Barrichello admite aposentadoria

Diante do silêncio da Honda em relação à sua renovação de contrato e das poucas vagas disponíveis para correr na próxima temporada, Rubinho admitiu que há uma "remota" chance de se aposentar da categoria no próximo ano.

Caso isso realmente aconteça, será o final de um ciclo de um dos melhores pilotos que a F1 já conheceu, mas que nunca teve a real chance de conquistar um campeonato.

Barrichello é jovem, experiente e atleta capaz de se dar bem em qualquer categoria do automobilismo. Mas sinceramente espero que consiga assegurar sua vaga na F1 e poder continuar mostrando, pelo menos nas corridas com chuva, como se pilota de verdade.

Tchau Paul

O mundo ficou mais triste sem Paul Newman. Ator fantástico, apaixonado por corridas, criou uma empresa de alimentos só para ajudar as pessoas. O cara.
Essa cena gravou sua imagem para sempre na minha memória. Tchau Paul.

Caiu a bolsa?

A dança do siri costumava incomodar demais os repórteres da Globo. Era engraçado, mas era uma bobeira inocente.
Os americanos são muito mais ousados, numa reportagem falando da queda da bolsa, um casal roda a bolsa atrás.
É de morrer de rir.

Barrixelo?

Esse vídeo é antigo e muito conhecido, quando o garoto Barrichello faz uma pergunta para o campeão Ayrton Senna, no Roda Viva da TV Cultura. Vale a pena rever.


Blog do Saramago

José Saramago é meu autor moderno preferido. Já teve um blog, encerrou por falta de tempo, agora iniciou um novo, baseado no site da Fundação José Saramago, uma boa opção para sabermos o que está saindo do seu caldeirão. Uma vez no site, procure o link para "O Caderno de Saramago".
Visitem: http://blog.josesaramago.org/

Conhece o iGoogle?

Na briga entre Google e Microsoft, fico do lado da Google. Empresa jovem que busca oferecer aplicativos para as pessoas, ganhando em publicidade. Enquanto a outra gigante cresceu vendendo licenças de software, num negócio tão vantajoso quanto ter licença para imprimir o próprio dinheiro.
Essa disputa nos dá opção de escolha, ao invés de ficarmos reféns da empresa de Bill Gates.
A pouco testei o Google Chrome e gostei muito, um navegador leve e eficiente. Quem quiser, basta baixar em http://www.google.com/chrome
Mas o que gostei mesmo foi o iGoogle. Uma página inicial que pode ser configurada do jeito que bem entendermos, acrescentando informações, temas, jogos e mini aplicativos. Acesse www.igoogle.com , faça sua personalização e seja feliz. Ah, é preciso o seu login do Google.

Balanço de Monza

Vettel é tudo isso mesmo. Apostava que estava largando só com o cheiro do combustível. Nada disso, o cara teve talento para superar o maior feito de Ayrton Senna, aquele 2º lugar com uma Toleman sob o aguaceiro. Aos 21 anos, ganhou em Monza, sob chuva, com a ex-Minardi. O que estão colocando na mamadeira dos alemães?

Massa criou uma dúvida. Não sabemos se ele foi muito bem, levando uma fraca Ferrari para o 6ª lugar, ou se foi muito mal, chegando só em 6º com uma Ferrari. Como Raikonen também se arrastou, não oferecendo resistência a Hamilton que a poucos dias o havia chamado de covarde, a impressão que tenho é que a Ferrari mais uma vez decepcionou em casa.

Hamilton lembrou Senna na chuva. Mostrou que tem o que o finlandês não deve mesmo ter, além de muito talento. Seu ponto fraco é a impulsividade em excesso, não consegue se conter, arrisca-se demais. Pode errar a qualquer momento, jogando o campeonato fora, como fez no ano passado.

Galvão deixou escapar que Barrichello está negociando com a Williams. Gosto do Rubinho, o cara é tão bom que ganhou corrida do Schumacher, dentro da Ferrari e contra a Ferrari, ao mesmo tempo. Merecia ter corrido na Williams na época em que a equipe podia render alguma coisa, agora não sei se é uma boa opção. Para mim, o lugar ideal seria na McLaren, ajudando a desenvolver aquele carro que, se tivesse um bom piloto acertador, ganharia todas as corridas.

Pelo que mostrou até agora, Piquet deve voltar para a barra da calça do papai. Com um desempenho desses, se continuar na F1 será como coadjuvante, como já foi o sobrinho do Fittipaldi.

Engraçado como as esperanças brasileiras na categoria vão minguando, pensei que o filho do campeão era tão bom quanto a cria da McLaren. Deve seguir o caminho do Pizzonia, correndo para um time de 2ª divisão.

Vettel

Vettel promete ser o sucessor direto de Schumacher. É bom. 
Quando chegar a uma equipe grande, pode ser imbatível, o que não é tão bom.
Prefiro a F1 atual, disputada ponto a ponto.

Massa na água

Insistem em dizer que Massa é ruim de chuva. Não concordo. Apesar de ter se mostrado pouco competitivo nas temporadas anteriores, o piloto brasileiro mostra que evoluiu muito, tanto que foi o melhor em Mônaco sob chuva.
Hoje foi o único a melhorar seu tempo debaixo de um temporal, enquanto o queridinho Hamilton não conseguia sair do 15º.
Larga em 6º, deve estar pesado, a melhor estratégia sob o aguaceiro, mas comparando com as posições de largada dos seus rivais diretos na luta pelo título, é pole position.
Amanhã a corrida promete muito, se chover como nos treinos, será histórica. Ninguém lembra de uma corrida no templo italiano com chuva.

Futebol anão


Até quando vamos ter que engolir a seleção de Dunga? Achei que depois da vitória contra o Chile o time teria se redimido, então adiei meu sono para ver o futebolzinho que a seleção apresentou contra a Bolívia que, de tão fraca, perderia até para o Ipatinga. Assistir programa político obrigatório é melhor do que ver jogo da seleção.

09/09

No dia 08/08/08 às 08h08 começaram as Olimpíadas da China. Não sei o que vão fazer no dia 09/09/09 às 09h09, mas têm um ano pra pensar.

Administrando o tempo e as emoções

Hoje o dia foi muito legal. Um encontro na Casa da Ilha, no Parque da Cidade, para falar do tempo e das emoções. O assunto foi interessante, mas bom mesmo foi poder conhecer novas pessoas como a Conceição, a Sandra, a Rosélia, a Cacilda. Ouvir e contar histórias, trocar emoções. O ambiente não poderia ser melhor, com orquestra da natureza.

Estou jogando...



Metal Gear 4 - Com esse título, jogo de videogame passa a ser considerado uma forma de arte. Joguei os títulos anteriores da série, menos o 3º, mas não sou um especialista que sabe todos os detalhes da história. Essa edição me viciou, surpreende-me a cada momento com a história e com a qualidade do jogo, impressionante em todos os detalhes.



És mãe gentil dos filhos dessa pátria?

Nossa liberdade está sendo podada dia-a-dia e ninguém reage. Tudo está sendo proibido e todos se calam.

Os competentes políticos de Brasília, quando presentes na câmara, resolvem proibir. Tentando resolver os problemas sociais na base da canetada, desenhando para o futuro um estado cada vez mais tirânico e autoritário.

Exemplos? Aos montes!

Um lunático entra num cinema no início dos anos 90 e, de costas para a tela, dispara uma metralhadora contra o público. A polícia investiga sua casa e encontra alguns jogos de computador. Resolve que o sujeito teve uma influência maligna de um jogo, numa análise psicológica mais rasa que um texto de Seleções. Os demagogos já se precipitaram e passaram a condenar qualquer jogo de videogame com tema violento, como se a violência partisse do jogo e não da sociedade. Counter Strike foi proibido a um ano e não consta uma diminuição nos índices de criminalidade por conta dessa proibição e tampouco havia sido registrado antes casos de jovens nerds formando esquadrões para combater nas ruas da cidade.

A pouco estabeleceram a lei seca no trânsito. Quem dirigir com o mínimo de álcool terá sua habilitação suspensa por um ano, mesmo que tenha comido apenas uma banana madura, lavado a boca com Listerine ou cheirado o álcool da limpeza da casa. Se comer uma dúzia de bananas maduras, poderá ir direto para o chilindró, claro que tendo de passar antes por um breve momento de isolamento. Mas era preciso uma lei tão rigorosa? Claro que não, bastava uma fiscalização efetiva nas bases da lei anterior. O que acontece agora é que a pressão da Rede Globo força a produção de fatos para justificar a mão de ferro da lei, então é preciso sair às ruas para pegar meia dúzia de incautos, sempre sob as lentes da TV. Será que sem a pressão da imprensa a fiscalização será tão rigorosa e os efeitos da lei tão aparentes? A queda dos acidentes e mortes festejados após a lei seca me soa com um falso produto midiático, tamanho o empenho da Rede Globo em divulgá-los dia-a-dia. A lei seca é uma proibição desnecessária, bastava a fiscalização.

Acabei de ver na TV Gazeta (eu assisto!) que pretendem estender a lei seca para os remédios. Ou seja, se você tem um pequeno problema de pressão e toma algum medicamento, terá motivos para sofrer ainda mais e aumentar a dose, pois estará impedido de dirigir. Aliás, caso tenha acordado com uma dor de cabeça, melhor sair dirigindo com dor, ou medicado, mas pendurado num ônibus. Proibido dirigir sob medicação.

Assim, não espanta se essa proibição no trânsito aumentar ainda mais. Não duvido se em pouco tempo não proibirem os gordos, os altos, os feios, os pobres, os que usam óculos, os com mais de 50, etc. Deslocar-se de carro será privilégio de poucos.

Em nenhum momento avaliam que ao invés de proibir é preciso educar. Tratam o povo como gado, guiando as ações das pessoas na base da lei, escrita por quem não tem moral ou cultura, muitas vezes copiada de modelos estrangeiros. Ninguém reage, todos se deixam levar, manipulados pela opinião de uma emissora de TV.

Não aceito leis que proíbam, antes de ações educativas. Proibição é a contramão da evolução.

Imperdível

Na estréia de CQC esse Blog já previa o sucesso do novo programa.
Agora o humor mordaz da turma bolou um novo formato que está atraindo telespectadores para os finais dos programas políticos obrigatórios, quem ainda não viu, sintonize na Band ou corra para o Youtube.

Grande salto



Não estou acompanhando as olimpíadas, fico sabendo uma vez ou outra de algum resultado, afinal não dá pra ignorar os bombardeios da imprensa. Não é chatice minha, só incompatibilidade de horário de quem precisa bater o cartão em horário comercial.


Mas a história de Maurren Maggi é emocionante. Uma atleta promissora que estava prestes a virar celebridade, recebendo até convites da Playboy, cai no ostracismo por ter sido pega com dopping, se afasta dos holofotes, tem uma filha, caminha para o esquecimento. Depois de anunciar o fim da sua carreira, resolve voltar e treinar com muito mais garra. Recupera-se, conquista o ouro em Pequim.


Dar a volta por cima e conseguir a superação mostra que a garota tem fibra de campeã, não só no esporte, mas na vida. Parabéns Maurren, sua vitória hoje foi exemplo para todos nós.

Wii, mais um para a família


Está fazendo uma semana que um novo membro entrou para a família, o Nintendo Wii, trocado pelo XBox 360. Comemorei a troca. Apesar do X360 arrebentar nos gráficos e ter jogos fantásticos, resolvi apostar na novidade da Nintendo para essa geração, a jogabilidade.

Não é à toa que Nintendo Wii vende que nem pão quente, é muito divertido jogar com o novo controle. Gostei também de poder comprar games clássicos, grandes títulos de várias plataformas estão disponíveis, Nintendinho, Super NES, Mega Drive, Master System, Neo Geo, Turbo Grafx, etc.

O game que acompanha o pacote, Wii Sports, já é suficiente para muito tempo de diversão. Cansei o braço nas partidas, quem sabe assim dá pra eliminar a gordura do tchauzinho.

Quem ainda não gosta de videogame, não experimentou o Wii.


Os mais difíceis

Jogos de videogame para macho, daqueles que esfolam o dedo e que dão vontade de jogar o controle longe. Esqueça Metal Gear, Halo ou God of War, esses são filminhos divertidos perto de games da geração 8bits e 16bits. Concorda com a lista?


Massa...

Tá, a notícia já é velha, muita gente sentiu pena do coitado, afinal, ter um motor quebrado depois de fazer duas lindas ultrapassagens na largada e quando liderava uma corrida que lhe daria uma grande vantagem no campeonato é muito triste, até quem não torce para o brasileiro lamentou.
Mas pouca gente teve a oportunidade de ver o motor da Ferrari estourando com a câmera onboard do carro de Felipe Massa. Sua reação batendo no capacete diz tudo, vale a pena conferir:


Ferrari Califórnia





Para divulgar seu novo carro, a Ferrari produziu um belo site. O filme publicitário é maravilhoso, mas com um detalhe interessante, foi totalmente produzido em computação gráfica, com a engine do novo Gran Turismo 5, título a ser lançado para o Playstaton 3.


Para conferir, clique em http://www.ferraricalifornia.com/


O interessante dessa história é perceber o quanto o videogame evoluiu, a ponto da mais tradicional fabricante de obras de arte sobre rodas utilizar essa ferramenta para divulgar um novo modelo.


Quem ainda acha que videogame é sinônimo de Mega Drive e Super Nintendo, melhor atualizar seus conceitos.

Veloz e fraco



Na Alemanha Fernando Alonso se classificou bem com sua Renault, um feito largar em 5º com um carro pouco melhor que a Honda. Mas levou várias ultrapassagens e rodou sozinho numa curva. Chegou em 11º, posição normal para o carro que tem.


Seu companheiro de equipe, Nelsinho Piquet, se classificou muito mal, na 17ª posição, não conseguiu encaixar uma volta rápida, apesar de ter conseguido um bom acerto de carro, copiado pelo campeão espanhol. Traçou uma estratégia conservadora, com o tanque cheio até a boca ultrapassou quando pôde e, no meio da corrida, estava em 12º, quando parou para reabastecer. Deu sorte com a entrada do safety car e depois da corrida voltar ao normal estava na terceira colocação. Manteve-se frio, herdou a primeira posição, mas soube entregá-la para Hamilton que estava muito mais rápido. Chegou em segundo lugar, excelente resultado para um garoto estreante que estava desacreditado pela própria equipe. Na Alemanha, Piquet foi melhor que Alonso.


Mas o asturiano insiste em desdenhar de seus companheiros de equipe, falta-lhe humildade para reconhecer seu próprio fracasso. Forte nas pistas, fraco no relacionamento interpessoal. Sua fraqueza lhe tirou a oportunidade de ser campeão em 2007 e de estar na liderança do campeonato 2008, numa McLaren. Seu desejo mais profundo é ser um Schumacher na Ferrari, sem companheiros que o ameacem.


Alguém precisa lhe dizer que a Fórmula 1 é um esporte de equipe e que Schumacher e aquela Ferrari já não correm mais.

O Cavaleiro das Trevas


Sempre gostei mais do Batman dos quadrinhos, completamente diferente da imagem rechonchuda do antigo seriado de TV ou do ator pobre coitado entalado numa armadura de borracha, como aparece nos filmes. O Batman dos quadrinhos é um cara mal humorado, um detetive aguçado que levou seu corpo ao limite da força humana, mestre de artes marciais, perturbado pelos fantasmas do passado e desafiado pela loucura de um cara ainda mais maluco, o Coringa.
A série "O Cavaleiro das Trevas" de Frank Miller foi um marco para a história dos quadrinhos, trouxe o personagem envelhecido, lutando para trazer alguma ordem a uma sociedade caótica, enfrentando um Coringa maluco ao extremo. Uma obra de arte.
Desconfiei quando vi o título do novo filme do Batman, sabia que não seria uma reprodução da obra de Frank Miller, mas que poderia ser uma boa continuação do bom "Batman Begins". Fui para o cinema como o espírito desarmado, sem expectativas, só para me divertir.
Me surpreendi, o novo Batman das telas soube aproveitar todos os elementos dos quadrinhos, sem banizá-los. Não é a reprodução de Frank Miller, mas tem um ótimo roteiro, que fisga o espectador do começo ao fim, com cenas de ação alucinantes e todas as explosões que Hollywood sabe fazer.
Vale a pena.

Detalhe: A tempos que não via o público aplaudir um filme no final.

Sonho de Consumo


Imagine um aparelho que seja uma central de entretenimento na sua sala, ligado diretamente no seu televisor de alta definição e acessível através de um controle sem fio, que possa ler todas as mídias disponíveis, CD, DVD, MP3, AAC, DiVX, MPEGs e até Blue-ray, o novo formato de filmes em alta definição. Com ele também é possível armazenar todas suas mídias digitais como as fotos, os vídeos e as músicas, seja através dos diversos formatos de cartões de memória, seja através de conexões USB. Também pode acessar a internet, por conexão sem fio, navegar livremente e até ver os vídeos do YouTube. Dá pra formar uma comunidade com todos os que têm esse aparelho, podendo trocar mensagens e conversar através de um headset conectado por Bluetooth (de qualquer marca), unindo pessoas de qualquer ponto do planeta. Ah, esse aparelho também é um poderoso videogame da mais nova geração, com jogos ultra-realistas que podem ser jogados online, sem nenhuma mensalidade ou taxa de adesão. Tudo isso com a qualidade da marca Sony e por um preço bem menor do que um simples reprodutor de Blue-ray.

Ah, tem um design lindo, com acabamento em black piano que não faz feio em nenhum lugar.

Esse é o Playstation 3. Não dá mais pra dizer que é um videogame e muito menos um brinquedo para a criançada.

La Pizza, boa noite!

- La Pizza boa noite!

- Oi Eliana, tudo bem?

- Tudo bem!! Como vc. Vai?!

- Ótimo, tudo tranqüilo!

- O que você vai querer hoje?

- Ah, pra variar, me manda uma pizza de muçarela.

- Tá bom, vai precisar de troco?

- Não, hoje o dinheiro ta contadinho.

- Então daqui a pouco ta chegando.

- Obrigadão, tchau!!

Por onze anos falei com a Eliana, pelo menos uma vez por semana, pedindo uma pizza. Essa fidelidade criou uma certa amizade, daquela que dá pra adivinhar se a pessoa está bem ou não pelo tom da voz, mas nosso papo sempre se resumia a isso, um pedido bem atendido. Estava sempre disponível, de domingo a domingo, sempre quando dava aquela fome de pizza e nenhuma vontade de ir para o fogão. Me acostumei com sua voz, com seu lindo acento nordestino, com sua simpatia. Gostava de ser atendido por ela, sabia meus gostos, cheguei a desistir de um pedido quando por um resfriado ela não pode trabalhar.

Hoje uma voz estranha atendeu o telefone:

- Boa noite, tudo bem? A Eliana está de férias?

- Bem (pausa), ela saiu de férias... (pausa).

- Ah, então ela fugiu do frio para ver os pais no Piauí?

- Sim (pausa)

- Tudo bem?

- A Eliana morreu. Viajou para o Piauí, mas não chegou. O carro quebrou, pararam no acostamento e uma carreta atropelou a todos. Nenhum sobrevivente.

A pizza ganhou um sabor amargo e triste. Tchau Eliana! Obrigado por tudo.

Para inaugurar o mês...



Reparei agora, nenhum post em julho! Fala sério, vou me demitir!! Mas falar o quê? Não tenho muitas novidades, estou em contagem regressiva para uns merecidos dias de recesso, vou adorar acordar depois das 9h com esse friozinho gostoso.


Gastei a maior parte do meu tempo no final de semana jogando Grid, simplesmente o melhor game de corrida já produzido. Os gráficos são fantásticos, a física perfeita, uma quantidade absurda de categorias e carros. A Codemasters, empresa que produziu Grid, já mostrou que é a melhor produtora de games de automobilismo quando lançou Toca (1, 2 e 3) para a geração passada de videogames (pra quem não sabe, Xbox, PS2, Gamecube e Dreamcast), com Grid melhorou ainda mais a dinâmica do jogo, tornando o jogador não só um piloto, mas também um chefe de equipe com todas as estratégias de contratação de pilotos e patrocinadores, tudo ao mesmo tempo. Um barato! Esse título é a excelência dos games de corrida e ainda dá uma baita satisfação por saber que a Codemaster está preparando o próximo título de Fórmula 1, multiplataforma.

As imagens acima são do game rodando de verdade. Um espetáculo visual a uma velocidade alucinante, o que me faz ter certeza que não haverá uma próxima geração de videogames, afinal, como vão conseguir avançar ainda mais?

Rádio Velhão

Hino para recomeçar...


Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Ni Le Bien Qu`on M`a Fait, Ni Le Mal
Tout Ca M`est Bien Egal
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
C`est Paye, Balaye, Oublie, Je Me Fous Du Passe
Avec Mes Souvenirs J`ai Allume Le Feu
Mes Shagrins, Mes Plaisirs,
Je N`ai Plus Besoin D`eux
Balaye Les Amours Avec Leurs Tremolos
Balaye Pour Toujours
Je Reparas A Zero
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Ni Le Bien Qu`on M`a Fait, Ni Le Mal
Tout Ca M`est Bien Egal
Non, Rien De Rien, Non, Je Ne Regrette Rien
Car Ma Vie, Car Me Joies
Aujourd`hui Ca Commence Avec Toi

Procure a tradução no Google, vale a pena.

Cinema, pipoca e refri



Hoje vi Wall-e com meu filho. Diversão entre pai e filho: relaxar numa poltrona de cinema e se esbaldar de pipoca e refrigerante, com as mãos amanteigadas brigando por uma nova porção no pacote. Esses momentos são os inesquecíveis, daqueles que devem passar no filminho final.

A animação é ótima, cheia de aventura, comédia e romance, ingredientes para uma boa história. Se puder, não perca.

Óculos

Óculos novos. Sentimentos antagônicos. Legal poder enxergar melhor, ver o mundo com maior nitidez. Tristeza por saber que o tempo passou e o grau aumentou. Tudo bem.

Dona Ruth

Dona Ruth tinha cara de professora primária, daquelas que a gente aceita a explicação sem protestos, tamanha a convicção e a firmeza da sua fala. Sempre pensei que teria sido melhor se tivesse sido ela a presidente, estaríamos livres do espírito megalomaníaco do seu marido. Nem tudo é perfeito.

Um mal súbito a levou, enquanto conversava com seu filho por telefone.

Uma lição para todos, aproveitem a vida com alegria e prazer, sem máscaras. Da viagem, ninguém escapa.

Estou ouvindo


Grande corrida


Corridas em Magny-Cours sempre foram muito chatas, com poucas ultrapassagens e sem emoção. Pior, desde que a Fórmula 1 trocou as retas de Paul Ricard, nenhum brasileiro conseguiu uma vitória no circuito. O GP de 2007 era para ser o último, mas atendendo aos apelos dos franceses, Bernie Ecclestone protelou a despedida para 2008. E que despedida, com vitória brasileira e emocionantes disputas.

Massa dominou todos os treinos e parecia ter a certeza da pole. Mas Raikkonen levou a primeira posição no grid e dominaria até o final, mas esqueceu de dormir de meias e entrou de pés congelados no carro, vítima do improvável, perdeu parte do escapamento. Como campeão também precisa de sorte, Massa ultrapassou o companheiro e levou a Ferrari em primeiro até a bandeirada. Uma vitória que lhe deu a liderança do campeonato e poderá ser o marco definitivo para a conquista do mundial de pilotos. Massa aprendeu com os erros em Melbourne e Sepang, está mais focado e fortalecido, tem o perfil de um campeão, com uma determinação que o impede de dar declarações entusiasmadas e de chorar no pódio.

Atrás da Ferrari, uma Toyota de Jarno Trulli. O italiano ressurgiu numa grande corrida, foi consistente o tempo inteiro e segurou com valentia os ataques de Kovalainen nas últimas voltas. Tomara que esse resultado marque o retorno da equipe na luta pelas primeiras posições, tornará as corridas ainda mais disputadas.

Nelsinho Piquet garantiu seu contrato até o final do ano, deu sorte na classificação largando em nono, enquanto Alonso, seu companheiro, conquistava a terceira posição, de tanque vazio, para fazer bonito no lar da Renault. Correu como gente grande, segurou bonito a McLaren do impaciente Lewis Hamilton, manteve-se o tempo inteiro na pista, sem cometer erros. No final aproveitou a escorregada de Alonso e conquistou o sétimo lugar na frente do espanhol.

Barrichello largou em último, com um dos piores carros do grid, que só é melhor que a Force India. Chegou em 14ª, parece pouco, mas diante das circunstâncias, pilotou mais uma vez como um campeão. Seu companheiro, o festejado Jenson Button, completamente perdido num carro tão ruim, abandonou depois de bater.

Por falar em piloto perdido, o que aconteceu com Lewis Hamilton? O garoto deve estar acreditando no que todos os ingleses e demais puxa-sacos falam dele. Largou em 13º porque foi punido pela histórica barbeiragem que cometeu no Canadá, quis ultrapassar a qualquer custo, cortou uma curva para ultrapassar Vettel e achou que estava tudo bem, seguiu em frente até ser punido com um drive-through que tirou suas chances de pontuação. No final, achou injusta a punição e disse que vai continuar assim: "Nada do que façam me tira o foco. Você pode continuar me dando punições que eu vou continuar batalhando e tentando obter um bom resultado". Então vou esperar mais besteiras pela frente. No seu ano de estréia, Lewis parecia correr como um piloto experiente, até errar feio nas últimas corridas. Neste ano, corre como um novato.

Kubica (me nego a pronunciar como o Galvão Bueno) chegou em quinto, o máximo que pôde tirar da sua BMW, ficou dois pontos abaixo de Massa na tabela do campeonato, ótimo para quem corre de BMW Sauber.

Magny-Cours se despede da F1 em grande estilo, mas não deixará saudades. Espero que Ecclestone realize o sonho de ter o GP da França nas ruas de Paris.

Silverstone, daqui a duas semanas, promete.

Já conseguiu seu copo Beijing 2008?


Como já disse antes, adoro quinquilharias comerciais, mas nesse caso a promoção vale realmente à pena. Quando for ao McDonald's, peça qualquer McOferta mais um McFlurry, um copo de sorvete de baunilha com calda de chocolate e pedaços de Suflair, e ganhe um lindo copo da Coca-Cola. As cores dos copos são as mesmas dos anéis olímpicos, vermelho, verde, amarelo, azul e roxo. Antes dessa promoção, vi copos transparentes da Coca-Cola custando R$8,00.

É muito mais gostoso tomar coca gelada num copo desses, com bastante gelo.

Gosta de música?


Que tal ouvir seu estilo musical de graça e poder compartilhar esse prazer com seus amigos e conhecer novas pessoas com o mesmo gosto?
Experimentei e gostei muito do site www.lastfm.com.br , nem é preciso registro para experimentar. Caso opte pelo login, o processo é bem simples, só pede uma conta de email e nenhuma outra informação pessoal. Dá pra participar de fóruns, mandar sugestões para amigos e tudo mais.
O programa last.fm pode ser baixado para se integrar ao seu player preferido (iTunes ou Windows Media Player) e sugerir músicas de acordo com seu gosto musical.
Estou gostando bastante.

Dia da Imigração

Hoje amanhecemos bombardeados por comemorações em todas as mídias pelo dia da imigração japonesa. Não há dúvida sobre a contribuição dos trabalhadores nipônicos em território brasileiro, em vários setores econômicos. O sucesso que obtiveram se traduz em números e contra os números não há argumentos.

Mas o Brasil não recebeu apenas os japoneses, aliás, todos sabem que fora os nativos indígenas (que dizem ter vindo da Ásia através do Estreito de Bering a milhões de anos), o país é formado por povos imigrantes como árabes, turcos, espanhóis, portugueses, gregos, italianos, enfim, uma infinidade de etnias. Os japoneses se destacam pelas características físicas específicas e, quando misturadas à salada brasileira, dão belíssimas formas, mas não são os únicos e, portanto, não entendo por que tanta distinção.

O Brasil é o resultado de uma soma de povos que se misturou e se multiplicou.

Do outro lado, a União Européia aprovou hoje a polêmica lei de expulsão de imigrantes ilegais que estabelece uma detenção por um período máximo de 18 meses antes da expulsão, além da proibir o seu retorno à Europa por cinco anos. Essa mesma Europa que antes nos enviou seus cidadãos fugindo da fome e miséria do pós-guerra quer enxotar os forasteiros, entre eles cerca de 200 mil brasileiros.

O Japão não é diferente, explora violentamente o trabalho dos brasileiros, mas não os reconhece como cidadãos, não são novidade pra ninguém as histórias de maus tratos e preconceitos contra os estrangeiros na terra do sol nascente.

A realidade mundial é outra, difere do período em que o Brasil abriu os braços para os estrangeiros. A economia industrial não consegue empregar tanta mão-de-obra, os governos não conseguem garantir condições justas para todos. Hoje os imigrantes são eliminados, como se estivessem expulsando ratos do porão. Mas esse agressivo processo de redução populacional pode não ser suficiente no futuro, então outros poderão incomodar, talvez minorias com descartável importância política, até que o processo de eugenização social esteja completo.

Torço para que o dia de hoje não vire uma marca na História.

 

Reforma Ortográfica

Dizem que estudar ortografia é uma perda de tempo. Concordo em parte.

Antes da forma padrão das palavras, deve-se privilegiar as idéias. Valorizar formas "corretas" pode engessar a criatividade.

Por outro lado, uma palavra escrita incorretamente, denuncia o autor, expõe sua fragilidade, levando o interlocutor do texto a duvidar da competência de quem escreve.

Já me acostumei a ouvir o corriqueiro "Pra mim fazer", ninguém mais questiona o erro nas conversas informais. Mas no registro escrito, não dá pra engolir um texto com uma simples troca de "s" por "c", como em "anciedade", ainda mais com todas as facilidades dos corretores ortográficos embutidos nos editores de texto.

Gosto das palavras, procuro buscar e explorar seus significados. Aprendi suas formas. Estou muito longe de um Pasquale, mas me habituei aos conceitos ortográficos estabelecidos.

Sou contra a reforma por decreto, deixem a língua evoluir por conta própria. Esse decreto atende às editoras, mas é tirânico.

A essa altura do campeonato, me nego a abandonar o trema. Resistirei até a última lingüiça.

BOOM!

Ontem vi Boom com Jorge Fernando. O cara é genial, tem uma energia incrível, humor no grau máximo. Mais do que isso, dá toques maravilhosos e provoca todos a repensarem suas vidas.

Antes dessa experiência, simpatizava com o cara, agora percebi que Jorge Fernando é um ser iluminado.

A malandragem ficou culta

Quando estudante, carreguei edições valiosas de grandes autores numa bolsa comum. Lembro que certa vez retirei um belíssimo exemplar de Gil Vicente da biblioteca da PUC, só para mostrar para meus alunos e tentar despertar neles alguma paixão. Era uma encadernação luxuosa, com letras góticas desenhadas à mão, com tinta dourada, até hoje não sei como me deixaram sair com aquela obra de arte. Claro que devolvi no dia seguinte, com medo de danificá-lo. Mas quando me perguntavam se não tinha receio de andar pra cima e pra baixo com livros, respondia que não tinha perigo algum, afinal, num país como o nosso, quem se importaria em roubar literatura?

Hoje, bandidos entram de cara limpa na Pinacoteca e embolsam (literalmente) as obras de arte. O Brasil mudou. A malandragem ficou culta.

Nada como um dia atrás do outro

Em março, Massa era tido como figura a ser descartada da Ferrari, chegaram a anunciar alguns substitutos, ainda para esse ano, tudo porque rodou e atolou seu carro, forçando mais do que devia para chegar perto do seu companheiro Raikkonen.

Deu a volta por cima, dominou a maioria das corridas e teve a melhor performance entre os concorrentes na disputa por pontos.

Hoje não foi diferente, largou em sexto, teria grandes chances caso a equipe não se atrapalhasse com seu abastecimento, caiu e fez uma corrida de recuperação. Deu show ultrapassando Barrichello e Kovalainen na pior curva do circuito, parou no pit de novo, voltou a ultrapassar e chegou em quinto, evitando forçar uma ultrapassagem na última volta e a arriscar os quatro pontos valiosos para o campeonato.

Enquanto isso, o queridinho Lewis Hamilton que realmente mostrou muito talento no ano de estréia, mas também fez grandes bobagens, nunca teve sua posição ameaçada, ao contrário, destronou seu companheiro, o bi-campeão Alonso. Ganhou a primeira corrida do ano, mas nas outras corridas não conseguiu os resultados esperados de uma McLaren. Apesar de estampar o muro em Mônaco, deu sorte e ganhou a corrida mais charmosa do campeonato. Nesse final de semana foi perfeito, liderou em todos os treinos e cravou a pole com larga vantagem. Fazia uma corrida perfeita até cometer a maior barbeiragem já vista nos últimos tempos, simplesmente enfiou o carro na traseira da Ferrari de Raikonnen enquanto o finlandês aguardava o sinal verde para deixar o Box.

Já foi punido, perde 10 posições na próxima corrida e mais nada. Ninguém questiona sua competência.

Lewis Hamilton é inglês. Felipe Massa é brasileiro.

Está demitido!!

Acabo de ouvir Roberto Justus na rádio UOL. Não sabia? O empresário/apresentador extrapolou seu perfil megalomaníaco e resolveu gravar um CD. A impressão é de ouvir um tiozinho orgulhoso com seu novo aparelho de karaokê, falta talento, falta voz, falta tudo. Mas ele pode bancar a brincadeira de gravar um CD, com divulgação, enquanto muita gente boa fica de fora do mercado fonográfico.

Quem não ama os Beatles?


Quem não conhece.

Beatles são clássicos. Sinto pela garotada presa às ondas do rádio movido pelo jabá que deixa de conhecer músicas imortais. Mas sempre é tempo de abrir os ouvidos.

Acabei de assistir a um dos filmes mais sensíveis, belos e emocionantes dos últimos tempos, ACROSS THE UNIVERSE.

É um músical, e daí? É maravilhoso, atores/cantores afinadíssimos apresentam uma gostosa história de amor, cantando em lindas cenas as grandes canções dos Beatles. Para empolgar ainda mais, Bono (U2) faz uma participação especialíssima. Ambientado nos efervescentes anos 60 (nos EUA, claro), retrata com um interessante olhar os conflitos pessoais, as crises políticas, as drogas e a guerra do Vietnã.

Corra para a locadora, garanta sua cópia. Aproveite o clima do dia dos namorados, com esse friozinho e um grande balde de pipoca.
Aumente o som e desperte a inveja dos vizinhos.


Sonhos impossíveis


O New Beetle está fazendo 10 anos. O Hot Wheels está fazendo 40 anos. Então, todos os quarentões já brincaram alguma vez de Hot Wheels, certo? Muitos são colecionadores. E quantos gostariam de ter um New Beetle com o jeitão de um carrinho da Hot Wheels?

Há quem possa, pelo menos 240 felizardos poderão adquirir essa série especial e limitadíssima do "carrinho" e, caso queira se contentar em ter apenas a versão mini no tamanho 1:64, a tarefa também não é fácil, só pode ser adquirido pelos colecionadores cadastrados no site Hot Wheels Collectors, a partir de amanhã, 03/06.

Mais detalhes, entre no site http://www.beetlehotwheels.com/

Fim de temporada

A temporada das minhas séries americanas favoritas chegou ao final. Vai ser difícil esperar pelo retorno de House e Lost, ambos em quarta temporada reduzida pela greve dos roteiristas.
Não vou entrar em detalhes pra não estragar as surpresas de quem ainda não assistiu, mas segue um clipe especial com o som da banda Iron & Wine, com a linda balada Passing Afternoon, um tributo à personagem mais interessante da temporada de House.



Peter Pan - Culturamix


Sexta-feira tive o prazer de acompanhar o espetáculo infantil "Peter Pan" do grupo Culturamix de São José dos Campos. Maravilhoso, cenário caprichado, figurino impecável, atores afinados, texto redondo. Um ótimo programa que agrada não só as crianças, faz com que todos viagem juntos à Terra do Nunca.

Word 2007





A primeira impressão que tive do pacote Office 2007 foi horrível, simplesmente detestei, não conseguia fazer o que já estava acostumado com vários anos de prática, me senti completamente perdido com um os menus tão diferentes. Mas fui obrigado a me acostumar, afinal, não dava pra pedir para deletarem e reinstalarem o Office 2000 no PC do trabalho, tinha mais é que agradecer por ter uma máquina melhor para trabalhar e o remédio foi tentar reaprender tudo de novo, tirando as dúvidas com o F1.


Não precisou de muito tempo para reaprender a usar o sistema e a enxergar suas vantagens. Pior, já não queria mais usar meu velho Office 2000 instalado na minha casa, sentia falta dos novos recursos e, apesar da atualização que permite visualizar os arquivos do novo sistema no antigo Office, é sempre complicado ter que conviver com dois formatos diferentes.


Então, resolvi aproveitar a promoção da Microsoft, com o Office 2007 Home and Student sendo vendido a R$199. Bem mais barato que o preço normal e com a segurança de poder usar um software original, com direito a atualizações e todos os recursos do Office online.


A surpresa, que não tinha percebido no PC do trabalho, é que o novo Word 2007 permite postar diretamente no blog. Gostei e aproveito para testar agora.

Mania didática

Terminei o texto anterior com uma referência intertextual. Como tenho um insuportável senso didático, contrário à arte poética, indico o poema "A mosca azul".

Mais uma do garoto




Ontem, depois de um longo dia de trabalho, desanimado depois do feriadão, corri para buscar meu filho de oito anos na escola, tarefa que faço todos os dias com o maior prazer.

Chego e encaro a cara grave da professora, me chamando para conversar reservadamente. No caminho vejo meu filho com a cara escondida na parede, bradando um "Agora estou ferrado!".

A conversa não é nova: "O menino é muito inteligente, mas simplesmente não quer fazer nada. Ao invés de copiar da lousa, fica brincando com o que tem à mão. Quando chamo sua atenção, responde que fazer cópia é um saco! Estou impedindo que ele participe de outras atividades, como a aula de informática e as brincadeiras do recreio, para que perceba a gravidade da sua atitude".

Seu rendimento escolar é superior à média da classe. Em casa está sempre lendo, atento, curioso quando encontra uma palavra nova. Expressa-se bem. Tem deduções surpreendentes para um garoto da sua idade.

Concordo com ele, fazer cópia da lousa o tempo inteiro é um saco! Qualquer um concorda e sabe que esse estilo de educação é ultrapassado na vida moderna, vai contra o ideal da educação, que deveria estimular no aluno a vontade de descobrir. O professor ideal é aquele que sabe estimular e orientar o aluno na sua jornada pelo conhecimento.

Mas, a realidade é outra e a escola continua com sua tradição retrógrada. Qual o meu papel nessa situação? Ficar do lado da instituição, cobrar para que ele corresponda, afinal a vida é assim mesmo e nem sempre podemos fazer coisas legais e interessantes o tempo inteiro, devemos também encarar as coisas entendiantes.

Reconheço que peguei pesado na bronca. Cheguei a bradar que caso não se importasse em estudar e quisesse se dedicar às brincadeiras, era melhor então acostumar-se ao cheiro da merda, pois era isso que o futuro lhe reservaria. Desliguei videogame e bloqueei canais infantis. Me chateei. Ele chorou.

Hoje, como tinha certeza que faria, foi o aluno exemplar que a professora queria. Copiou tudo da lousa, ficou quieto, cumpriu com todo o roteiro que era esperado. No final da aula, cobrou: "Professora, hoje eu fui bem?". A resposta não poderia ser negativa.

Quando o encontrei no final do dia, sua empolgação transparecia: "Pai, hoje eu mandei muito bem!".

Claro, filho, nunca duvidei disso. Respondi sem tanta animação, pois nunca quis realmente que entrasse na fôrma e perdesse seu senso crítico.

No caminho, solta a pérola:

"Sabe pai, ontem você pegou pesado, foi grosso comigo, mas eu te perdôo, tá?"

Emendou:

"Você pode ser grosso de vez em quando, mas nunca vou deixar de ser seu amigo!"

Ufa! Não perdi a mosca azul.

Valeu Guga!!


Aprendi a gostar de Tênis com John McEnroe. Adorava ver aquela cara maluco, bravo ao extremo, brigando por cada bola. Sua época passou e fiquei distante, como toda a mídia.

Quando Guga surgiu, em Roland Garros, coincidentemente estava acompanhando as transmissões pela ESPN, mais por causa das irmãs Williams que estavam ganhando tudo naquela época.

Depois de ganhar as duas primeiras partidas, passei a prestar atenção naquele jogador com jeito e cara de surfista, com suas roupas coloridas. Fiquei encantado, o cara fazia mágica com a raquete, colocando a bola onde queria.

Com Guga, Tênis virou paixão. Com ele, todos reviveram aquele orgulho de ser brasileiro, que Ayrton Senna ensinou.

Hoje se despediu, no mesmo saibro e com as mesmas roupas. Não deu pra segurar a emoção.

Valeu Guga!!

Eu vi




Eu vi "Caçadores da Arca Perdida" em sua estréia no cinema!!
Apesar de denunciar a idade, tenho orgulho disso. Claro que naquela época não tinha noção que o filme seria um dos ícones da cultura pop.
Era um domingo chuvoso, num começo de abril de 1981. A censura barrava a entrada a menores de 13 anos e eu faria aniversário em algumas semanas. Arrisquei. Acompanhei minha irmã mais velha, com uns amigos. Minha irmã aturava a companhia, afinal, sem a minha "proteção" o passeio não seria liberado.

Ônibus. Metrô. Avenida Paulista. Cine Astor. Cheiro de pipoca (só o cheiro, o dinheiro contado). Fila de ingressos. Fila para entrar.

- Peraí garoto! Você não tem treze anos!
Tremi.
- Tenho sim, olha minha carteirinha da escola. Nasci em 68!
- Deixa eu ver...
- Ah, não! Você não tem treze anos completos!
Minha irmã interviu:
- Ah moça! Deixa ele entrar, é grandão e vai fazer treze anos daqui a duas semanas...
- Tudo bem...
Ufa! Liberado! Entramos correndo pra encontrar uma fileira livre na sala lotada.

Nos separamos, mas nos acomodamos.

Estrelinhas formando o círculo em torno da montanha. Paramount.

Armadilhas, tiros, corre-corre, fugas, quebra-cabeças, música empolgante, vilões derretendo. Queixo caído do começo ao fim.

Minha experiência cinematográfica era limitada, mesmo assim tive a certeza que aquele era o maior filme de todos os tempos. Tinha quase 13 anos.
Hoje tudo está diferente, nem os garotos de 13 anos são iguais. Mas o herói continua.

Espero que tenha sobrevivido ao tempo.

Tudo pela "arte"


Acabo de ler algumas declarações da atriz Leila Lopes a respeito do seu filme pornô. Leila, que teve uma papel inesquecível como a professorinha da novela Renascer, talvez mais pela beleza do seu rosto que pela força da sua interpretação, fez questão de ressaltar a qualidade do trabalho no novo filme: "Dei tudo de mim, eu me dediquei muito".

Ninguém duvida que tenha dado. E muito.

"Mulé é um bicho burro mermo!"

Clique para entrar!

Calma! Estava navegando por aí e encontrei esse site ótimo, em que mulheres reais, sem conotações machistas ou feministas, expõem suas histórias e têm capacidade de rirem delas. A apresentação dá o tom: "Que mulher nunca se sentiu uma idiota? Quem nunca cometeu uma burrice por causa de um homem que – este, sim – era realmente burro? Como é que nós, mulheres, criaturas tão inteligentes, conseguimos ser tão ingênuas quando nos apaixonamos?"

Acesse: http://www.muleburra.com/mb/

Chama o Ombudsman!!




Final de semana prolongado de quatro dias, viagem cancelada por causa do frio e da chuva. Fazer o quê, puxar o cobertor e curtir aquela TV paga que só o filho vê, com os mesmos episódios dos mesmos desenhos.


Pelo menos vai sobrar um tempo pra aproveitar alguns canais interessantes que sempre passam batido pela correria do dia-a-dia.


Mas, ao ligar a TV, já com o cobertor esticado nos pés, uma tela preta com uma mensagem no meio em fundo azul anuncia: "SEM SINAL".


Puxo o telefone e depois de longos minutos (bota longo nisso), ouvindo mantras da Telefônica, atende o mestre do gerúndio: "Fulano de tal e tal, boa tarde senhor, qual o seu problema?". O meu problema é que a TV está sem sinal. "Como assim, senhor? Qual a mensagem que aparece na TV?" Será que não fui suficientemente claro? A mensagem que aparece na TV é "SEM SINAL". "Ok, senhor, vamos estar fazendo alguns testes. Por favor aperte os botões blá blá blá. O que está aparecendo na tela senhor?" Aparece a barra de sinal em 0%. "Ok, senhor, vou estar transferindo o senhor para o suporte avançado, continue aguardando na linha por favor." Mais quarenta minutos de mantra da Telefônica, torcendo para a linha não cair. "Boa tarde senhor, meu nome é outro fulano de tal e vou estar continuando o atendimento avançado, senhor." Então, rapaz, minha TV está sem sinal. "Ok, senhor, continue aguardando um pouco senhor". Longo silêncio. "Senhor, está chovendo, senhor?" Sim, meu amigo, chove de forma leve, mas contínua. "Senhor, o senhor deve estar ficando sem sinal por causa do mal tempo, ligue novamente quando acabar a chuva." Mas peraí, não está caindo um vendaval, só uma chuva leve e contínua, não é possível que o sistema de vocês não funcione com uma chuva dessas. "Positivo senhor, como disse, volte a ligar quando a chuva acabar." Mais dois dias de espera.


Sábado de sol, durante o dia a TV funciona bem. Mas, noite estrelada e sem uma única nuvem a TV volta com a mesma mensagem azul com o fundo preto: "SEM SINAL".


Ligo e depois de toda a rotina anterior vem a resposta: "Estarei enviando um técnico para a residência do senhor no domingo." Ok, logo na primeira hora de sol de domingo os técnicos me tiram da cama, dão uma breve olhada na qualidade do sinal, mexem na antena e garantem que o problema está resolvido. Pergunto se poderei ver o meu Verdão ser campeão e o sujeito, que só pode ser corinthiano, responde um sim num tom quase surdo de tão frio.


Futebol, primeiro tempo, tudo certo. Segundo tempo começa e... puff! "SEM SINAL". @#!%*#$!!!! Volto para a TV normal, comemoro o campeonato e, com a garganta rouca, volto para o mantra da Telefonica. O cara, que deve ser outro corinthiano, me instrui a dar uns comandos que fazem desaparecer todos os canais, ou seja, piora a situação. Reclamo e ele me avisa que o suporte avançado irá entrar em contato comigo. Espero, espero, no dia seguinte também. Nada.


Terça-feira, ligo e repito toda a novela, depois de mais de quarenta minutos, um sujeito me garante que um técnico estará em casa à noite para ver o problema. Ninguém aparece.


Ligo, mantra, espera, falo com outro sujeito que me afirma que não há atendimento técnico no período da noite. Perco a paciência, grito que se não têm condições de resolver o meu problema, que desliguem o sinal para que eu procure outra operadora. "Mas senhor, se desligar, precisará pagar mais um montão de reais, previstos em contrato." Como assim? Vocês não consertam o problema e sou eu quem deve pagar pra desligar? Mais um tempão de espera. Outro sujeito me atende, tem voz simpática, não deve ser corinthiano. "Senhor, estou abrindo um novo chamado, o suporte técnico deverá entrar em contato com o senhor para agendar a visita no período da noite". Tudo bem, me acalmo.


No dia seguinte, ninguém entra em contato. Chego em casa e encontro o papel do técnico dizendo que esteve em casa às 8h da manhã. Como assim? Me desespero. Os caras estão de palhaçada comigo!! São todos corinthianos!!!


Peço socorro, comento meu problema com todo mundo, esperando que alguém me dê uma luz para alguma solução. Uma amiga do trabalho, corinthiana por acaso, me dá a dica: "Liga pro ombudsman!!" Que é isso? Palavra mágica? "Mais ou menos, basta mencionar o termo ombudsman que os caras do atendimento vão mudar o tratamento." Ufa, alguma esperança.


Ligo, mantra, espera, atende o mestre do gerúndio e peço o telefone do ombudsman. "Co-como assim senhor? Po-por favor, aguarde só um minuto que estarei encaminhando para o suporte técnico." Meu amigo, estou cansado de esperar pelo atendimento de vocês, só peço que me informe o telefone do ombudsman. "Ok, senhor, fique aguardando mais um pouco que irei pesquisar pois nem eu sei." Tudo bem, já esperei tanto. "Senhor, o senhor pode anotar, senhor?" Pois não, pode falar. "0800-7751212". Esses números deviam vir sempre acompanhados de uma trombeta de anjos.


Ligo no dia seguinte, só no horário comercial. Depois de um mantra mais curto, uma voz melodiosa anota toda a minha reclamação, com todos os números de protocolo.


No sábado o técnico chega em casa, sem avisar. Explico que o problema ocorre só a noite e que naquele momento ele não poderia ver o que estava acontecendo. "Tudo bem, senhor, vou trocar o decodificador." E se mesmo assim não resolver? "Basta o senhor avisar o suporte que volto para trocar a antena." Com o novo decodificador o problema se repete. Ligo e ouço uma voz ansiosa por me satisfazer. "Pode ficar tranqüilo que no domingo de manhã o técnico estará na sua residência". Dito e feito. Trocaram um peça da antena e... Problema resolvido!!


Hoje, a atendente do ombudsman me liga: "Seu problema foi resolvido senhor?" Sim, depois que falei com você o tratamento melhorou 100%. "Ótimo, o senhor ficou satisfeito?" Sim, mas terei que pagar por esse período que fiquei sem sinal? "Não senhor, já providenciei o crédito referente aos dias". Ótimo, muito obrigado.


No final, uma única certeza: O ombudsman da Telefônica deve ser palmeirense!!




Deixem anotado, 0800-7751212, espero que não precisem, mas se forem vítimas de um mal atendimento da Telefônica, lembrem-se dele.

Ronaldo banalizado


Todo dia ouço alguém comentando: - E o Ronaldo, hein...

Banalizaram a vida do Ronaldo. Todos falam do cara, por pura falta de assunto, como quem comenta sobre o tempo só pra manter um certo diálogo numa fila de banco, mantendo uma certa simpatia entre os interlocutores, sem nenhuma profundidade.

É incrível como a maioria tende a menosprezar o sucesso de um sujeito que veio de baixo, um igual, como se não fosse justo só ele ter tido a sorte de ser craque de futebol e ter se destacado como se destacou. O fato de ser feio e de origem pobre não lhe dá o direito de ser milionário e de gozar todos os prazeres que o dinheiro pode lhe proporcionar.

Aliás, feio é um adjetivo que teimo em lhe atribuir, pois com a grana que tem, muita gente passou a acreditar que se o cara não ficou lindo, pelo menos é ajeitadinho.

Parece haver um certo prazer coletivo com sua desgraça.

Dá até para perceber um velado sorriso de vingança quando se fala dele: "O Ronaldo tá gordo", "O Ronaldo tá com o joelho estourado", "Esse cara só sabe levar a grana dos patrocinadores, não joga mais nada", "E o Ronaldo hein, cansou de mulher bonita?". E assim vai.

Lamento pelo craque. Concordo que está em franca decadência, não acredito que volte a jogar profissionalmente, mas torço para que ponha a cabeça no lugar e não chegue ao fundo do poço.

Torço. Com a mesma vibração que torci quando ele arrebentou na Copa do Mundo de 2002, recuperando-se de uma grave contusão e dando o título para o Brasil.

Campeão


Foram longos 12 anos com o grito de campeão paulista entalado na garganta. Não comemorei a campanha no blog antes, pra evitar o erro dos adversários que costumam cantar vitória antes da hora.


Agora não. Com uma vitória implacável, 4 a 0, descontando o gol em impedimento que só o bandeira e o juiz não viram, o palmeirense pode gritar de peito aberto que é Campeão Paulista pela vigésima segunda vez!


Agora é seguir embalado para o Brasileirão.

Bala de Leite Kids, a melhor bala que há

Que saudade da época em que as balas Kids eram fabricadas pela própria Kids, os chocolates Lacta, pela Lacta, os biscoitos Tostines, pela Tostines...
Parece que virou tudo monopólio das multinacionais. Alguns sabores mais tradicionais continuam no mercado, pelo menos é o que diz o site da Arcor, mas não é tão fácil de encontrar nos botecos de esquina.
Mas que tal matar a saudade com esse comercial, que ficou gravado na memória de muita gente?

Brinde de cereal - Que legal!


Quem nunca comprou uma caixa de cereal por causa do brinde? Muitas vezes dá uma decepção ao abrir a caixa, outras uma alegria danada com a sorte de ter conseguido o brinde desejado. Um prazer infantil, mas delicioso.

Tenho essa mania. Quando sei de alguma promoção especial, corro ao supermercado pra tentar a sorte.

Comprei o Nescau Cereal só pelo Match 5, carro do desenho preferido da infância, Speed Racer. Se conseguisse o Shooting Star (carro do Corredor X) já ficaria contente, mas deu bingo, Match 5!

O carrinho tá na mesma escala do Hot Wheels, 1:64, mas não é uma reprodução perfeita, fica devendo nos detalhes. Mesmo assim é uma boa lembrança do original, tá valendo.

Quem sabe consigo toda a coleção. Um bom investimento para o futuro, guardo e deixo pros meus netos ganharem uma grana num leilão, daqui a uns 50 anos.

Se tivesse guardado todos os meus aviõezinhos que ganhei nas caixas de Mandiopã, teria um tesouro nas mãos.

Cansei de imprensa sensacionalista.


Todos concordamos, é inaceitável sob qualquer hipótese que um ser humano possa:

- Torturar meninas pobres;

- Jogar crianças pela janela;

- Prender filhas por anos e barbarizá-las.

Acontecimentos tão repugnantes que enoja só de escrever.


Vamos condenar os verdadeiros culpados e tratar para que esses crimes jamais se repitam.


Mas a imprensa não cansa de divulgar, todas as horas do dia, cada detalhe de investigação, cada pormenor que interessa mais aos juristas que ao grande público. Tornando o horror sempre presente, repetindo-o a todo instante, como se no fundo tivesse um prazer sádico por trás disso.


Não sei se existe esse prazer sádico, talvez só a intenção de explorar o lado masoquista do público, que parece gostar e dar cada vez mais audiência a notícias desse tipo. Qual o objetivo disso?


Não vejo outra explicação que não seja o motor do mundo moderno: o lucro. O importante é vender, anunciar. Quanto mais notícia o povo consumir, melhor. Se o povo quer violência, porque não uma overdose?


Logo as notícias esfriam, viram papel para embrulhar banana. E que venham mais horrores para o show, que não pode parar.

Por aqui não está dando certo...

O formato American Idol faz sucesso em todo o mundo, só por aqui não emplaca. As duas versões no SBT foram uma decepção total, provavelmente porque a emissora de Sílvio Santos insiste na fórmula do ultrapassado Show de Calouros, destacando mais o jurado que o calouro.
Agora repete o fiasco, sem o carimbo do formato americano e sem nome, caindo para o humor chulo, trazendo para o palco quem nunca deveria ter saído do chuveiro.
Quem sabe o programa encontre um rumo na TV Record, mas não tenho grandes esperanças.
Paul Pots já é velho conhecido de quem costuma acompanhar os modernos programas de calouros, mesmo assim não consigo deixar de me emocionar com sua primeira apresentação na Inglaterra. Um modesto vendedor de celulares, com uma aparência quase grotesca entra no palco desacreditado, abre o peito e solta Nessum Dorma, numa voz celestial. Não dá pra segurar a lágrima.
Veja e emocione-se:

Você conhece Thomas Godoj??

Dica da blogueira Sam, direto dos alpes. O cara é um dos finalistas da versão alemã do programa Ídolos e tem um vozeirão de arrepiar. Canta lindamente Behind Blue Eyes, num inglês que me parece perfeito, sem sotaque.
Vejam, garanto que vale a pena.


Secos e Molhados. Que coragem!


Quem tem até 30 anos não tem muita noção do que foi viver sob o regime da ditadura no Brasil, a não ser pelos relatos dos sobreviventes ou pelos livros de história.
A minha geração, já quarentona, demorou pra respirar liberdade, nasceu sob o AI-5 e, fora um amigo ou outro que tinha o pai misteriosamente desaparecido, não dava pra ter uma noção real do que estava acontecendo. A falta de liberdade, a censura, o receio das Veraneios escuras com chapa fria, parecia tudo normal. Víamos vez ou outra cartazes de procurados ou ouvíamos termos como "preso político", estranhávamos, mas tocávamos a vida dentro da nossa normalidade.
O diretor da minha escola pública era um cara pra realmente ser temido. Exercia dupla função no estado: diretor de escola e delegado de polícia! Hoje, consciente do que foi aquilo, tenho arrepios de imaginar o que era capaz de fazer.
Pra mim era fácil ouvir os gritos no auto-falante, ordenando silêncio e civismo. Jamais pensei em me rebelar, não sabia o que era isso, queria mesmo é passar despercebido e levar boas notas pra casa, pra não chatear a minha mãe.
Dou graças a Deus por nunca ter precisado de um apoio pedagógico do sujeito.
Nesse clima todo em que a regra jamais poderia ser quebrada, achei estranho e engraçado quando vi um grupo de homens cantando com voz fina e cara pintada no programa do Silvio Santos, que na época deveria ter 100% de audência aos domingos.
Não tinha noção da coragem desses caras, ainda mais quando cantavam "Rosa de Hiroshima".



Parei com o café


Me ausentei demais do blog, me desculpem. Tava limpando meu organismo de um vício terrível, café.

No começo foi uma delícia, a garrafinha disponível na sala de trabalho, sempre quentinho e fresquinho, trocado duas vezes ao dia.

Tomava um copinho ou outro, mas logo as doses foram aumentando, nem queria mais copinho, ia no de água mesmo, quase cheio. Várias vezes.

Com orgulho, devolvia a garrafa vazia para a cozinheira, como um bom menino que toma toda a vitamina da mamãe.

Tava ligadão. Dormir pra quê? Bastavam algumas horinhas de sono, o negócio era aproveitar todo o tempo disponível.

Mas aí o sono não vinha mais, nem pra algumas horinhas. Então, nada que uma inocente pílula de passiflorine não resolvesse. Apagava, sem sonhos.

O estômago tava reagindo, uma dorzinha de vez em quando, mas nada muito assustador.

Certo dia, resolvi virar o jogo e a garrafa. Joguei o resto na pia, mais como um ato simbólico, já que não sobrara muita coisa. Devolvi a garrafa para a querida cozinheira, mas declarei: "- Por favor, não me dê mais café! Isso tá acabando comigo!!". Com seu sorriso bonachão e provavelmente aliviada do encargo de me preparar duas garrafas ao dia, concordou em ajudar a me livrar dessa dependência.

Resultado, estou a duas semanas com soninho de criança, às 22h mal consigo manter os olhos abertos.

Bom por um lado, mas acabou que o blog entrou em estado de abandono. Tá até criando teia.

Vou recuperar o espaço, descafeinado.

Velocidade sem limites - Corra!!


Reúna carros maravilhosos como Ferraris, Porshes, Lamborghinis, Ford GT 40, Saleen e Koenigsegg. Faça-os competir em rachas milionários por circuitos fechados e abertos (desviando alucinadamente do trânsito), com direito a alguns acidentes fatais para os carros.

Recheie tudo com loiras e morenas siliconadas. Escolha a mais bonita para protagonista, não precisa ter muito talento, só lindos olhos azuis na pele morena. Coloque um galazinho pra fazer um par romântico com a beldade, melhor ainda se o cara lembrar o Leonardo DiCaprio.

Roteiro, bem, não é tão importante, o negócio é mostrar os carrões, então desengavete qualquer histórinha chinfrim misturando vingança e amorzinho barato.

Está pronto "Velocidade sem limites (RedLine)", autêntico "B movie". Legal para uma sessão da tarde, pra namorar e comer pipoca no escurinho.

Para os fãs de carro, altamente recomendado, uma excelente oportunidade de ver carrões em ação. Só a cena final do racha entre uma Ferrari Enzo e uma Koenigsegg CCX já vale o ingresso.

Se está querendo um filme de verdade, fuja!




Trilha sonora pra tomar caipirinha


Acabo de ouvir Coisa de Jorge, o feliz encontro dos Jorges Aragão, Ben Jor, Mautner e Vercilo na praia de Copacabana. Gosto de todos e a mistura ficou imperdível. Além do som de primeira, uma linda medalha de São Jorge acompanha o encarte e já está no peito.

O mais legal foi como ganhei o CD, uma surpresa de uma sala de Educação Infantil, num coro de Parabéns de 30 crianças lindas, com abraços deliciosos. Emocionante.

Um dia pra ser guardado com muito carinho: muitos abraços e festa surpresa (que me surpreendeu de verdade) das minhas amigas de trabalho (sou um felizardo!!).

Obrigado!!

Ia falar do quanto o CD é legal e acabei falando do meu dia especial, fazer o quê, deve ser efeito da caipirinha. Valeu, Dri!

Depois tenho uns chocolates me esperando...

40 anos




Estou vivendo meus últimos momentos dos "INTA". Amanhã entro nos "ENTA" e não saio mais. Faço 40 anos. Uma virada, um dia para comemorar e refletir.


Agora tô em contagem regressiva, meio Cinderelo, depois das doze badaladas vou virar abóbora.


Para muitos, um garoto, para outros tantos, um senhor. Não me sinto uma coisa ou outra.


Poderia ter feito mais nessas quatro décadas, mas poderei fazer mais nas próximas que Deus poderá me dar. Talvez com mais cuidado, mais zêlo. Mas não impedido.


Não gostaria de voltar atrás. Sou feliz pelo que sou e pelo que conquistei. Pela linda família que formei.


Que venham pelo menos mais 40 e quem sabe mais alguns, adoro uma hora extra, para curtir com saúde.


Sou feliz.

Tchau Renata!


Hoje Renata Fronzi nos disse adeus. Tava com saudade dela e agora sinto ainda mais. Está reencontrando a Nair e o Ronald.
Foi uma linda vedete, mas ficou na minha memória como a irmã do Bronco de voz rouca e gostoso acento portenho.
Vou sentir sua falta.




No Vale das Sombras


Gosto de filmes, mas não sou cinéfilo, quer dizer, não daquele tipo que sabe na ponta da língua qual o diretor do filme ganhador do Oscar em mil novecentos e bolinha. Só faço questão de ver um bom filme, evitando roubadas soníferas ou roteiros recheados de explosões e efeitos especiais.

Ultimamente não tenho gastado meu tempo para acompanhar as críticas, nem quis saber quais eram os filmes concorrentes do último Oscar. Me dei conta que acompanhar tanta informação antes de ver um filme acaba contaminando o olhar, melhor assistir de peito aberto, pelo direito de ter a minha opinião.

Por esse motivo ainda não usei esse blog pra emitir opiniões cinematográficas. O que não quero pra mim, não faço para os outros.

Mas gosto de indicações, afinal, é chato ficar em pé diante da prateleira da locadora, perdido diante de tantos títulos e capas sedutoras.

Se recebo uma indicação suspeita, ignoro. Se confio no bom gosto da fonte, aceito e ganho um tempo na escolha.

É com esse espírito que indico "No Vale das Sombras" (In the Valley of Elah), com nomes de peso, como Tommy Lee Jones, Charlize Theron e Susan Sarandon.

Não é um filme de guerra, não é um filme de paz. É um retrato da ferida americana, perdendo seus jovens numa guerra estúpida, como toda guerra, e criando uma geração de sobreviventes profundamente perturbados. O retrato é cruel e corajoso, mostra que existe entre os americanos uma massa crítica que consegue enxergar o próprio umbigo.

Ernesto Varela e Custe o que custar


http://www.band.com.br/cqc/

Na última segunda-feira à noite, zapeando atrás de alguma coisa na TV, encontrei o Custe o Que Custar, CQC, ótimo programa comandado por Marcelo Tas na Band. Pra quem não conhece o cara, Marcelo Tas foi a Xuxa de muita gente, na época do Castelo o Prof. Tibúrcio invadia a tela com o famoso bordão "Porque sim não é resposta".

Minha referência do Marcelo é mais antiga. No começo dos anos 80 conheci o Ernesto Varela, repórter maluco que conseguia assaltar seus entrevistados com perguntas inesperadas, tirando deles respostas igualmente surpreendentes e sorrisos amarelos. Era hilário ver figuras acostumadas à proteção da censura serem colocadas em cheque por um repórter desenfreado, alguns mal podiam conter a truculência nas suas respostas.

Ernesto Varela foi a personificação da abertura política que vivíamos. Depois vieram outros, seguindo seu rastro.

Marcelo Tas faz renascer o espírito de Ernesto Varela com o Custe o Que Custar. Dessa vez acompanhado de discípulos que seguem bem a lição do mestre. Na última segunda-feira, me deliciei ao ver um secretário da prefeitura paulistana sendo surpreendido por um bando de crianças carentes sem transporte escolar, quando acabara de garantir o contrário. Como todo bom programa de humor, também tem muito besteirol, muito bem-vindo, para dar uma desestressada na semana que se inicia.

CQC é um imperdível momento de excelência na TV, recheada de televendas e bobagens sem fim, acreditem, exibido logo após o "Show da Fé".

Não deixem de ver o vídeo abaixo, com a melhor forma de Ernesto Varela.



Os macacos




É bom tomar uma ducha fria de vez em quando.

Pai, o que é câncer?


Hoje meu filho de apenas 7 anos me surpreendeu com essa pergunta. Assim, na lata, sem motivo aparente.


Respondi no mesmo tom, sem enrolações. Disse que se trata de uma doença que a cura é possível, mas difícil. Quanto mais cedo for descoberta, mais fácil o tratamento. Ressaltei que em alguns casos as chances de sobrevivência são remotas, mas que em muitas outras situações a pessoa consegue se recuperar, apesar de passar por um doloroso tratamento. Enfim, o conhecimento básico de uma pessoa comum.


Especulei se a professora ou se alguém da escola havia comentado sobre o assunto, afinal, ninguém tira uma dúvida dessas do nada. Não. Respondeu que ninguém havia comentado sobre o assunto.


Depois de uma longa pausa silenciosa, ele volta à tona, com a mesma naturalidade:


- Pai, quando formos ao WalMart vamos depositar umas moedas no cofrinho para ajudar as crianças com câncer?


Sorri, concordando, feliz por ter a oportunidade de ver crescer um lindo ser humano.