cruel. Muito triste uma criança sentir-se obrigada a seguir os passos do pai e, pior, ser comparada a ele.
A muito tempo vi uma entrevista com Emerson Fittipaldi na TV Bandeirantes, no auge do sucesso que o piloto experimentava na Fórmula Indy. Visivelmente constrangido, o campeão respondeu sobre seu filho mais velho, quase lamentando o fato do rapaz se desinteressar pelas pistas e ter optado por outra profissão, acho que designer, ou qualquer outra coisa que na época me pareceu boiolice, afinal, não podia aceitar o fato de um cara rejeitar uma carreira automobilística, sonho que ainda vivia, mas que só pude fingir alguma satisfação nos videogames. Hoje, penso que esse Fittipaldi Kid teve uma sábia decisão, deixando o peso do sobrenome para o primo Christian embaçar.
Apesar da crueldade da inevitável comparação, muitos filhos de famosos insistem em seguir seus papais. Se o sucesso fosse transmitido geneticamente, com alguma melhoria, seria ótimo, mas a realidade é bem diferente. Poucos são os exemplos de superação, agora, de cabeça, só consigo me lembrar da Débora Bloch. Fernanda Torres chega perto, mas não supera a mamãe.
No último domingo, durante a transmissão do GP da Bélgica, Reginaldo Leme solta a bombática notícia sobre a investigação do incidente do Piquet pimpolho em Cingapura. Se confirmadas as suspeitas, Nelson Angelo fez uma cagada gigantesca, participando de uma fraude que manchará para sempre sua trajetória no esporte. O velho Piquet jamais aceitaria isso, provavelmente mandaria o chefe enfiar o carro no rabo. Mostraria no asfalto, como mostrou, ser melhor que qualquer piloto que estivesse ao seu lado. Se o que dizem é verdade, deve ter sofrido com tanta decepção.
Hoje, ao abrir o UOL vejo Sean Lennon imitando a famosa pose dos pais. Talvez a melhor contribuição que o filho de Lennon deu para a música foi a inspiração para a belíssima canção “Beautiful Boy (Darling Boy)”, involuntária. Agora, com a pose, teve pelo menos o bom senso de trocar de posição, expondo a namorada. Ainda bem.
Não esqueçam da gripe
Após o retorno das aulas a impressão que ficou para a maioria das pessoas é que o problema da gripe suína passou, como uma onda ou uma marolinha. Como se o fim de um problema pudesse ser decretado numa canetada.
Não é bem assim, aliás, muito pelo contrário. Agora é que o problema passou a se agravar. Qualquer escola pública tem recebido diariamente várias mães trazendo licenças médicas de crianças com gripe, identificado pelo CID J11.
A Vigilância Epidemiológica orientou os diretores a informar todos os casos, mas não esperava receber planilhas tão cheias. Apesar das quantidades informadas ultrapassarem muito o que é considerado pandemia, os responsáveis pela saúde insistem num discurso impreciso, afirmando que entrarão em contato com as famílias para fazer exames e comprovarem o problema. Então, considerando a morosidade do serviço público e a falta de vontade política para tomar alguma atitude que possa vir a prejudicar a economia da cidade, duvido que tomem uma atitude radical e necessária.
Para garantir as caixas registradoras dos lojistas, arriscam a vida de pessoas inocentes, escondendo-se como avestruz.
Windows 7
Parece que dessa vez a Microsoft acertou a mão num novo Windows. O sétimo sistema Windows lançado pela empresa deverá apagar a decepção gerada por seu antecessor, Windows Vista, da mesma forma que o Windows XP deletou da memória de todos o ridículo Windows Me.
A versão RC (Release Candidate), disponível para quem se cadastra no site da empresa, mostra que a Microsoft se esforçou para construir um sistema leve e estável, mas com um visual bastante caprichado, cheio de transparências e efeitos, além de recursos bastante intuitivos que facilitam muito as operações a que todos estão acostumados. Só para citar um exemplo, agora é possível abrir toneladas de janelas, sem ficar perdido procurando-as depois na barra de ferramentas. Cada programa aberto gera um ícone na barra e, basta apontar o mouse em cada ícone para visualizar mini janelas das várias páginas do mesmo programa.
O novo Windows Media Player ganhou ainda mais destaque no novo sistema, agora ele concentra todos os arquivos de mídia (filmes, fotos, músicas, rádio e TV), com efeitos visuais atraentes, incluindo uma linda apresentação de fotos durante a execução das músicas.
O processo de instalação está bastante simplificado. No meu caso, instalei num segundo HD da máquina e nem precisei gastar neurônios, bastou selecionar o diretório de destino para o programa instalador fazer todo o resto, incluindo a instalação de um programinha inicial para escolher qual o sistema operacional desejado, da mesma forma como já funciona com as distribuidoras de Linux. Aliás, nesse HD, eu já tinha o Ubuntu instalado que foi respeitado pelo Windows 7, deixando-o disponível no menu de seleção de sistemas.
Depois de instalado, nenhuma dificuldade, uma rápida atualização deu conta dos drivers da máquina, além do suporte para português do Brasil.
Agora é só curtir enquanto o sistema estiver operacional e juntar os trocados para comprar o pacote Ultimate quando for lançado oficialmente.
Detalhe: Estou blogando com o Windows Live Writer, simplesmente perfeito.
O pescoço do alemão

A decepção por causa do pescoço dolorido foi maior ainda. Uma brochada global.
Mas será que foi só o pescoço? Rubinho nem precisou gastar os 140 toques do Twitter para lançar a dúvida. Muitos o criticaram, julgando-o por mágoas passadas.
Reginaldo Leme, na sua coluna, diz que o problema foi o capricho do heptacampeão que se negou a entrar na pista sem testar o F60. Pode ser.
Penso que se o cara colocou-se à disposição da Ferrari, treinou com o F2007 e entrou em forte esquema de preparação física, sabendo que o pescoço estava machucado desde o começo do ano, acreditava nas suas plenas condições de corrida.
Considerando a trajetória de Schumacher na F1 que sempre fez questão de correr com todas as chances de vitória antes da largada (incluindo o melhor companheiro de equipe, bom acertador de carros e obrigado a ceder a posição), concordo com o jornalista, entrar na pista sem testar o F60 e, portanto, sem poder apresentar uma ótima performance, causou um peso insuportável no seu pescoço.
Filhote teclando no YouTube
Telecine na Telefonica TV Digital
Sou assinante desde que apareceu o Você TV e tive que ter muita paciência com todos os problemas iniciais do sistema de TV da operadora espanhola, desde a baixa resolução do sinal que dava uns blocos insuportáveis, principalmente nos canais de desenho animado, até nos problemas de falta de sincronia das legendas.
Falta muito para a perfeição, mas depois de 3 anos, dá pra notar que a qualidade da imagem melhorou bastante, longe do ideal na LCD, mas perfeita na CRT. As legendas foram corrigidas com rapidez, mas até hoje os botões do controle para selecionar os diferentes idiomas de áudio são inúteis. A qualidade do som sempre foi sofrível e a qualidade do receptor, péssima, com um software fraco.
O pacote de canais é atraente, com preços muito competitivos, comparado com a Sky. A HBO é legal, mas dava uma inveja danada de quem tinha Telecine, principalmente vendo os outdoors espalhados pela cidade, agora, para ficar perfeito, só falta colocarem Universal Channel, Megapix e Canal Brasil, sem aumentarem o preço, claro.
Adeus, minha velha TV

Desde a minha infância o aparelho de TV foi o centro das atenções da minha casa, da minha família. Também adoro livros, mas nunca escondi minha preferência pela TV, com ela completei minha formação cultural, pop, nerd, de um filho de família suburbana e operária da Grande São Paulo.
A primeira, uma enorme TV GE a válvulas, emoldurada numa madeira clara de fino acabamento tinha um enorme seletor de canais, duro e barulhento a cada mudança, que praticamente nos obrigava a alternar apenas entre os canais 4 e 5, TV Tupi e TV Globo. Quando me aventurava a girar um pouco mais o seletor, ouvia a bronca da minha mãe de longe: - Para de mexer nessa TV, senão vai acabar quebrando! Pouca gente sabe ou lembra, nessa época ligar uma TV era uma operação complicada que exigia uma certa paciência. Primeiro era preciso ligar o estabilizador de voltagem, equipamento que nos acompanha até hoje nos computadores, mas que na época era uma caixa de ferro pesada com um enorme mostrador analógico que lembrava um painel de avião, para ligá-lo era preciso girar um seletor duro que fazia um barulho seco, tlec, seguido de um zumbido, óinnnnnn, que silenciava aos poucos. Ao ligar a TV, a tela arredondada e esverdeada nunca acendia de uma vez, primeiro surgia um ponto de luz branca no centro que se abria gradativamente, depois, quando a luz enchia a tela e o som enchia os ouvidos, era preciso mais um pouco de paciência para girar os botões de vertical e horizontal até acertar a imagem, no clássico preto e branco.
Esse aparelho nos acompanhou por muito tempo, mesmo depois de surgirem os de transistor e os coloridos, meu pai insistia em mantê-lo e, quando uma válvula queimava ou apresentava algum problema, chamava sempre o mesmo técnico, um senhor de óculos com aros grossos que virou uma visita tão constante que parecia da família, lembro da primeira vez que esteve em casa, jovem animado com os cabelos pretos e o corpo esguio. Na última, sua cabeleira estava branca e, no alto da sua coluna encurvada, decretou: - Seu Braz, a muito tempo que não aceito mais esse tipo de TV na minha oficina, continuo consertando a sua por causa da amizade, mas estou cansado, além do mais, está muito difícil encontrar peças para ela, dessa vez tive que revirar as prateleiras empoeiradas de uma velha loja da Santa Ifigênia. Da próxima vez que ela quebrar, melhor jogar fora e comprar uma nova.
E foi assim, depois da última quebra, que meu pai finalmente concordou em comprar um novo aparelho no Mappim que, às vésperas da Copa da Espanha em 1982, anunciava a todo instante a nova TV Mitsubishi, novidade no mercado que dava garantia até a copa seguinte. Um salto, a nova TV menor e mais leve era colorida e não trazia mais aquele enorme seletor de canais, aliás, tinha até um controle remoto com fio, mas o incômodo daquele cabo atravessado na sala determinou o isolamento do acessório numa gaveta qualquer. Essa japonesa despertou uma nova paixão no meu pai. Resistiu o quanto pode, mas acabou trocada por uma 29" da mesma marca, isso a mais de 15 anos e se mantém até hoje, apesar da nossa insistência diante das cores opacas nas visitas dominicais.
Como podem ver, acompanhei a evolução tecnológica dessa maravilhosa invenção desde os primórdios. Gosto tanto que na minha pequena casa, só não tenho TV nos banheiros, ainda, porque não inventaram uma que consiga sobreviver à umidade do chuveiro. Mas esse último salto tecnológico não está me deixando tão animado, pelo contrário, vejo com certa tristeza a forma com que todos estão abandonando os velhos tubos pelos monitores LCD.
Dois anos atrás, explorei os limites do meu cartão de crédito por uma LCD de 32", entusiasmado com a possibilidade de assistir imagens muito mais nítidas no conforto do meu sofá. Infelizmente o resultado só foi animador nos filmes em DVD, mas o sinal analógico da minha cidade e a baixa resolução da minha operadora jogaram um balde de água gelada nas minhas expectativas. Só não trouxe a velha 29" de volta para a sala por insistência da família. Desde então, pouca coisa mudou, além do preço que despencou, aumentando meu arrependimento. Os programas continuam esticados para os lados, deixando as figuras baixinhas e gordinhas. A definição parece borrada.
Na semana passada, a linda LG 21" tela plana do quarto do meu filho abriu o bico, sei lá por qual motivo, deu umas piscadas e apagou deixando um forte cheiro de queimado. Fiquei surpreso, afinal, não era um aparelho velho, tinha no máximo uns 3 anos e meio, nova se comparada com a Semp de 10" da cozinha que tem uns 15 anos e com a Samsung 29" que tem uns 13. Nunca vi as LG com muita simpatia, por isso, ao invés de arriscar em mandá-la para o conserto, resolvi comprar uma nova.
Nas lojas, me surpreendi com a empolgação das pessoas pelas enormes telas de LCD. Considerando que moro no interior de São Paulo, onde a nova TV Digital é uma promessa de apenas um canal, possivelmente para a Copa de 2010, me parece um desperdício gastar com um aparelho de alta definição para receber um sinal de baixa definição. Não acredito que todos os empolgados compradores estejam cientes dessa condição, já que os lojistas insistem em demonstrá-las reproduzindo imagens de aparelhos de DVD de alta definição e duvido que planejam adquirir um pacote de TV paga em HDTV.
As TV's de tubo, lindas e perfeitas com sinal analógico, a nossa realidade, estão relegadas aos cantos empoeirados, como ponta de estoque. Os fabricantes vão abandonando o formato aos poucos. Sony e Panasonic não as produzem mais. A fábrica de tubos da Philips fechou as portas. Os poucos disponíveis são do tipo Slim, menores, mas com poucos recursos. As CRT que chegaram a ser lançadas com alta resolução (até 1080i) desapareceram, recursos como o PIP (Picture in Picture) obrigatório nos modelos sofisticados, além de potentes alto-falantes, não existem mais. Tive que me contentar com uma Samsung 21" com acabamento em Black piano, provavelmente um saldo de estoque da loja, já que o modelo mais novo tem um acabamento pior, num prata e preto fosco. Apesar de ser uma marca que confio, não acredito que durará muito, dá a impressão de ser um aparelho descartável.
Nos quase 60 anos de televisão no Brasil, o aparelho passou por grandes transformações, principalmente nos últimos 30 anos, muitas foram bem-vindas, mas o fim das TVs de tubo agora, me parece precoce e triste, vítimas do engodo imposto pelos fabricantes.
Video explicativo, vale a pena
Assisti e adorei

As aventuras do capitão Kirk, acompanhado de Spock, Scott, McCoy, Uhura, Chekov e Sulu foram um sucesso, mas foram perdendo expectadores com o tempo, seja por falta de bons roteiros, seja por desinteresse do grande público. Os atores envelheceram, alguns morreram e deixaram saudades.
Vieram outras séries baseadas no mesmo tema, narrando histórias de outras tripulações da Enterprise, em datas estelares diferentes, mas nenhuma teve o mesmo impacto e o carisma da tripulação liderada por Kirk e Spock.
Hoje, em pleno século XXI, ainda estamos muito longe do futuro previsto pelo idealizador de Star Trek, talvez estejamos vivendo conflitos ainda piores e mais ameaçadores, mas a ficção científica já não atrai tanto como antes. Um filme recheado de efeitos especiais ficou comum, por isso não dá para citar os maravilhosos efeitos de som e imagem como motivos para ir ao cinema.
O principal argumento para ver Star Trek é a emoção de rever os queridos personagens, encarnados em outros atores, mas com a mesma graça, numa história envolvente e empolgante, como era nos bons tempos da série.
Para os mais jovens, também é um ótimo programa poder conhecer um dos ícones da cultura dos seus pais e curtir uma deliciosa aventura, com muita pipoca lambuzada de manteiga.Vida longa e próspera.
Resultado Bahreiniano
O que aconteceu com Vettel? Era o pole virtual da corrida, largando em 3º e mais pesado, portanto, favorito à primeira colocação. Caiu para 5º na largada e fez uma corrida normal, talvez o máximo que a Red Bull poderia render, chegou em 2º, agora com um ponto a menos que Barrichello na disputa dos pilotos, mas distante 13 pontos de Button. Com a chegada da fase européia e os novos pacotes aerodinâmicos prometidos pelas grandes equipes, não deve ser nesse ano que será campeão.
Button atropelou Barrichello, depois deu ré e passou por cima de novo. Foi para o treino com maior peso e largou na frente do brasileiro. Alcançou a 3ª posição depois das duas primeiras voltas e conquistou a primeira posição virtual da corrida, contando com as paradas antecipadas da Toyota. Daí foi seguir a estratégia de Ross Brawn e conquistar a terceira vitória em quatro corridas. Efetivou sua posição de primeiro piloto.
Barrichello leva mais uma vez o troféu garganta de ouro, disse que era melhor que Button e que teria condições de dominar o campeonato, mas depois das quatro primeiras corridas já se consagra mais uma vez como segundo no time. Não adianta chorar. Aliás, o que foi aquela reclamação em cima do Piquet? Numa disputa por posição queria que o ainda piloto da Renault abrisse a posição? Quem ele tá pensando que é?
Hamilton mostrou que a McLaren evoluiu muito desde a primeira corrida, chegou em 4º beneficiado pelo erro de estratégia da Brawn com Barrichello. Saiu no lucro.
Raikkonen destruiu qualquer chance de corrida de Felipe Massa, mas foi bem, largando em 10º e chegando em 6º, livrou a Ferrari de uma vergonha histórica, acalmando os ânimos em Maranello.
Alonso chegou em 8º com seu Renault Logan, o máximo que o carro poderia render.
Os outros brasileiros:
Massa, coitado. Arrebentou o bico no sanduíche entre Raikkonen e Barrichello e só teve carro para fazer uma bela disputa de curva com Fisichella, numa Force India. Lamentável o rendimento de sua Ferrari. Pelo menos foi até o final da corrida.
Piquet, depois do erro na volta da Q2 que lhe rendeu a 15ª posição no grid, não tinha muito o que fazer. Ganhou importantes posições na largada e cumpriu a estratégia conservadora de quem larga atrás: tanque cheio e torcer por muitos abandonos. Apareceu na transmissão só quando segurou Barrichello, cumprindo sua obrigação de defender a posição. Não foi bem, mas foi sua melhor participação em 2009, não rodou à toa.
Palpites Bahreinianos
A Toyota dominou o treino oficial e parece ter fôlego para chegar ao pódio, alguns dizem que está com pouco combustível, pra mim, Trulli deve vencer e Glock pontua mais atrás.
A Red Bull mostrou que tem carro bom para andar também na secura do deserto e não só na chuva, apesar de largar na frente só com Vettel, já que Webber parece ter sido atrapalhado na sua volta rápida, parece ser a Brawn do momento.
McLaren e Ferrari mostraram uma pequena reação, com uma certa vantagem para o time de Woking.
Os brasileiros:
Barrichello admitiu que faltou fôlego a seu carro marca-texto e que esperava uma classificação bem melhor, destacando as dificuldades com o calor extremo. Em 6º, atrás de Button que larga em 4º, dificilmente lutará pela vitória, mas deve pontuar.
Massa fez uma bela classificação, largando em 8º, mas do jeito que o carro estava andando antes é bem provável que tenha conseguido esse tempo com pouco combustível, se terminar na mesma posição, será um tremendo lucro.
Piquet chegou bem na Q2, mas pegou tráfico pesado na primeira volta lançada e errou feio na segunda, larga em 15º. Sua voz embargada dizendo "Sorry guys" foi de dar pena. Suas entrevistas mostram que o piloto está mais humilde nas suas declarações, admitindo seus erros, mas se não for bem amanhã, poderá se despedir da F1 em breve, sorry guy.
Chato, chuva na China
Os brasileiros:
Massa mostrou que é bom de chuva, fazia uma ótima corrida, apesar de ter se classificado tão mal no sábado. Impôs um ritmo forte e fez belas ultrapassagens, mas a Ferrari apagou. Terceira corrida sem pontuar. Claro que a Ferrari é um ótimo time e tem condições para se recuperar, mas dificilmente poderá dar condições de o brasileiro disputar o campeonato. O ano passado foi perdido pelos erros da equipe, esse ano a história se repete, com enredo piorado.
Piquezinho comprova o que todo mundo já desconfiava, não é um bom piloto. Diniz, outro filhinho de papai que resolveu brincar de F1 teve um histórico melhor na categoria. O diretor de TV adorou mostrar as caretas de Briatore a cada *agada cometida pelo pimpolho. O piloto desculpa-se dizendo que não tem o mesmo carro que o piloto espanhol. Concordo, o principal equipamento que o diferencia de Alonso é a peça que segura o volante. Duvido que se mantenha na equipe se não for bem na próxima corrida.
O pódio:
Vettel, primeiro. Webber, segundo. Button, terceiro.
Não há dúvida que o alemãozinho será multi-campeão, fez uma corrida perfeita, partindo de uma ótima estratégia. É do tipo que transforma qualquer equipe em campeã. Sua primeira vitória foi em Monza em 2008, sob chuva, com uma Toro Rosso, ex-Minardi. Hoje deu a primeira vitória à Red Bull, ex-Jaguar, com um carro de difusor simples e sem Kers, mas desenhado por Adrian Newey, mago dos carros. Segunda vitória, de muitos títulos que estão por vir.
Webber, leão de treino, como diz Reginaldo Leme, mas que dificilmente consegue bons resultados nas corridas. Hoje seguiu a mesma estratégia de Vettel e foi um bom segundo lugar, sem brilho, como sempre.
Button, com o carro sensação da Brawn GP corria para se manter na briga pelo campeonato, não podia arriscar. Passou Barrichello com problemas de freio e fez uma corrida conservadora, não errou e levou a terceira colocação, menos do que o carro poderia render, mas dentro da margem de segurança. Pode ser campeão e salvar a honra britânica, manchada pela mentira do Lorde Sir Hamilton. Simpático, mas que não tem cara de campeão, se conseguir o título, será um dos mais chatos do ano.
Semana que vem tem mais.
Máquina do Mal
Dia para entrar na história
Brawn GP - agora é oficial
Saiu o anúncio oficial da Brawn GP. Tudo confirmado: motores Mercedes e Button e Barrichello nos cockpits.
Sucesso para eles.
Tem até site: www.brawngp.com
Barrichello, o nome certo

Alguns diriam que Rubinho não consegue fazer milagres, verdade, mas consegue fazer o possível com o que tem nas mãos. Em 2008 tirou leite de pedra da Honda, chegando a emplacar um pódio, nos anos anteriores teve desempenho melhor que Jenson Button, não teve a mesma sorte do inglês, aliás, a falta de sorte marcou a sua carreira.
O carro da ex-Honda foi desenvolvido sob a supervisão pessoal de Ross Brawn durante todo o ano passado, deve ser um bom carro. O modelo 2008 da Honda era ruim porque não conseguia velocidade em reta, espero que a cavalaria alemã ajude a empurrá-lo com mais força, colocando-o na briga entre as equipes do mundo real, abaixo de McLaren, Ferrari, BMW e Renault. Se andar, a Brawn Team não terá dificuldades para encontrar um suporte financeiro que garanta sua continuidade.
Para Bruno Senna não sobrou muita coisa, provavelmente correrá de DTM com apoio da Mercedes, o que não é pouco. Se voar com os carrões alemães, poderá voltar para a F1, senão, vira forte candidato para a Stock nacional. Uma pena. Aliás, palmas para ele, não mentiu quando negava qualquer acerto com o espólio da Honda, quem mentiu foram as revistas e jornais.
Verdade, mentira, verdade ou mentira?
No primeiro programa Pit Stop de 2009, do UOL, Bruno Senna disse com toda a convicção que seus patrocinadores pessoais, Santander e Embratel, não tinham interesse em patrocinar sua entrada na F1, bancando os custos para fazer a ex-Honda entrar nas pistas.
Segundo ele, o Santander já participa da categoria patrocinando a McLaren e a Embratel estava focada em outros investimentos.
Caso o piloto conseguisse uma vaga, teria que negociar para manter os patrocinadores pessoais somente no seu macacão e capacete.
No entanto, não param de pipocar informações que a equipe irá correr, sob o patrocínio de Embratel e Petrobrás, com Button e Senna nos cockpits. A mais nova foi publicada pelo jornal britânico The Guardian, assegurando que as empresas investiriam 22 milhões de euros.
Claro que é preciso vender jornal, mas não acredito que o The Guardian iria arriscar sua credibilidade numa notícia falsa, mesmo assim, a Petrobrás já negou qualquer tipo de acordo com o piloto e com a equipe de F1.
Onde está a verdade? Difícil descobrir. Pelo jeito, certeza só quando os carros alinharem no grid.
Red Bull Bico Fino
A Red Bull apresentou seu carro hoje e surpreendeu. Diferente da tendência das outras equipes, o projeto de Adrian Newey mostra um bico finíssimo que mal parece ter sustentação mecânica para segurar a enorme asa dianteira, dando a impressão que o conjunto asa/bico vai balançar muito.
Mas claro que é preciso respeitar o talento do projetista que sempre inovou e inspirou vários clones. Se der certo, mais uma vez será uma tendência a ser copiada.
Como disse o Fábio Seixas em seu blog, é bem interessante notar como duas equipes que usam motores Renault optaram por soluções extremas. O time francês lançou um bico larguíssimo que mais parece um carro montado com Lego, enquanto a Red Bull foi para o extremo oposto.
Vamos ver no que vai dar.
Filme 120 - Tá difícil
Tchau Gurgel!

Nos deixou, na noite de ontem, um gênio brasileiro. Sua consciência já havia nos deixado a oito anos, vítima de Alzheimer ou da tristeza de ver seu sonho ruir.
João Augusto Conrado do Amaral Gurgel construiu seus carros tendo sempre em mente a inovação, com soluções que os destacassem entre os modelos das grandes marcas.
Antecipou tendências. Quando ninguém pensava em meio ambiente ou energia alternativa, Gurgel construía um carro elétrico. Quando o trânsito não era tão caótico, Gurgel desenhava um carro compacto para as grandes cidades. Quando todos fabricavam carros urbanos, automóveis Gurgel atravessavam estradas de terra e areia, com design off-road.
Como todo gênio, à frente do seu tempo.
Sua empresa faliu, sua marca foi parar nas mãos de um importador de equipamentos agrículas.
Os automóveis Gurgel continuarão circulando ainda por muito tempo, dominando a paisagem na praia e no campo e, nas cidades, ainda é possível ver um BR-800, com mecânica própria, circulando. Um dia, acabam.
Seu exemplo, permanecerá para sempre.
Polaroid ressucita!
A História das Coisas
Acabo de encontrar esse vídeo importantíssimo que devia ser divulgado em todas as redes de televisão e que só não é mostrado porque não interessa às grandes coorporações. Assistam, são 21 minutos que valem muito.
Os espelhos da Ferrari

Silvia Machete
Silvia Machete
Upload feito originalmente por Tomás Rangel
Estou ouvindo pela primeira vez o CD de Silvia Machete. Adorável! Uma voz deliciosa, músicos de primeira, ótimas canções.
Pelas fotos, dá pra sacar que o show dela é um espetáculo.
Todos os créditos para Tomás Rangel, autor da foto, entrem no Flickr (clique na foto) para visualizar o álbum completo.
Aquário de São Paulo
O que isso vai dar?
O que isso vai dar?
Upload feito originalmente por Velhão
Interessante as formas pontiagudas, parece um ouriço, mas sinceramente não sei o que isso vai dar. Mas é uma bela imagem. Tem alguma opinião?
Besouro na flor
Besouro na flor
Upload feito originalmente por Velhão
Quando criança, achava divertido arrancar essas flores do caule para sugar seu néctar. Dessa vez, cheguei atrasado.
Fotografia: filme ou digital?
Essa discussão foi muito debatida por um tempo, fotografia digital ou analógica? Em princípio não concordo muito com essa classificação "digital" e "analógica", porque simplesmente não dá pra taxar os métodos dessa forma absoluta. Prefiro diferenciar pelo que realmente diferencia um tipo de câmera de outro, ou seja, um essencialmente captura a imagem através de um processo físico/químico, com filme e processo de revelação e outro captura através de um processo físico/eletrônico, transformando sinais digitais em imagem. Pronto! Vou chamar foto digital o novo processo e foto com filme o processo clássico. Mas a essa altura, ficou cansativo discutir sobre qual é a melhor, apesar de as opiniões não terem chegado a um consenso, provavelmente nunca vão chegar. O que vale é saber se a nova tecnologia irá substituir completamente a outra.São Paulo - 1943
Todo paulistano pode reconhecer os lugares, as praças e até a lojas, a cidade é a mesma, mas o duro é comparar as imagens com o que vemos hoje.
Assista os 15 minutos de vídeo com atenção. Vale a pena.
Fringe, enquanto Lost não vem

Vídeo legal
Fotógrafo...

Foi emocionante
Ontem, com a pole, gritei. Hoje, torci muito, desde a largada. Me emocionei quando o Vettel foi pra cima do inglês e berrei de desespero quando o Glock foi ultrapassado, lento com o pneu errado.
Como todo o torcedor, achei marmelada. Depois a calma trouxe a razão.
Mas o mais importante foi experimentar novamente essa emoção de torcedor, que a tanto tempo não via um piloto brasileiro com reais condições de disputar um título.
Obrigado Massa, meu coração teve um belo exercício. Mais sorte no próximo ano.
Adoro rádio!
Escrevi várias frases para começar esse post, mas a que ficou, com apenas duas palavras e um acento, é suficiente para expressar o que sinto por esse maravilhoso meio de comunicação/aparelho/magia.
Cresci ouvindo Zé Béttio, o Chacrinha das ondas paulistanas, ria com os baldes de água e aquele som sempre me fazia acordar animado para a escola.
Viajava nas histórias policiais do Gil Gomes, almoçava com Barros de Alencar. Não esqueço do jingle "Barros de Alencar, vai apresentar, as sete mais do dia, as sete campeãs..."
Ouvi muito o Programa Silvio Santos no rádio, sempre animado, distribuindo prêmios para quem conseguisse telefonar e comentando as fofocas dos artistas com seu parceiro Nelson Rubens.
Me emocionei muito com as cartas vespertinas do Eli Corrêa.
Rádio era só AM. A FM veio depois, com uma proposta diferente, explorando a qualidade sonora com as músicas. Programação jovem. Todo o locutor de FM tinha um timbre de voz parecido, mais cool.
Saudade da Rádio Cidade. Fiz fila no orelhão para pedir música.
Depois da novidade, veio a segmentação da programação. A rádio do esporte, a que só toca notícia, a rádio rock... Ficou mais fácil.
Mas logo a praga da programação evangélica dominou o dial. Nada contra a religião, só não gostei de ver minhas estações preferidas sucateadas, transformadas em megafones de pastores.
O pior é que com tanta grana, os gritos ficaram ainda mais altos e claros, interferindo nos sinais das pobres coitadas que ousavam resistir.
Ficou ainda mais difícil girar a sintonia com a invasão de aparelhos chineses. Não adianta mais escolher rádio pela marca, aqueles Transglobe ficaram para trás, agora é quase tudo xing-ling, barato e ordinário.
MOTORADIO não existe mais, dizem que mudou de nome por causa da gigante americana que fabrica celulares. Mas seu DNA está vivo nos rádios MOTOBRÁS, fabricados pela Audiomótor Comercial e Industrial Ltda em Brasópolis-MG.
Recentemente presenteei minha mãe com um aparelho 7 faixas. Comprei procurando o melhor, mas levemente desconfiado que a qualidade não fosse a mesma do passado, já que tudo hoje em dia é movido por peças orientais-de-qualidade-duvidosa. Me surpreendi, aquele estilão ultrapassado está lá, num bege brega brilhante (poderia ser preto fosco ou um black piano moderno), mas com uma qualidade de recepção incomparável, deu pra ouvir transmissões da Inglaterra, França e Congo sem grandes dificuldades, durante o dia.
Voltei para a loja para garantir outro aparelho para mim, feliz por saber que pelo menos uma das grandes marcas do passado ainda resiste bravamente, apesar das crises financeiras e concorrência desleal dos lixos importados.
Acesse http://www.motobras.com.br/ .
Clip-clone!
Com menos sucesso, mas com uma constelação de estrelas, incluindo Tom Jobim, Nara Leão, Rita Lee, Chico Buarque, Roberto Carlos e até o gigante Tim Maia, entre outros igualmente grandes, o Brasil produziu seu clip-clone "Chega de mágoa", numa campanha para levar água para o nordeste. É divertido revê-lo no Youtube, se não para matar as saudades, pelo menos para lembrar do visual da época, com cabelão, gel e ombreiras.
Omelete TV
Muito bem produzido, com uma qualidade HD que salta aos olhos acostumados com YouTube, o programa faz parte da grade da Enxame TV.
Aqui segue o primeiro, se gostar, entre no site e veja os outros.
China, chatinha...
Quem acordou para ver a largada e cochilou depois, não perdeu muita coisa. O GP da China foi um dos mais chatos do ano, um banho de água fria sobre as emocionantes atuações desde a Bélgica.
Hamilton largou na frente e dominou a primeira posição, Raikkonen e Massa atrás só tinham carro para manter a posição da largada, no final, trocaram. A disputa vem para o Brasil, com sete pontos de vantagem para o inglês que deve confirmar o título com tranqüilidade.
Barrichello mostrou mais uma vez porque merece não só correr na próxima temporada, mas ter um excelente carro. Chegou em 11º com uma Honda que anda menos que um DKW.
É difícil entender como um piloto medíocre como Kovalainen está correndo numa equipe de ponta como a McLaren. Sua atuação foi mais uma vez vergonhosa, se o poderoso chefão quisesse vencer a Ferrari na disputa por equipes, deveria ceder o lugar para Barrichello.
Piquet fez o papel esperado, conseguiu um pontinho na 8ª posição, largando em 10º. Seu companheiro, que está acima de todos os outros do grid, chegou em 4º. Bastante criticado, mas foi o melhor estreante brasileiro na F1, marcou mais pontos no ano de estréia. Sinceramente espero sua renovação para 2009 e que esse ano de experiência, correndo ao lado de Alonso, tenha servido como escolinha para melhores resultados.
Interlagos é a corrida de Massa. Em 2006 foi soberano e em 2007 foi obrigado a entregar a vitória para o companheiro. Disputando o título, deve repetir a atuação e contar com Hamilton chegando no máximo em 6º, algo tão improvável como cair uma chuva de sapos em Interlagos.
O mais chato desse resultado é que no balanço geral, o brasileiro foi melhor que o inglês. Enquanto Massa foi prejudicado pelos vários erros da equipe, o mais famoso foi a falta do pirulito em Cingapura, Lewis sempre teve um carro e uma equipe impecáveis, tropeçando só nos próprios erros.
Velhão no Pit Stop
Barrichello admite aposentadoria
Diante do silêncio da Honda em relação à sua renovação de contrato e das poucas vagas disponíveis para correr na próxima temporada, Rubinho admitiu que há uma "remota" chance de se aposentar da categoria no próximo ano.
Caso isso realmente aconteça, será o final de um ciclo de um dos melhores pilotos que a F1 já conheceu, mas que nunca teve a real chance de conquistar um campeonato.
Barrichello é jovem, experiente e atleta capaz de se dar bem em qualquer categoria do automobilismo. Mas sinceramente espero que consiga assegurar sua vaga na F1 e poder continuar mostrando, pelo menos nas corridas com chuva, como se pilota de verdade.
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